Mystici Corporis

Carta encíclica

Mystici Corporis

Pio XII · 29 de junho de 1943

Contexto histórico

Momento histórico

Em junho de 1943, o mundo estava em plena Segunda Guerra Mundial, cujo “incêndio”, nas palavras da encíclica, abrasava “quase todo o mundo”. Nos meses anteriores, o Eixo sofrera derrotas: em 2 de fevereiro de 1943, o VI Exército alemão rendeu-se aos soviéticos em Stalingrado, e em maio as tropas do Eixo cercadas na Tunísia capitularam; em julho, os Aliados desembarcariam na Sicília, o que levou à deposição de Mussolini. Desde 1942, a Alemanha nacional-socialista controlava a maior parte do continente europeu, e os judeus da Alemanha e da Europa ocupada eram deportados para centros de extermínio na Polônia ocupada; seis milhões de judeus europeus foram assassinados. Desde 1939, o regime aplicava também o chamado programa de “eutanásia”, que matava pessoas com deficiências internadas em instituições. Os protestos, sobretudo do clero alemão, como o do bispo Clemens August von Galen, de Münster, levaram Hitler a suspendê-lo em agosto de 1941; as mortes, porém, foram retomadas em agosto de 1942 e prosseguiram até o fim da guerra. O Papa se apresenta como pai dos católicos “pertencentes a povos que se guerreiam mutuamente”, mantendo “perfeito equilíbrio entre ambas as partes contendentes”.

A Igreja naquele momento

Nas décadas anteriores, a ideia paulina da Igreja como Corpo de Cristo atraía o empenho de muitos estudiosos, e o próprio Papa associa esse interesse ao renovado estudo da liturgia, à comunhão mais frequente, ao culto do Coração de Jesus e à Ação Católica. Ao mesmo tempo, faltava clareza sobre a relação entre a dimensão invisível da Igreja e a visível. Segundo o eclesiólogo Nikola Derpich, a maioria dos teólogos identificava o Corpo Místico com a Igreja Católica, mas alguns, como Mura e Émile Mersch, estendiam o Corpo Místico aos hereges de boa-fé, e outros a toda a humanidade. O jesuíta Sebastiaan Tromp ajudou a redigir a encíclica.

O documento

Pio XII assinou a encíclica em 29 de junho de 1943. Ele diz escrever movido pela importância da doutrina, pelas circunstâncias da humanidade e pela solicitude pastoral diante de erros opostos: de um lado, o racionalismo e o “naturalismo vulgar”, que veem na Igreja apenas uma sociedade jurídica; de outro, um falso misticismo que apaga os limites entre as criaturas e o Criador. A primeira parte afirma que a verdadeira Igreja de Cristo, “a santa, católica, apostólica Igreja romana”, é o Corpo Místico de Cristo, e que dela são membros realmente apenas os batizados que professam a verdadeira fé e não se separaram da unidade. O Papa reprova a oposição entre uma Igreja “jurídica” e uma Igreja da caridade. A segunda parte trata da união dos fiéis com Cristo pelos vínculos sociais, pelas virtudes teologais, pela habitação do Espírito Santo e pela Eucaristia. A terceira corrige erros sobre a vida espiritual e exorta a amar a Igreja. Nela o Papa lamenta que se tire a vida dos “deformes, dementes e afetos por doenças hereditárias”, chamando isso de violação da lei natural e divina; convida os que estão fora da Igreja, ordenados ao Corpo Místico por um “desejo e voto inconsciente”, a entrar na unidade católica; e reprova que alguém seja obrigado a abraçar a fé contra a vontade.

Recepção

Nos Estados Unidos, a encíclica foi tema da primeira reunião da Sociedade Teológica Católica da América, em que o jesuíta Joseph Bluett afirmou que, desde o Concílio Vaticano I, nenhum documento do magistério tivera maior significado teológico, e que a encíclica marcava o fim de uma era de luta pela visibilidade da Igreja. Em 1950, na Humani generis, o próprio Pio XII reprovou os que se diziam desobrigados da doutrina de que o Corpo Místico e a Igreja Católica Romana são uma só coisa. Derpich lembra que os ortodoxos também se diziam a única Igreja verdadeira e que, diante das duas posições, os protestantes objetavam que elas reduziam a nada a densidade eclesial de suas comunidades. No Concílio Vaticano II, a constituição Lumen gentium, de 21 de novembro de 1964, passou a dizer que a Igreja de Cristo “subsiste na Igreja católica”, embora fora de sua comunidade se encontrem “muitos elementos de santificação e de verdade”. Segundo Derpich, a expressão foi proposta pelo próprio Tromp, para quem ela se dizia exclusivamente da Igreja Católica, e seu alcance foi longamente debatido depois do Concílio.

Fontes

  • Nikola Derpich, “Haec Ecclesia… subsistit in Ecclesia catholica” (LG 8): the subsistence of the Church of Christ as a starting point toward Catholic unity, revista Alpha Omega, Ateneo Pontificio Regina Apostolorum, v. 21, n. 2, 2018. https://riviste.upra.org/index.php/ao/article/download/77/42
  • Joseph Bluett, The theological significance of the encyclical “Mystici corporis”, Proceedings of the Catholic Theological Society of America, v. 1, Boston College (edição digital), 2012. https://ejournals.bc.edu/index.php/ctsa/article/view/2245
  • United States Holocaust Memorial Museum, Holocaust Encyclopedia (verbetes “Euthanasia Program”, “Introduction to the Holocaust” e “World War II: In Depth”). https://encyclopedia.ushmm.org/content/en/article/euthanasia-program
  • Concílio Vaticano II, Lumen gentium, Santa Sé (vatican.va), 1964. https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19641121_lumen-gentium_po.html

CARTA ENCÍCLICA
MYSTICI CORPORIS
DO SUMO PONTÍFICE
PAPA PIO XII
AOS VENERÁVEIS IRMÃOS
PATRIARCAS, PRIMAZES,
ARCEBISPOS E BISPOS
E OUTROS ORDINÁRIOS DO LUGAR 
EM PAZ E COMUNHÃO
COM A SÉ APOSTÓLICA

O CORPO MÍSTICO DE JESUS CRISTO
E NOSSA UNIÃO NELE COM CRISTO

 

 INTRODUÇÃO

1. A doutrina do Corpo Místico de Cristo, que é a Igreja (cf. Cl 1, 24), recebida dos lábios do próprio Redentor e que põe na devida luz o grande e nunca assaz celebrado benefício da nossa íntima união com tão excelsa Cabeça, é de sua natureza tão grandiosa e sublime que convida à contemplação todos aqueles a quem move o Espírito de Deus; e, iluminando as suas inteligências, incita-os eficazmente a obras salutares, consentâneas com a mesma doutrina. Por isso resolvemos entreter-nos convosco sobre tão relevante assunto, expondo e explicando principalmente a parte relativa à Igreja militante. Move-nos a fazê-lo não só a excepcional importância da doutrina, mas também as circunstâncias atuais da humanidade.

a

Colossenses 1, 24

Matos Soares: 24 Eu, agora, me alegro nos sofrimentos por vós e completo na minha carne o que falta aos sofrimentos de Cristo, pelo seu corpo (místico), que é a Igreja, (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 24 Agora me alegro em meus sofrimentos por vocês e completo, da minha parte, em minha carne, o que falta das aflições de Cristo em favor do seu corpo, que é a igreja,

Vulgata Clementina: 24 Qui nunc gaudeo in passionibus pro vobis, et adimpleo ea quæ desunt passionem Christi, in carne mea pro corpore ejus, quod est Ecclesia:

Propomo-nos, pois, falar das riquezas entesouradas no seio da Igreja que Cristo adquiriu com seu sangue (At 20, 28) e cujos membros se gloriam de uma Cabeça coroada de espinhos. Isto mesmo já é prova evidente de que a verdadeira glória e grandeza não nascem senão da dor; por isso nós quando compartilhamos dos sofrimentos de Cristo, devemos alegrar-nos, para que também na renovação da sua glória jubilemos e exultemos (cf. 1 Pd 4, 13).

b

Atos dos Apóstolos 20, 28

Matos Soares: 28 Atendei a vós mesmos e a todo o rebanho, sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para governardes a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue.

Bíblia Portuguesa Mundial: 28 Cuidem, portanto, de vocês mesmos e de todo o rebanho, no qual o Espírito Santo os constituiu bispos, para pastorear a igreja do Senhor e Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue.

Vulgata Clementina: 28 Attendite vobis, et universo gregi, in quo vos Spiritus Sanctus posuit episcopos regere ecclesiam Dei, quam acquisivit sanguine suo.

c

1 Pedro 4, 13

Matos Soares: 13 mas alegrai-vos de serdes participantes dos sofrimentos de Cristo, para que vos alegreis também e exulteis, quando se manifestar a sua glória.

Bíblia Portuguesa Mundial: 13 Mas, como vocês são participantes dos sofrimentos de Cristo, alegrem-se, para que na revelação da sua glória vocês também possam se alegrar com exultação.

Vulgata Clementina: 13 sed communicantes Christi passionibus gaudete, ut et in revelatione gloriæ ejus gaudeatis exsultantes.

3, E para começar, note-se que assim como o Redentor do gênero humano foi perseguido, caluniado, atormentado por aqueles mesmos que vinha salvar, assim a sociedade por ele fundada também neste ponto se parece com o divino Fundador. Com efeito, ainda que não neguemos, antes gostosamente e bendizendo a Deus confessemos, que também nestes tempos tão agitados há muitos que, embora separados do redil de Cristo, olham para a Igreja como para o único porto de salvação, contudo não ignoramos que a Igreja de Deus não só é soberbamente desprezada e perseguida por aqueles que, menoscabada a luz da sabedoria cristã, voltam miseramente às doutrinas, usos e costumes do antigo paganismo, mas freqüentemente é desconhecida, descurada, aborrecida por muitos cristãos, que se deixam seduzir pelas aparências, falsas doutrinas, ou arrastar pelos atrativos e corrupção do mundo. É por isso que Nós, veneráveis irmãos, obedecendo à voz da nossa própria consciência, vamos expor à vista de todos e celebrar a beleza, louvores e glória da santa madre Igreja, a quem depois de Deus tudo devemos.

4. Confiamos que estes nossos pensamentos e exortações, em conseqüência das atuais circunstâncias, produzirão os mais copiosos frutos nos fiéis; porquanto sabemos que os infinitos trabalhos e sofrimentos desta nossa tempestuosa idade que tão terrivelmente torturam gente sem número, se forem recebidos serena e resignadamente da mão de Deus, converterão como que naturalmente os corações dos bens caducos da terra aos bens celestes e eternos, e despertarão neles uma sede misteriosa das coisas espirituais e um desejo ardente que, sob o impulso do Espírito Santo, os mova e quase force a procurar com mais diligência o reino de Deus. O homem, quanto mais se desprende das vaidades do mundo e do amor desordenado dos bens presentes, tanto mais se dispõe para perceber a luz dos mistérios celestes. Ora, talvez nunca a vaidade e inanidade das coisas da terra se manifestou mais eloqüentemente que hoje, quando desabam reinos e nações, quando os abismos dos vastos oceanos engolem imensas riquezas e tesouros de toda a espécie, quando cidades e vilas e férteis campos se cobrem de imensas ruínas e se mancham de sangue fraterno.

5. Confiamos ainda que o que vamos expor sobre o Corpo Místico de Cristo não será desagradável nem inútil aos que vivem fora do seio da Igreja católica. E isto, não só porque a sua benevolência para com a Igreja parece aumentar de dia para dia, senão também porque vendo eles atualmente como as nações se erguem contra as nações e os reinos contra os reinos, e crescem indefinidamente as discórdias, os antagonismos e as sementeiras do ódio, se volverem os olhos para a Igreja, se contemplarem a sua unidade de origem divina, por virtude da qual os homens de todas as nacionalidades se unem a Cristo com vínculos fraternos, então sem dúvida ver-se-ão forçados a admirar uma tal sociedade de amor e sentir-se-ão atraídos com o auxílio da graça a participar da mesma unidade e caridade.

6. Há ainda uma razão especial e suavíssima pela qual nos ocorreu ao espírito e grandemente nos deleita esta doutrina. Durante o passado ano, XXV do nosso episcopado, pudemos com grandíssima consolação contemplar um espetáculo que luminosa e expressivamente fez resplandecer a imagem do corpo místico de Cristo em todas as cinco partes do mundo. Nesse sentido, apesar dessa interminável guerra de extermínio ter destruído miseramente a fraterna comunidade dos povos, por toda parte, onde temos filhos em Cristo, todos com uma só vontade e amor - refletindo em si as preocupações e ansiedades de todos -, elevavam o pensamento e o coração para o Pai comum, que governa em tempos tão adversos a nau da Igreja católica. Esse espetáculo não só demonstra a admirável unidade da família cristã, mas atesta também que assim como nós com amor paterno abraçamos os povos de todas as nações, assim também os católicos de todo o mundo, embora pertencentes a povos que se guerreiam mutuamente, olham para o vigário de Cristo como para o pai amantíssimo de todos que, mantendo perfeito equilíbrio entre ambas as partes contendentes e guiando-se por perfeita retidão de juízo, superior a todas as tempestades das perturbações humanas, recomenda e defende com todas as forças a verdade, a justiça, a caridade.

7. Também não foi menor a nossa consolação ao sabermos a boa vontade com que espontaneamente fora oferecida e reunida uma quantia para levantar na Cidade eterna um templo em honra do nosso predecessor e santo do nosso nome, Eugênio I. Ora como esse templo, levantado por desejo e com o óbolo dos fiéis, conservará perene a memória deste faustíssimo acontecimento, assim desejamos dar um atestado da nossa gratidão nesta encíclica onde precisamente se trata das pedras vivas que, colocadas sobre a pedra angular que é Cristo, formam o templo santo, muito mais sublime que qualquer templo material, isto é, a morada de Deus no Espírito (Cf. Ef 2, 21-22;1 Pd 2, 5).

d

Efésios 2, 21-22

Matos Soares: 21 sobre o qual todo o edifício (espiritual) bem ordenado se levanta para ser um templo santo no Senhor, 22 sobre o qual vós sois também juntamente edificados para morada de Deus, mediante o Espírito (Santo).

Bíblia Portuguesa Mundial: 21 Nele, todo o edifício, bem ajustado, cresce para ser um templo santo no Senhor; 22 nele, vocês também estão sendo edificados juntos para habitação de Deus no Espírito.

Vulgata Clementina: 21 in quo omnis ædificatio constructa crescit in templum sanctum in Domino, 22 in quo et vos coædificamini in habitaculum Dei in Spiritu.

1 Pedro 2, 5

Matos Soares: 5 e vós também, como pedras vivas, prestai-vos a entrar na edificação de uma casa espiritual, para formar assim o sacerdócio santo para oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo.

Bíblia Portuguesa Mundial: 5 Vocês também, como pedras vivas, estão sendo edificados para formar uma casa espiritual e ser um sacerdócio santo, a fim de oferecerem sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por meio de Jesus Cristo.

Vulgata Clementina: 5 et ipsi tamquam lapides vivi superædificamini, domus spiritualis, sacerdotium sanctum, offerre spirituales hostias, acceptabiles Deo per Jesum Christum.

8. Mas a causa principal que nos leva a tratar agora assaz difusamente desta excelsa doutrina é a nossa solicitude pastoral. É verdade que muito se tem escrito sobre este argumento; nem ignoramos que hoje não poucos se dão com grande empenho a estes estudos, com os quais também se deleita e nutre a piedade cristã. Este movimento parece dever-se ao renovado estudo da sagrada liturgia, a maior freqüência da mesa eucarística, e finalmente ao culto mais intensificado do sacratíssimo Coração de Jesus de que hoje gozamos por vê-lo mais difundido; tudo isso moveu muitos a uma mais profunda contemplação das imperscrutáveis riquezas de Cristo que se conservam na Igreja. Acrescem ainda os documentos sobre a Ação católica publicados nestes últimos tempos; os quais tornaram mais estreitos os vínculos dos fiéis entre si e com a hierarquia eclesiástica, particularmente com o romano pontífice, e contribuíram sem dúvida grandemente para pôr na devida luz esta doutrina. Todavia se isso que acabamos de dizer é muito consolador, temos de confessar que não só autores separados da verdadeira Igreja espalham graves erros nesta matéria, mas que também entre os fiéis vão serpejando opiniões ou inexatas ou de todo falsas, que podem desviar os espíritos da reta senda da verdade.

9. De fato, enquanto por um lado perdura o falso racionalismo que tem por absurdo tudo o que transcende e supera a capacidade da razão humana, e com ele outro erro parecido, o naturalismo vulgar que não vê nem quer reconhecer na Igreja de Cristo senão uma sociedade puramente jurídica; por outro lado grassa por aí um falso misticismo que perverte as Sagradas Escrituras, pretendendo remover os limites intangíveis entre as criaturas e o Criador.

10. Ora esses erros entre si opostos fazem que alguns, cheios de infundado temor, considerem esta sublime doutrina como perigosa e fujam dela como do fruto do paraíso, belo e proibido. Não; os mistérios revelados por Deus não podem ser prejudiciais ao homem, nem devem permanecer infrutíferos como tesouro enterrado no campo; senão que nos foram dados por Deus, para proveito espiritual dos que piamente os contemplam. Pois como ensina o Concílio Vaticano “a razão iluminada pela fé, quando indaga com diligência, piedade e sobriedade, alcança sempre por graça de Deus alguma inteligência, sempre frutuosíssima, dos mistérios, quer pela analogia com os conhecimentos naturais, quer pela relação que os mistérios têm entre si e com o último fim do homem”; embora, como adverte o mesmo sagrado concílio, “nunca ela chegue a compreender os mistérios como as verdades que constituem o seu próprio objeto”.1

11. Portanto, tendo nós maduramente ponderado tudo isso diante de Deus, para que a incomparável formosura da Igreja resplandeça com nova glória, para que mais esplendidamente se manifeste a excelsa e sobrenatural nobreza dos fiéis que no corpo de Cristo se unem à sua cabeça: enfim para fechar de uma vez a porta a muitos erros que pode haver nesta matéria, julgamos nosso dever pastoral expor a todo o povo cristão nesta encíclica a doutrina do corpo místico de Jesus Cristo e da união dos fiéis com o divino Redentor no mesmo Corpo, e juntamente deduzir desta suavíssima doutrina alguns ensinamentos, com os quais o maior conhecimento do mistério produza frutos cada vez mais abundantes de perfeição e santidade.

 

PRIMEIRA PARTE

A IGREJA CORPO, “MÍSTICO” DE CRISTO

12. Ao meditar este ponto da doutrina católica ocorrem-nos logo aquelas palavras do Apóstolo: “Onde o pecado avultou, superabundou a graça” (Rm 5, 20). Sabemos que Deus constituiu o primeiro progenitor do gênero humano em tão excelsa condição, que com a vida terrena transmitiria aos seus descendentes a vida sobrenatural da graça celeste. Mas depois da triste queda de Adão toda a humana linhagem, infeccionada pela mancha original, perdeu o consórcio da natureza divina (cf. 2Pd 1, 4) e todos ficamos sendo filhos de ira (Ef 2, 3). Deus, porém, na sua infinita misericórdia “amou tanto ao mundo que lhe deu seu Filho unigênito” (Jo 3, 16); e o Verbo do Eterno Pai, com a mesma divina caridade, revestiu a natureza humana da descendência de Adão, mas inocente e imaculada, para que do novo e celeste Adão dimanasse a graça do Espírito Santo a todos os filhos do primeiro pai; e estes que pelo primeiro pecado tinham sido privados da filiação adotiva de Deus, pelo Verbo encarnado, feitos irmãos segundo a carne do Filho unigênito de Deus, recebessem o poder de virem a ser filhos de Deus (cf. Jo 1, 12). E assim Jesus crucificado não só reparou a justiça do Eterno Pai ofendida, senão que nos mereceu a nós, seus consangüíneos, inefável abundância de graças. Essas graças podia ele distribuí-las diretamente por si mesmo a todo o gênero humano. Quis, porém, comunicá-las por meio da Igreja visível, formada por homens, afim de que por meio dela todos fossem, em certo modo, seus colaboradores na distribuição dos divinos frutos da Redenção. E assim como o Verbo de Deus, para remir os homens com suas dores e tormentos, quis servir-se da nossa natureza, assim, de modo semelhante, no decurso dos séculos se serve da Igreja para continuar perenemente a obra começada. 2

e

Romanos 5, 20

Matos Soares: 20 Sobreveio a lei para que abundasse o pecado. Mas, onde abundou o pecado, superabundou a graça (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 20 A lei interveio para que a transgressão abundasse; mas onde o pecado abundou, a graça superabundou,

Vulgata Clementina: 20 Lex autem subintravit ut abundaret delictum. Ubi autem abundavit delictum, superabundavit gratia:

f

2 Pedro 1, 4

Matos Soares: 4 Por elas nos deu estas preciosas e magnificas promessas, a fim de que assim vos torneis participantes da natureza divina, fugindo da corrupção que há no mundo pela concupiscência.

Bíblia Portuguesa Mundial: 4 pelas quais ele nos concedeu as suas preciosas e grandíssimas promessas; para que por meio destas vocês se tornem coparticipantes da natureza divina, tendo escapado da corrupção que há no mundo pela cobiça.

Vulgata Clementina: 4 per quem maxima, et pretiosa nobis promissa donavit: ut per hæc efficiamini divinæ consortes naturæ: fugientes ejus, quæ in mundo est, concupiscentiæ corruptionem.

g

Efésios 2, 3

Matos Soares: 3 entre os quais também todos nós vivíamos outrora, segundo os desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos apetites, e éramos por natureza filhos da ira, como todos os outros.

Bíblia Portuguesa Mundial: 3 Entre eles todos nós também vivemos outrora nas paixões da nossa carne, satisfazendo os desejos da carne e da mente, e éramos por natureza filhos da ira, assim como os demais.

Vulgata Clementina: 3 in quibus et nos omnes aliquando conversati sumus in desideriis carnis nostræ, facientes voluntatem carnis et cogitationum, et eramus natura filii iræ, sicut et ceteri:

h

João 3, 16

Matos Soares: 16 Porque Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu seu Filho unigênito, para que todo o que crê nele não pereça, mas tenha a vida eterna.

Bíblia Portuguesa Mundial: 16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito , para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Vulgata Clementina: 16 Sic enim Deus dilexit mundum, ut Filium suum unigenitum daret: ut omnis qui credit in eum, non pereat, sed habeat vitam æternam.

i

João 1, 12

Matos Soares: 12 Mas a todos os que o receberam, deu poder de se tornarem filhos de Deus, àqueles que crêem no seu nome;

Bíblia Portuguesa Mundial: 12 Mas, a todos os que o receberam, ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus, isto é, aos que creem no seu nome:

Vulgata Clementina: 12 Quotquot autem receperunt eum, dedit eis potestatem filios Dei fieri, his qui credunt in nomine ejus:

13. Ora, para definir e descrever esta verdadeira Igreja de Cristo - que é a santa, católica, apostólica Igreja romana 3 - nada há mais nobre, nem mais excelente, nem mais divino do que o conceito expresso na denominação “corpo místico de Jesus Cristo”; conceito que imediatamente resulta de quanto nas Sagradas Escrituras e dos santos Padres freqüentemente se ensina.

1. A Igreja é um “corpo” 

Corpo único, indiviso, visível

14. Que a Igreja é um corpo, ensinam-nos muitos passos da sagrada Escritura: “Cristo, diz o Apóstolo, é a cabeça do corpo da Igreja” (Cl 1, 18). Ora, se a Igreja é um corpo, deve necessariamente ser um todo sem divisão, segundo aquela sentença de Paulo: “Nós, muitos, somos um só corpo em Cristo” (Rm 12, 5). E não só deve ser um todo sem divisão, mas também algo concreto e visível, como afirma nosso predecessor de feliz memória Leão XIII, na encíclica “Satis cognitum”: “Pelo fato mesmo que é um corpo, a Igreja torna-se visível aos olhos”. 4 Estão pois longe da verdade revelada os que imaginam a Igreja por forma, que não se pode tocar nem ver, mas é apenas, como dizem, uma coisa “pneumática” que une entre si com vínculo invisível muitas comunidades cristãs, embora separadas na fé.

j

Colossenses 1, 18

Matos Soares: 18 Ele é a cabeça do corpo da Igreja, é o princípio, o primogênito dentre os mortos, de maneira que tem a primazia em todas as coisas,

Bíblia Portuguesa Mundial: 18 Ele é a cabeça do corpo, a igreja. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em todas as coisas tenha a primazia.

Vulgata Clementina: 18 Et ipse est caput corporis Ecclesiæ, qui est principium, primogenitus ex mortuis: ut sit in omnibus ipse primatum tenens:

k

Romanos 12, 5

Matos Soares: 5 assim, ainda que muitos, somos um só corpo em Cristo, e todos, membros uns dos outros.

Bíblia Portuguesa Mundial: 5 assim também nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo em Cristo, e, individualmente, membros uns dos outros,

Vulgata Clementina: 5 ita multi unum corpus sumus in Christo, singuli autem alter alterius membra.

15. O corpo requer também multiplicidade de membros, que unidos entre si se auxiliem mutuamente. E como no nosso corpo mortal, quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele, e os sãos ajudam os doentes; assim também na Igreja os membros não vivem cada um para si, mas socorrem-se e auxiliam-se uns aos outros, tanto para mútua consolação, como para o crescimento progressivo de todo o Corpo.

Corpo composto “orgânica” e “hierarquicamente”

16. Mais ainda. Como na natureza não basta qualquer aglomerado de membros para formar um corpo, mas é preciso que seja dotado de órgãos ou membros com funções distintas e que estejam unidos em determinada ordem, assim também a Igreja deve chamar-se corpo sobretudo porque resulta de uma boa e apropriada proporção e conjunção de partes e é dotada de membros diversos e unidos entre si. É assim que o Apóstolo descreve a Igreja quando diz: “como num só corpo temos muitos membros, e os membros não têm todos a mesma função, assim muitos somos um só corpo de Cristo, e todos e cada um membros uns dos outros” (Rm 12, 4).

l

Romanos 12, 4

Matos Soares: 4 Assim como num só corpo temos muitos membros, e nem todos os membros desempenham a mesma função,

Bíblia Portuguesa Mundial: 4 Pois, assim como em um só corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma função,

Vulgata Clementina: 4 Sicut enim in uno corpore multa membra habemus, omnia autem membra non eumdem actum habent:

17. Não se julgue, porém, que esta bem ordenada e “orgânica” estrutura do corpo da Igreja se limita unicamente aos graus da hierarquia; ou, ao contrário, como pretende outra opinião, consta unicamente de carismáticos, isto é, dos féis enriquecidos de graus extraordinárias, que nunca hão de faltar na Igreja. E fora de dúvida que todos os que neste corpo estão investidos de poder sagrado, são membros primários e principais, já que são eles que, por instituição do próprio Redentor, perpetuam os ofícios de Cristo doutor, rei e sacerdote. Contudo os santos Padres, quando celebram os ministérios, graus, profissões, estados, ordens, deveres deste corpo místico, não consideram só os que têm ordens sacras, senão também todos aqueles que, observando os conselhos evangélicos, se dão à vida ativa, à contemplativa, ou à mista, segundo o próprio instituto; bem como os que, vivendo no século, se consagram ativamente a obras de misericórdia espirituais ou corporais; e, finalmente, também os que vivem unidos pelo santo matrimônio. Antes é de notar que, sobretudo nas atuais circunstâncias, os pais e as mães de família, os padrinhos e madrinhas, e notadamente todos os seculares que prestam o seu auxílio à hierarquia eclesiástica na dilatação do reino de Cristo, ocupam um posto honorífico, embora muitas vezes humilde, na sociedade cristã, e podem muito bem sob a inspiração e com o favor de Deus subir aos vértices da santidade, que por promessa de Jesus Cristo nunca faltará na Igreja.

Corpo dotado de órgãos vitais, isto é, sacramentos

18. E como o corpo humano nos aparece dotado de energias especiais com que provê à vida, saúde e crescimento seu e de todos os seus membros, assim o Salvador do gênero humano providenciou admiravelmente ao seu corpo místico enriquecendo-o de sacramentos, que com uma série ininterrupta de graças amparam o homem desde o berço até ao último suspiro, e ao mesmo tempo provêem abundantissimamente às necessidades sociais da Igreja. Com efeito, pelo Batismo os que nasceram a esta vida mortal, não só renascem da morte do pecado e são feitos membros da Igreja, senão que, assinalados com o caráter espiritual, se tornam capazes de receber os outros dons sagrados. Com a Crisma infunde-se nova força nos féis para conservarem e defenderem corajosamente a santa madre Igreja e a fé que dela receberam. Pelo sacramento da Penitência oferece-se aos membros da Igreja caídos em pecado uma medicina salutar, que serve não só a restituir-lhes a saúde, mas a preservar os outros membros do corpo místico do perigo de contágio, e até a dar-lhes estímulo e exemplo de virtude. E não basta. Pela sagrada Eucaristia alimentam-se e fortificam-se os fiéis com um mesmo alimento e se unem entre si e a divina Cabeça de todo o Corpo com um vínculo inefável e divino. Finalmente ao leito dos moribundos acode a Igreja, mãe compassiva, e com o sacramento da Extrema-unção, se nem sempre lhes dá a saúde do corpo, por Deus assim o dispor, dá-lhes às almas feridas a medicina sobrenatural, abre-lhes o céu, onde como novos cidadãos e seus novos protetores gozarão por toda a eternidade da divina bem-aventurança.

19. As necessidades sociais da Igreja proveu Cristo de modo especial com dois sacramentos que instituiu: com o Matrimônio em que os cônjuges são reciprocamente um ao outro ministros da graça, proveu ao aumento externo e bem ordenado da sociedade cristã; e, o que é ainda mais importante, à boa e religiosa educação da prole, sem a qual o corpo místico correria perigo; com a Ordem dedicam-se e consagram-se ao serviço de Deus os que hão de imolar a Hóstia eucarística, sustentar a grei dos féis com o Pão dos Anjos e com o alimento da doutrina, dirigi-la com os divinos mandamentos e conselhos e purificá-la com o batismo e a penitência, enfim fortalecê-la com as outras graças celestes.

Corpo formado por membros determinados

20. E a esse propósito deve notar-se que assim como Deus no princípio do mundo dotou o homem de um riquíssimo organismo com que pudesse sujeitar as outras criaturas e multiplicar-se e encher a terra, assim ao princípio da era cristã proveu a Igreja dos recursos necessários para vencer perigos quase inumeráveis e povoar não só toda a terra, mas também o reino dos céus.

21. Como membros da Igreja contam-se realmente só aqueles que receberam o lavacro da regeneração e professam a verdadeira fé, nem se separaram voluntariamente do organismo do corpo, ou não foram dele cortados pela legítima autoridade em razão de culpas gravíssimas. “Todos nós, diz o Apóstolo, fomos batizados num só Espírito para formar um só Corpo, judeus ou gentios, escravos ou livres” (l Cor 12, 13). Portanto como na verdadeira sociedade dos fiéis há um só corpo, um só Espírito, um só Senhor, um só batismo, assim não pode haver senão uma só fé (cf. Ef 4, 5), e por isso quem se recusa a ouvir a Igreja, manda o Senhor que seja tido por gentio e publicano (cf. Mt 18, 17). Por conseguinte os que estão entre si divididos por motivos de fé ou pelo governo, não podem viver neste corpo único nem do seu único Espírito divino.

m

1 Coríntios 12, 13

Matos Soares: 13 Com efeito, num mesmo Espírito fomos baptizados todos nós, para sermos um só corpo, quer sejamos Judeus ou Gregos, servos ou livres, e todos temos bebido de um só Espírito.

Bíblia Portuguesa Mundial: 13 Pois em um só Espírito todos nós fomos batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito.

Vulgata Clementina: 13 Etenim in uno Spiritu omnes nos in unum corpus baptizati sumus, sive Judæi, sive gentiles, sive servi, sive liberi: et omnes in uno Spiritu potati sumus.

n

Efésios 4, 5

Matos Soares: 5 Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo.

Bíblia Portuguesa Mundial: 5 um só Senhor, uma só fé, um só batismo;

Vulgata Clementina: 5 Unus Dominus, una fides, unum baptisma.

o

Mateus 18, 17

Matos Soares: 17 Se os não ouvir, dize-o à Igreja. Se não ouvir a Igreja, considera-o como um gentio e um publicano.

Bíblia Portuguesa Mundial: 17 Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja. Se ele se recusar a ouvir também a igreja, considere-o como um gentio ou um cobrador de impostos.

Vulgata Clementina: 17 Quod si non audierit eos: dic ecclesiæ. Si autem ecclesiam non audierit, sit tibi sicut ethnicus et publicanus.

22. Não se deve, porém, julgar que já durante o tempo da peregrinação terrestre, o corpo da Igreja, por isso que leva o nome de Cristo, consta só de membros com perfeita saúde, ou só dos que de fato são por Deus predestinados à sempiterna felicidade. Por sua infinita misericórdia o Salvador não recusa lugar no seu corpo místico àqueles a quem o não recusou outrora no banquete (Mt 9, 11; Mc 2, 16; Lc 15,2). Nem todos os pecados, embora graves, são de sua natureza tais que separem o homem do corpo da Igreja como fazem os cismas, a heresia e a apostasia. Nem perdem de todo a vida sobrenatural os que pelo pecado perderam a caridade e a graça santificante e por isso se tornaram incapazes de mérito sobrenatural, mas conservam a fé e a esperança cristã, e alumiados pela luz celeste, são divinamente estimulados com íntimas inspirações e moções do Espírito Santo ao temor salutar, à oração e ao arrependimento das suas culpas.

p

Mateus 9, 11

Matos Soares: 11 Vendo isto, os fariseus diziam aos seus discípulos: Por que motivo come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?

Bíblia Portuguesa Mundial: 11 Quando os fariseus viram isso, perguntaram aos discípulos dele: “Por que o mestre de vocês come com publicanos e pecadores?”

Vulgata Clementina: 11 Et videntes pharisæi, dicebant discipulis ejus: Quare cum publicanis et peccatoribus manducat magister vester?

Marcos 2, 16

Matos Soares: 16 Os escribas e fariseus, vendo que Jesus comia com os pecadores e publicanos, diziam a seus discípulos : “Porque come e bebe o vosso Mestre com os publicanos e pecadores?”

Bíblia Portuguesa Mundial: 16 Os escribas e os fariseus, quando viram que ele estava comendo com os pecadores e publicanos, disseram aos seus discípulos: “Por que ele come e bebe com publicanos e pecadores?”

Vulgata Clementina: 16 Et scribæ et pharisæi videntes quia manducaret cum publicanis et peccatoribus, dicebant discipulis ejus: Quare cum publicanis et peccatoribus manducat et bibit Magister vester?

Lucas 15, 2

Matos Soares: 2 Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: “Este recebe os pecadores, e come com eles.”

Bíblia Portuguesa Mundial: 2 Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: “Este homem recebe pecadores e come com eles.”

Vulgata Clementina: 2 Et murmurabant pharisæi, et scribæ, dicentes: Quia hic peccatores recipit, et manducat cum illis.

23. Tenha-se, pois, sumo horror ao pecado que mancha os membros místicos do Redentor; mas o pobre pecador que não se tornou por sua contumácia indigno da comunhão dos fiéis, seja acolhido com maior amor, vendo-se nele com caridade operosa um membro enfermo de Jesus Cristo: Pois que é muito melhor, como nota o bispo de Hipona, “curá-los no corpo da Igreja, do que amputá-los como membros incuráveis”.5 “Enquanto o membro está ainda unido ao corpo não há por que desesperar da sua saúde; uma vez amputado, nem se pode curar, nem se pode sarar”.6

2. A Igreja é o corpo “de Cristo”

24. Temos visto até aqui, veneráveis irmãos, que a Igreja pela sua constituição se pode assemelhar a um corpo; segue-se que mostremos mais em particular, por que motivos se deve chamar não um corpo qualquer, mas o corpo de Jesus Cristo. Deduz-se isto do fato que nosso Senhor é o fundador, a cabeça, o conservador e salvador deste corpo místico.

a) Cristo foi o “Fundador” deste corpo

25. Devendo expor brevemente o modo como Cristo fundou o seu corpo social, acode-nos antes de mais nada esta sentença de nosso predecessor de feliz memória Leão XIII: “A Igreja, que já concebida, nascera do lado do segundo Adão, adormecido na cruz, manifestou-se pela primeira vez à luz do mundo de modo insigne no celebérrimo dia de Pentecostes”.7 De fato o divino Redentor começou a fábrica do templo místico da Igreja, quando na sua pregação ensinou os seus mandamentos; concluiu-a quando, glorificado, pendeu da Cruz; manifestou-a enfim e promulgou-a quando mandou sobre os discípulos visivelmente o Espírito paráclito.

26. Durante o seu ministério público escolhia os Apóstolos, enviando-os como ele próprio tinha sido enviado pelo Pai (Jo 17,18), como mestres, guias, agentes da santidade na assembléia dos fiéis; designava o chefe deles e seu vigário em terra (cf. Mt 16,18-19); fazia-lhes conhecer tudo o que tinha ouvido do Pai (Jo 15, 15; 17, 8.14); indicava também o batismo (cf. Jo 3, 5) como meio para os que no futuro cressem serem incorporados no Corpo da Igreja; finalmente chegando ao anoitecer da vida, durante a última ceia, instituía a Eucaristia, admirável sacrifício e admirável sacramento.

q

João 17, 18

Matos Soares: 18 Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.

Bíblia Portuguesa Mundial: 18 Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo.

Vulgata Clementina: 18 Sicut tu me misisti in mundum, et ego misi eos in mundum:

r

Mateus 16, 18-19

Matos Soares: 18 E eu digo-te que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19 Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus, e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus.”

Bíblia Portuguesa Mundial: 18 Eu também lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela. 19 Eu lhe darei as chaves do Reino dos Céus, e tudo o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus; e tudo o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus.”

Vulgata Clementina: 18 Et ego dico tibi, quia tu es Petrus, et super hanc petram ædificabo Ecclesiam meam, et portæ inferi non prævalebunt adversus eam. 19 Et tibi dabo claves regni cælorum. Et quodcumque ligaveris super terram, erit ligatum et in cælis: et quodcumque solveris super terram, erit solutum et in cælis.

s

João 15, 15

Matos Soares: 15 Não mais vos chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.

Bíblia Portuguesa Mundial: 15 Já não os chamo de servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Mas eu os tenho chamado de amigos, pois tudo o que ouvi de meu Pai, eu lhes dei a conhecer.

Vulgata Clementina: 15 Jam non dicam vos servos: quia servus nescit quid faciat dominus ejus. Vos autem dixi amicos: quia omnia quæcumque audivi a Patre meo, nota feci vobis.

João 17, 8.14

Matos Soares: 8 porque lhes comuniquei as palavras que me confiaste; eles as receberam, e conheceram verdadeiramente que eu sai de ti e creram que me enviaste. […] 14 Dei-lhes a tua palavra, o mundo os odiou, porque não são do mundo, como também eu não sou do mundo.

Bíblia Portuguesa Mundial: 8 pois as palavras que me deste eu as dei a eles; e eles as receberam, e souberam com certeza que saí de ti. Eles creram que tu me enviaste. […] 14 Eu lhes dei a tua palavra. O mundo os odiou porque eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.

Vulgata Clementina: 8 quia verba quæ dedisti mihi, dedi eis: et ipsi acceperunt, et cognoverunt vere quia a te exivi, et crediderunt quia tu me misisti. […] 14 Ego dedi eis sermonem tuum, et mundus eos odio habuit, quia non sunt de mundo, sicut et ego non sum de mundo.

t

João 3, 5

Matos Soares: 5 Jesus respondeu-lhe: “Em verdade, em verdade te digo que quem não renascer da água e do Espirito Santo, não pode entrar no reino de Deus.

Bíblia Portuguesa Mundial: 5 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade lhe digo que, se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus.

Vulgata Clementina: 5 Respondit Jesus: Amen, amen dico tibi, nisi quis renatus fuerit ex aqua, et Spiritu Sancto, non potest introire in regnum Dei.

27. Ter ele consumado no patíbulo da cruz a sua obra, afirmam-no, numa série ininterrupta de testemunhos, os santos Padres, que notam ter a Igreja nascido na cruz do lado do Salvador, qual nova Eva, mãe de todos os viventes (cf. Gn 3, 20). “Agora, diz o grande Ambrósio tratando do lado de Cristo aberto, é ela edificada, agora formada, agora esculpida, agora criada… Agora é a casa espiritual elevada a sacerdócio santo”.8 Quem devotamente investigar esta venerável doutrina, poderá sem dificuldade ver as razões em que ela se funda.

u

Gênesis 3, 20

Matos Soares: 20 E Adão pôs a sua mulher o nome de Eva, porque ela era a mãe de todos os viventes.

Bíblia Portuguesa Mundial: 20 O homem chamou sua mulher de Eva, porque ela seria a mãe de todos os viventes.

Vulgata Clementina: 20 Et vocavit Adam nomen uxoris suæ, Heva: eo quod mater esset cunctorum viventium.

28. E primeiramente com a morte do Redentor, foi abrogada a antiga Lei e sucedeu-lhe o Novo Testamento; então com o sangue de Cristo foi sancionada para todo o mundo a Lei de Cristo com seus mistérios, leis, instituições e ritos sagrados. Enquanto o divino Salvador pregava num pequeno território - pois que não fora enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel (cf. Mt 15, 24) - corriam juntos a Lei e o Evangelho,9) mas no patíbulo, onde morreu, anulou a Lei com as suas prescrições (cf. Ef 2, 15), afixou a cruz o quirógrafo do Antigo Testamento (cf. Cl 2, 14), estabelecendo, com o sangue, derramado por todo o gênero humano, a Nova Aliança (cf. Mt 26, 28; 1 Cor 11, 25). “Então, diz S. Leão Magno falando da cruz do Senhor, fez-se a transferência da Lei para o Evangelho, da Sinagoga para a Igreja, de muitos sacrifícios para uma única hóstia, tão evidentemente, que ao exalar o Senhor o último suspiro, o místico véu, que fechava os penetrais do templo e o misterioso santuário, se rasgou improvisamente de alto a baixo”.10

v

Mateus 15, 24

Matos Soares: 24 Ele respondeu: “Eu não fui enviado senão às ovelhas desgarradas da casa de Israel.” (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 24 Mas ele respondeu: “Eu não fui enviado a ninguém senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.”

Vulgata Clementina: 24 Ipse autem respondens ait: Non sum missus nisi ad oves, quæ perierunt domus Israël.

w

Efésios 2, 15

Matos Soares: 15 e abolindo na sua carne a lei com os seus mandamentos e prescrições, para formar em si mesmo dos dois um só homem novo, fazendo a paz,

Bíblia Portuguesa Mundial: 15 tendo abolido em sua carne a inimizade, a lei dos mandamentos contida em ordenanças, para que pudesse criar em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz,

Vulgata Clementina: 15 legem mandatorum decretis evacuans, ut duos condat in semetipso in unum novum hominem, faciens pacem:

x

Colossenses 2, 14

Matos Soares: 14 Destruiu a acta redigida contra nós, cujas disposições nos condenavam, e fê-la desaparecer, encravando-a na cruz.

Bíblia Portuguesa Mundial: 14 apagando o documento escrito em ordenanças que era contra nós. Ele o removeu, pregando-o na cruz.

Vulgata Clementina: 14 delens quod adversus nos erat chirographum decreti, quod erat contrarium nobis, et ipsum tulit de medio, affigens illud cruci:

y

Mateus 26, 28

Matos Soares: 28 Porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que será derramado por muitos para remissão dos pecados. (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 28 pois isto é o meu sangue da nova aliança, que é derramado por muitos para a remissão dos pecados.

Vulgata Clementina: 28 Hic est enim sanguis meus novi testamenti, qui pro multis effundetur in remissionem peccatorum.

29. Portanto na cruz morreu a Lei antiga; dentro em pouco será sepultada e se tornará mortífera,11 para ceder o lugar ao Novo Testamento, para o qual tinha Cristo escolhido ministros idôneos na pessoa dos apóstolos (cf. 2 Cor 3,6): e é pela virtude da cruz que o Salvador, constituído cabeça de toda a família humana já desde o seio da Virgem, exerce plenamente o seu múnus de cabeça da Igreja. “Pela vitória da cruz, segundo o doutor angélico, mereceu o poder e domínio sobre todas as gentes”,12 por ela enriqueceu imensamente aquele tesouro de graça que na glória do céu distribui incessantemente aos seus membros mortais; pelo sangue derramado na cruz fez com que, removido o obstáculo da ira divina, pudessem todos os dons celestes e em primeiro lugar as graças espirituais do Novo e Eterno Testamento correr das fontes do Salvador para a salvação dos homens, sobretudo dos fiéis; enfim na árvore da cruz adquiriu a sua Igreja, isto é, os membros do seu corpo místico, pois que estes não seriam a ele incorporados nas águas do batismo, se não fosse pela virtude salutífera da cruz, onde o Senhor já adquiriu sobre eles domínio pleníssimo.

z

2 Coríntios 3, 6

Matos Soares: 6 o qual também nos fez idôneos ministros da nova Aliança, não pela letra (da lei), mas pelo Espírito, porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.

Bíblia Portuguesa Mundial: 6 o qual também nos capacitou como ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito. Pois a letra mata, mas o Espírito dá vida.

Vulgata Clementina: 6 qui et idoneos nos fecit ministros novi testamenti: non littera, sed Spiritu: littera enim occidit, Spiritus autem vivificat.

30. Se nosso Salvador por sua morte foi feito cabeça da Igreja no pleno sentido da palavra, igualmente pelo seu sangue foi a Igreja enriquecida daquela abundantíssima comunicação do Espírito que divinamente a ilustra desde que o Filho do homem foi elevado e glorificado no seu doloroso patíbulo. Então como nota santo Agostinho,13 rasgado o véu do templo, o orvalho dos dons do Paráclito, que até ali descera somente sobre o velo, isto é, sobre o povo de Israel, começou deixando o velo enxuto, a regar a Igreja e abundantemente toda a terra, quer dizer a Igreja católica, que não conhece fronteira de estirpe ou território. Como no primeiro instante da encarnação, o Filho do Eterno Pai ornou a natureza humana, consigo substancialmente unida, com a plenitude do Espírito Santo, para que fosse apto instrumento da divindade na hora cruenta da redenção; assim na hora da sua preciosa morte enriqueceu a sua Igreja com mais copiosos dons do Paráclito, para a tornar válido e perpétuo instrumento do Verbo encarnado na distribuição dos divinos frutos da redenção. De fato a missão jurídica da Igreja e o poder de ensinar, governar e administrar os sacramentos não têm força e vigor sobrenatural para edificar o corpo de Cristo, senão porque Cristo pendente da cruz abriu à sua Igreja a fonte das divinas graças com as quais pudesse ensinar aos homens doutrina infalível, governá-los salutarmente por meio de pastores divinamente iluminados, e inundá-los com a chuva das graças celestes.

31. Se considerarmos atentamente todos estes mistérios da cruz, já nos não parecerão obscuras as palavras do Apóstolo, onde ensina aos efésios que Cristo com o sangue fez um povo único de judeus e gentios “destruindo na sua carne a parede interposta”, que separava os dois povos; e que ab-rogou a Antiga Lei “para dos dois formar em si mesmo um só homem novo”, isto é, a Igreja; e a ambos, reunidos num só Corpo, reconciliar com Deus pela cruz (cf. Ef 2, 14-16).

aa

Efésios 2, 14-16

Matos Soares: 14 Porque ele é a nossa paz, ele que de dois povos fez um só, destruindo a parede de inimizade que os separava, (ver nota) 15 e abolindo na sua carne a lei com os seus mandamentos e prescrições, para formar em si mesmo dos dois um só homem novo, fazendo a paz, 16 e para os reconciliar a ambos, tornados um só corpo, com Deus, por meio da cruz, destruindo a inimizade em si mesmo.

Bíblia Portuguesa Mundial: 14 Pois ele é a nossa paz; ele fez de ambos um só e derrubou a parede intermediária de separação, 15 tendo abolido em sua carne a inimizade, a lei dos mandamentos contida em ordenanças, para que pudesse criar em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz, 16 e pudesse reconciliar ambos em um só corpo com Deus por meio da cruz, destruindo nela a inimizade.

Vulgata Clementina: 14 Ipse enim est pax nostra, qui fecit utraque unum, et medium parietem maceriæ solvens, inimicitias in carne sua, 15 legem mandatorum decretis evacuans, ut duos condat in semetipso in unum novum hominem, faciens pacem: 16 et reconciliet ambos in uno corpore, Deo per crucem, interficiens inimicitias in semetipso.

32. A Igreja que com seu sangue fundara, robusteceu-a com energias especiais descidas do céu, no dia de Pentecostes. Com efeito, depois de ter solenemente investido no seu ofício aquele que já antes tinha designado para seu vigário, subiu ao céu; e, sentado à direita do Pai, quis manifestar e promulgar a sua esposa com a descida visível do Espírito Santo, com o ruído do vento impetuoso e com as línguas de fogo (cf. At 2, 1-4). Como ele próprio ao princípio do seu público ministério tinha sido manifestado pelo Eterno Pai por meio do Espírito Santo que em figura de pomba desceu e pousou sobre ele (cf. Lc 3, 22; Mc 1, 10), assim igualmente quando os Apóstolos estavam para começar o sagrado ofício de pregar, mandou Cristo Senhor nosso do céu o seu Espírito que, tocando-os com línguas de fogo, mostrou, como com o dedo de Deus, a missão e o múnus sobrenatural da Igreja.

ab

Atos dos Apóstolos 2, 1-4

Matos Soares: 1 Quando se completaram os dias do Pentecostes, estavam todos juntos no mesmo lugar. 2 De repente, veio do céu um estrondo, como de vento que soprava impetuoso, que encheu toda a casa onde estavam sentados. 3 E apareceram-lhes repartidas umas como línguas de fogo, das quais pousou uma sobre cada um deles. 4 Ficaram todos cheios do Espirito Santo e começaram a falar várias línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

Bíblia Portuguesa Mundial: 1 Ao chegar o dia de Pentecostes, estavam todos unânimes no mesmo lugar. 2 De repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. 3 Apareceram-lhes línguas como de fogo, que foram distribuídas a eles, e uma pousou sobre cada um deles. 4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.

Vulgata Clementina: 1 Et cum complerentur dies Pentecostes, erant omnes pariter in eodem loco: 2 et factus est repente de cælo sonus, tamquam advenientis spiritus vehementis, et replevit totam domum ubi erant sedentes. 3 Et apparuerunt illis dispertitæ linguæ tamquam ignis, seditque supra singulos eorum: 4 et repleti sunt omnes Spiritu Sancto, et cœperunt loqui variis linguis, prout Spiritus Sanctus dabat eloqui illis.

ac

Lucas 3, 22

Matos Soares: 22 e desceu sobre ele o Espírito Santo em forma corpórea como uma pomba. E ouviu-se do céu esta voz: “Tu és o meu Filho dílecto; em ti pus as minhas complacências.”

Bíblia Portuguesa Mundial: 22 e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e uma voz veio do céu, dizendo: “Tu és o meu Filho amado. Em ti me agrado.”

Vulgata Clementina: 22 et descendit Spiritus Sanctus corporali specie sicut columba in ipsum: et vox de cælo facta est: Tu es filius meus dilectus, in te complacui mihi.

Marcos 1, 10

Matos Soares: 10 No momento de sair da água, viu os céus abertos, e o Espírito Santo que descia sobre ele em forma de pomba;

Bíblia Portuguesa Mundial: 10 Logo ao sair da água, ele viu os céus se abrindo e o Espírito descendo sobre ele como uma pomba.

Vulgata Clementina: 10 Et statim ascendens de aqua, vidit cælos apertos, et Spiritum tamquam columbam descendentem, et manentem in ipso.

b) Cristo é a “cabeça” deste corpo

33. Em segundo lugar prova-se que este corpo místico, que é a Igreja, é realmente distinguido com o nome de Cristo, porque ele deve ser considerado de fato como sua cabeça. “Ele é, diz S. Paulo, a cabeça do corpo da Igreja” (Cl 1,18). Ele é a cabeça, da qual todo o corpo convenientemente organizado e coordenado recebe crescimento e desenvolvimento na sua edificação (cf. Ef 4,16, com Cl 2,19).

ad

Colossenses 1, 18

Matos Soares: 18 Ele é a cabeça do corpo da Igreja, é o princípio, o primogênito dentre os mortos, de maneira que tem a primazia em todas as coisas,

Bíblia Portuguesa Mundial: 18 Ele é a cabeça do corpo, a igreja. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em todas as coisas tenha a primazia.

Vulgata Clementina: 18 Et ipse est caput corporis Ecclesiæ, qui est principium, primogenitus ex mortuis: ut sit in omnibus ipse primatum tenens:

ae

Efésios 4, 16

Matos Soares: 16 É por ele que o corpo inteiro, coordenado e unido por meio de todos os ligamentos que o servem, segundo uma operação proporcionada a cada membro, opera o próprio crescimento, em ordem à sua edificação na caridade (que é a alma deste corpo ou edifício espiritual).

Bíblia Portuguesa Mundial: 16 Dele, todo o corpo, bem ajustado e unido por meio de todas as juntas que lhe dão suporte, cresce e edifica a si mesmo em amor, conforme cada parte desempenha a sua função.

Vulgata Clementina: 16 ex quo totum corpus compactum et connexum per omnem juncturam subministrationis, secundum operationem in mensuram uniuscujusque membri, augmentum corporis facit in ædificationem sui in caritate.

Colossenses 2, 19

Matos Soares: 19 sem estar unido com a cabeça (que é Cristo), da qual todo o corpo, organizado e servido por ligamentos e junturas, cresce com aumento dado por Deus.

Bíblia Portuguesa Mundial: 19 e não se apegando firmemente à Cabeça, da qual todo o corpo, suprido e unido pelas juntas e ligamentos, cresce conforme Deus o faz crescer.

Vulgata Clementina: 19 et non tenens caput, ex quo totum corpus per nexus, et conjunctiones subministratum, et constructum crescit in augmentum Dei.

34. Bem sabeis, veneráveis irmãos, com que eloqüência e esplendor trataram este assunto os doutores escolásticos e principalmente o Doutor angélico e comum; e não ignorais que os seus argumentos reproduzem fielmente a doutrina dos santos Padres; os quais, por sua parte, não faziam senão expor e comentar as sentenças da divina linguagem da Escritura.

35. Queremos, contudo, para comum utilidade tocar aqui brevemente este ponto. E primeiro é evidente que o Filho de Deus e da Virgem Santíssima deve chamar-se cabeça da Igreja por motivo de singularíssima excelência. A cabeça está colocada no alto. Ora quem foi colocado mais alto do que Cristo-Deus, o qual, como Verbo do Eterno Pai, deve ser considerado “primogênito de toda a criação”? (Cl 1,15).

af

Colossenses 1, 15

Matos Soares: 15 Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criatura,

Bíblia Portuguesa Mundial: 15 Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação.

Vulgata Clementina: 15 qui est imago Dei invisibilis, primogenitus omnis creaturæ:

Quem, elevado a maior altura do que Cristo-homem, o qual, nascido da Virgem imaculada, é verdadeiramente e par natureza Filho de Deus, e por sua prodigiosa e gloriosa ressurreição com que triunfou da morte, é o “primogênito dos mortos” (Cl 1,18; Ap 1,5). Quem, finalmente, colocado em maior altura do que aquele que de modo admirável, qual “único medianeiro entre Deus e os homens” (1Tm 2,5), ajunta a terra com o céu; que exaltado na cruz, como num trono de misericórdia, atraiu tudo a si (cf. Jo 12,32); e que, filho do homem eleito entre milhões, é amado por Deus mais que todos os homens, todos os anjos e todas as criaturas?14

ag

Colossenses 1, 18

Matos Soares: 18 Ele é a cabeça do corpo da Igreja, é o princípio, o primogênito dentre os mortos, de maneira que tem a primazia em todas as coisas,

Bíblia Portuguesa Mundial: 18 Ele é a cabeça do corpo, a igreja. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em todas as coisas tenha a primazia.

Vulgata Clementina: 18 Et ipse est caput corporis Ecclesiæ, qui est principium, primogenitus ex mortuis: ut sit in omnibus ipse primatum tenens:

Apocalipse 1, 5

Matos Soares: 5 e da parte de Jesus Cristo, que é a testemunha fiel, o primogênito (o primeiro que ressuscitou) dentre os mortos, o soberano dos reis da terra. A’quele que nos ama e nos livrou dos nossos pecados pelo seu sangue,

Bíblia Portuguesa Mundial: 5 e da parte de Jesus Cristo, a testemunha fiel, o primogênito dentre os mortos e o soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos lavou dos nossos pecados —

Vulgata Clementina: 5 et a Jesu Christo, qui est testis fidelis, primogenitus mortuorum, et princeps regum terræ, qui dilexit nos, et lavit nos a peccatis nostris in sanguine suo,

ah

1 Timóteo 2, 5

Matos Soares: 5 Com efeito, há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, que é Jesus Cristo homem, (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 5 Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus,

Vulgata Clementina: 5 Unus enim Deus, unus et mediator Dei et hominum homo Christus Jesus:

ai

João 12, 32

Matos Soares: 32 E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim.”

Bíblia Portuguesa Mundial: 32 E eu, se for levantado da terra, atrairei todos a mim.”

Vulgata Clementina: 32 Et ego, si exaltatus fuero a terra, omnia traham ad meipsum.

36. E porque Cristo ocupa lugar tão sublime, com razão é ele só a reger e governar a Igreja; nova razão para se assemelhar à cabeça. Como a cabeça, para o dizer com as palavras de santo Ambrósio, é “a cidade real” do corpo,15 e, sendo dotada de maiores qualidades, dirige naturalmente todos os membros, aos quais sobrestar para olhar por eles, 16 assim o divino Redentor empunha o timão e governa toda a república cristã. Uma vez que governar uma sociedade composta de homens não é outra coisa do que com útil providência, meios aptos e retas normas conduzi-los a um fim determinado,17 é fácil de ver que nosso Salvador, modelo e exemplar dos bons pastores (cf. Jo 10,1-18;1Pd 5,115), exercita maravilhosamente todos estes ofícios.

aj

João 10, 1-18

Matos Soares (João 10, 1-13): 1 Em verdade, em verdade, vos digo que quem não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. 2 O que entra pela porta, é pastor das ovelhas. 3 A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, ele as chama pelo seu nome, e as tira para fora. 4 Quando as tirou todas para fora, vai adiante delas, e as ovelhas seguem-no, porque conhecem a sua voz. 5 Mas não seguem o estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos.” 6 Jesus disse-lhes esta alegoria, mas eles não compreenderam o que lhes dizia. 7 Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: “Em verdade, em verdade, vos digo que eu sou a porta das ovelhas. 8 Todos os que vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram. 9 Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e encontrará pastagens. 10 O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que elas tenham vida e estejam na abundância. 11 Eu sou o bom pastor. O bom pastor expõe a sua vida pelas suas ovelhas. 12 O mercenário, o que não é pastor, de quem não são próprias as ovelhas, vê vir o lobo, deixa as ovelhas, e foge; e o lobo arrebata e faz desgarrar as ovelhas, […]

Bíblia Portuguesa Mundial (João 10, 1-13): 1 “Em verdade, em verdade lhes digo: aquele que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outro caminho, é ladrão e salteador. 2 Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3 O porteiro abre a porta para ele, e as ovelhas ouvem a sua voz. Ele chama as suas próprias ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4 Quando ele traz para fora as suas próprias ovelhas, vai adiante delas; e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5 Jamais seguirão um estranho, mas fugirão dele; porque não conhecem a voz dos estranhos.” 6 Jesus lhes contou esta parábola, mas eles não entenderam o que ele lhes dizia. 7 Jesus, pois, lhes disse novamente: “Em verdade, em verdade lhes digo: eu sou a porta das ovelhas. 8 Todos os que vieram antes de mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os ouviram. 9 Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, sairá e achará pastagem. 10 O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância. 11 “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. 12 O mercenário, que não é pastor nem dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge. O lobo arrebata as ovelhas e as dispersa. […]

Vulgata Clementina (João 10, 1-13): 1 Amen, amen dico vobis: qui non intrat per ostium in ovile ovium, sed ascendit aliunde, ille fur est et latro. 2 Qui autem intrat per ostium, pastor est ovium. 3 Huic ostiarius aperit, et oves vocem ejus audiunt, et proprias ovas vocat nominatim, et educit eas. 4 Et cum proprias oves emiserit, ante eas vadit: et oves illum sequuntur, quia sciunt vocem ejus. 5 Alienum autem non sequuntur, sed fugiunt ab eo: quia non noverunt vocem alienorum. 6 Hoc proverbium dixit eis Jesus: illi autem non cognoverunt quid loqueretur eis. 7 Dixit ergo eis iterum Jesus: Amen, amen dico vobis, quia ego sum ostium ovium. 8 Omnes quotquot venerunt, fures sunt, et latrones, et non audierunt eos oves. 9 Ego sum ostium. Per me si quis introierit, salvabitur: et ingredietur, et egredietur, et pascua inveniet. 10 Fur non venit nisi ut furetur, et mactet, et perdat. Ego veni ut vitam habeant, et abundantius habeant. 11 Ego sum pastor bonus. Bonus pastor animam suam dat pro ovibus suis. 12 Mercenarius autem, et qui non est pastor, cujus non sunt oves propriæ, videt lupum venientem, et dimittit oves, et fugit: et lupus rapit, et dispergit oves; […]

1 Pedro 5, 1-5

Matos Soares: 1 Aos anciães, que estão entre vós, rogo eu, ancião como eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e que tomarei parte com eles naquela glória que será manifestada um dia 2 Apascentai o rebanho de Deus, que vos está confiado, tende cuidado dele, não constrangidos, mas de boa vontade, segundo Deus; não por amor de lucro vil, mas por dedicação; 3 não como para dominar aqueles que vos couberam em sorte, mas fazendo-vos exemplares do rebanho. 4 Quando aparecer o príncipe dos pastores, recebereis a coroa imarcescível de glória. 5 Igualmente vós, ó jovens, obedecei aos anciães. Revesti-vos todos de humildade, nas vossas relações mútuas, porque Deus resiste aos soberbos e dá a sua graça aos humildes (Pv. 3, 34).

Bíblia Portuguesa Mundial: 1 Portanto, exorto os presbíteros entre vocês, como presbítero juntamente com vocês, testemunha dos sofrimentos de Cristo e também participante da glória que será revelada: 2 pastoreiem o rebanho de Deus que está entre vocês, exercendo a supervisão, não por obrigação, mas voluntariamente; não por ganho desonesto, mas de boa vontade; 3 não ajam como dominadores sobre os que lhes foram confiados, mas sejam exemplos para o rebanho. 4 Quando o Supremo Pastor for revelado, vocês receberão a coroa de glória que não se desvanece. 5 Da mesma forma, vocês, mais jovens, sujeitem-se aos mais velhos. Sim, todos vocês revistam-se de humildade e sujeitem-se uns aos outros; pois “Deus resiste aos orgulhosos, mas dá graça aos humildes.”

Vulgata Clementina: 1 Seniores ergo, qui in vobis sunt, obsecro, consenior et testis Christi passionum: qui et ejus, quæ in futuro revelanda est, gloriæ communicator: 2 pascite qui in vobis est gregem Dei, providentes non coacte, sed spontanee secundum Deum: neque turpis lucri gratia, sed voluntarie: 3 neque ut dominantes in cleris, sed forma facti gregis ex animo. 4 Et cum apparuerit princeps pastorum, percipietis immarcescibilem gloriæ coronam. 5 Similiter adolescentes subditi estote senioribus. Omnes autem invicem humilitatem insinuate, quia Deus superbis resistit, humilibus autem dat gratiam.

37. Ele na sua vida mortal instruiu-nos com leis, conselhos, avisos, em palavras que não passarão nunca e para os homens de todos os tempos serão Espírito e vida (cf. Jo 6,63). Além disso deu aos apóstolos e seus sucessores o tríplice poder de ensinar, reger e santificar, poder definido com especiais leis, direitos e deveres, que constituem a lei fundamental de toda a Igreja.

ak

João 6, 63

Matos Soares: 63 E o espírito que vivifica; a carne para nada aproveita. As palavras que eu vos disse, são espírito e vida.

Bíblia Portuguesa Mundial: 63 É o espírito quem dá vida. A carne de nada aproveita. As palavras que eu lhes digo são espírito e são vida.

Vulgata Clementina: 63 si ergo videritis Filium hominis ascendentem ubi erat prius?

38. Mas nosso divino Salvador governa e dirige também por si mesmo e diretamente a sociedade que fundou; pois que ele reina nas inteligências e corações dos homens e dobra e compele a seu beneplácito as vontades ainda mais rebeldes. “O coração do rei está na mão do Senhor; incliná-lo-á para onde quiser” (Pr 21,1). Com este governo interno ele, qual “pastor e bispo das nossas almas” (cf. 1Pd 2,25) não só tem cuidado de cada um em particular, mas também de toda a Igreja; tanto quando ilumina e fortalece os sagrados pastores para que fel e frutuosamente se desempenhem de seus ofícios, como quando - em circunstâncias particularmente graves - faz surgir no seio da Igreja homens e mulheres de santidade assinalada, que sejam de exemplo aos outros fiéis, para incremento do seu corpo místico. Acresce ainda que Cristo do céu vela sempre com particular amor pela sua esposa intemerata, que labuta neste terrestre exílio; e quando a vê em perigo, ou por si mesmo, ou pelos seus anjos (cf. At 8,26; 9,119; 10,1-7; 12,3-10), ou por aquela que invocamos como auxílio dos cristãos, e pelos outros celestes protetores, salva-a das ondas procelosas e, serenado e abonançado o mar, consola-a com aquela paz “que supera toda a inteligência” (Fl 4,7).

al

Provérbios 21, 1

Matos Soares: 1 O coração do rei está na mão do Senhor como a água corrente; ele o inclinará para qualquer parte que quiser.

Bíblia Portuguesa Mundial: 1 O coração do rei está nas mãos do SENHOR como os canais de água. Ele o dirige para onde quer que deseje.

Vulgata Clementina: 1 Sicut divisiones aquarum, ita cor regis in manu Domini: quocumque voluerit, inclinabit illud.

am

1 Pedro 2, 25

Matos Soares: 25 Porque vós éreis como ovelhas desgarradas, mas agora vos convertestes aos pastor e guarda das vossas almas.

Bíblia Portuguesa Mundial: 25 Pois vocês andavam desgarrados como ovelhas; mas agora retornaram ao Pastor e Guardião das suas almas.

Vulgata Clementina: 25 Eratis enim sicut oves errantes, sed conversi estis nunc ad pastorem, et episcopum animarum vestrarum.

an

Atos dos Apóstolos 8, 26

Matos Soares: 26 Um anjo do Senhor falou a Filipe, nestes termos: “Levanta-te e segue para o lado do meio-dia pela estrada que vai de Jerusalém a Gaza: esta está deserta.”

Bíblia Portuguesa Mundial: 26 Então um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: “Levante-se e vá para o sul, para o caminho que desce de Jerusalém a Gaza. Este é um deserto.”

Vulgata Clementina: 26 Angelus autem Domini locutus est ad Philippum, dicens: Surge, et vade contra meridianum, ad viam quæ descendit ab Jerusalem in Gazam: hæc est deserta.

Atos dos Apóstolos 9, 1-19

Matos Soares (Atos dos Apóstolos 9, 1-13): 1 Entretanto Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, apresentou-se ao sumo sacerdote 2 e pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, com o fim de levar presos a Jerusalém quantos adeptos deste caminho (doutrina) encontrasse, homens e mulheres. 3 Prosseguindo ele a sua jornada, aconteceu que, ao aproximar-se de Damasco, subitamente o cercou uma luz fulgurante vinda do céu. 4 Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (ver nota) 5 Ele disse: “Quem és tu, Senhor?” Ele (respondeu); “Eu sou Jesus, a quem tu persegues, (ver nota) 6 Levanta-te, entra na cidade, e ai te será dito o que deves fazer.” 7 Aqueles que o acompanhavam, estavam estupefactos, ouvindo a voz, mas não vendo ninguém. 8 Saulo levantou-se da terra e, tendo os olhos abertos, não via nada. Eles, porém, levando-o pela mão, o conduziram a Damasco. 9 Esteve ali três dias sem ver, sem comer nem beber. 10 Ora em Damasco havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor, numa visão, disse-lhe: “Ananias!” Ele respondeu: “Eis-me aqui, Senhor.” 11 O Senhor disse-lhe: “Levanta-te, vai à rua chamada Direita, e busca em casa de Judas um (homem) de Tarso, chamado Saulo, porque ei-lo que está orando.” 12 (Neste mesmo tempo Saulo, em uma visão) viu um homem, chamado Ananias, que entrava e lhe impunha as mãos para recobrar a vista. […]

Bíblia Portuguesa Mundial (Atos dos Apóstolos 9, 1-13): 1 Saulo, porém, ainda respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele se apresentou ao sumo sacerdote 2 e pediu-lhe cartas para as sinagogas de Damasco, para que, se encontrasse alguns que fossem do Caminho, quer homens quer mulheres, pudesse levá-los presos para Jerusalém. 3 Em sua viagem, quando se aproximava de Damasco, de repente uma luz do céu brilhou ao seu redor. 4 Ele caiu por terra e ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?” 5 Ele perguntou: “Quem és tu, Senhor?” O Senhor disse: “Eu sou Jesus, a quem você persegue. 6 Mas levante-se e entre na cidade, e lhe será dito o que você deve fazer.” 7 Os homens que viajavam com ele pararam emudecidos, ouvindo o som, mas não vendo ninguém. 8 Saulo levantou-se do chão e, abrindo os olhos, não via ninguém. Então o conduziram pela mão até Damasco. 9 Ele ficou sem ver por três dias, e não comeu nem bebeu. 10 Havia em Damasco um certo discípulo chamado Ananias. O Senhor lhe disse em uma visão: “Ananias!” Ele respondeu: “Aqui estou, Senhor.” 11 O Senhor lhe disse: “Levante-se e vá à rua chamada Direita, e pergunte na casa de Judá por um homem chamado Saulo, de Tarso. Pois ele está orando, 12 e em uma visão ele viu um homem chamado Ananias entrar e impor-lhe as mãos, para que recuperasse a visão.” […]

Vulgata Clementina (Atos dos Apóstolos 9, 1-13): 1 Saulus autem adhuc spirans minarum et cædis in discipulos Domini, accessit ad principem sacerdotum, 2 et petiit ab eo epistolas in Damascum ad synagogas: ut si quos invenisset hujus viæ viros ac mulieres, vinctos perduceret in Jerusalem. 3 Et cum iter faceret, contigit ut appropinquaret Damasco: et subito circumfulsit eum lux de cælo. 4 Et cadens in terram audivit vocem dicentem sibi: Saule, Saule, quid me persequeris? 5 Qui dixit: Quis es, domine? Et ille: Ego sum Jesus, quem tu persequeris: durum est tibi contra stimulum calcitrare. 6 Et tremens ac stupens dixit: Domine, quid me vis facere? 7 Et Dominus ad eum: Surge, et ingredere civitatem, et ibi dicetur tibi quid te oporteat facere. Viri autem illi qui comitabantur cum eo, stabant stupefacti, audientes quidem vocem, neminem autem videntes. 8 Surrexit autem Saulus de terra, apertisque oculis nihil videbat. Ad manus autem illum trahentes, introduxerunt Damascum. 9 Et erat ibi tribus diebus non videns, et non manducavit, neque bibit. 10 Erat autem quidam discipulus Damasci, nomine Ananias: et dixit ad illum in visu Dominus: Anania. At ille ait: Ecce ego, Domine. 11 Et Dominus ad eum: Surge, et vade in vicum qui vocatur Rectus: et quære in domo Judæ Saulum nomine Tarsensem: ecce enim orat. 12 (Et vidit virum Ananiam nomine, introëuntem, et imponentem sibi manus ut visum recipiat.) […]

Atos dos Apóstolos 10, 1-7

Matos Soares: 1 Havia então em Cesareia um homem chamado Cornélio, centurião da coorte chamada Itálica, 2 religioso e temente a Deus com toda a sua casa, o qual dava muitas esmolas ao povo e orava a Deus assiduamente. 3 Este viu claramente numa visão, cerca da hora nona, que um anjo de Deus se apresentava diante dele e lhe dizia: “Cornélio.” 4 Ele, fixando os olhos no anjo, possuído de temor, disse: “Que é isto, Senhor?” O anjo respondeu-lhe: “As tuas orações e as tuas esmolas subiram como um memorial à presença de Deus. 5 Agora envia homens a Jope e manda vir um certo Simão, que tem por sobrenome Pedro, 6 o qual se encontra hospedado em casa de um tal Simão, curtidor, cuja casa fica junto ao mar.” 7 Tendo-se retirado o anjo que lhe falava, (Cornélio) chamou dois dos seus criados e um soldado temente a Deus, daqueles que estavam às suas ordens,

Bíblia Portuguesa Mundial: 1 Havia em Cesareia um certo homem chamado Cornélio, centurião do chamado Regimento Italiano, 2 homem piedoso e que temia a Deus com toda a sua casa, que dava generosas ofertas aos necessitados do povo e orava a Deus continuamente. 3 Por volta da hora nona do dia, ele viu claramente em uma visão um anjo de Deus aproximando-se dele e dizendo-lhe: “Cornélio!” 4 Ele olhou fixamente para o anjo e, tomado de temor, disse: “O que é, Senhor?” O anjo lhe disse: “Suas orações e suas ofertas aos necessitados subiram como memorial diante de Deus. 5 Agora envie homens a Jope e mande chamar Simão, que também é chamado Pedro. 6 Ele está hospedado com um curtidor chamado Simão, cuja casa fica à beira-mar. 7 Quando o anjo que lhe falava se retirou, Cornélio chamou dois dos seus servos domésticos e um soldado piedoso dentre os que o serviam continuamente.

Vulgata Clementina: 1 Vir autem quidam erat in Cæsarea, nomine Cornelius, centurio cohortis quæ dicitur Italica, 2 religiosus, ac timens Deum cum omni domo sua, faciens eleemosynas multas plebi, et deprecans Deum semper. 3 Is vidit in visu manifeste, quasi hora diei nona, angelum Dei introëuntem ad se, et dicentem sibi: Corneli. 4 At ille intuens eum, timore correptus, dixit: Quid est, domine? Dixit autem illi: Orationes tuæ et eleemosynæ tuæ ascenderunt in memoriam in conspectu Dei. 5 Et nunc mitte viros in Joppen, et accersi Simonem quemdam, qui cognominatur Petrus: 6 hic hospitatur apud Simonem quemdam coriarium, cujus est domus juxta mare: hic dicet tibi quid te oporteat facere. 7 Et cum discessisset angelus qui loquebatur illi, vocavit duos domesticos suos, et militem metuentem Dominum ex his qui illi parebant.

Atos dos Apóstolos 12, 3-10

Matos Soares: 3 Vendo que isso agradava aos Judeus, mandou também prender Pedro. Eram então os dias dos ázimos. 4 Tendo-o mandado prender, meteu-o na prisão, dando-o a guardar a quatro piquetes de quatro soldados cada um, tendo intenção de o apresentar ao povo depois da Páscoa. 5 Pedro, pois, estava guardado no cárcere. Entretanto a Igreja fazia sem cessar oração a Deus por ele. 6 Ora, na mesma noite em que Herodes estava para o apresentar (ao povo), Pedro dormia entre dois soldados, ligados com duas cadeias; e os guardas à porta vigiavam a prisão. 7 De repente sobreveio um anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz no aposento. O anjo, batendo no lado de Pedro, despertou-o, dizendo: “Levanta-te depressa.” E caíram as cadeias das suas mãos. 8 O anjo disse-lhe: “Toma o teu cinto e calça as tuas sandálias.” Ele assim fez. E disse-lhe: “Põe sobre ti a tua capa e segue-me.” 9 Ele, saindo, seguia-o sem dar conta de que era realidade o que se fazia por intervenção do anjo, antes julgava ter uma visão. 10 Depois de passarem a primeira e a segunda guarda, chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, a qual se lhes abriu por si mesma. Saindo, passaram uma rua, e imediatamente, o anjo afastou-se dele.

Bíblia Portuguesa Mundial: 3 Vendo que isso agradava aos judeus, mandou prender também Pedro. Isso foi durante os dias dos pães asmos. 4 Depois de prendê-lo, colocou-o na prisão e o entregou a quatro grupos de quatro soldados cada para guardá-lo, com a intenção de apresentá-lo ao povo depois da Páscoa. 5 Pedro, pois, era guardado na prisão, mas a igreja orava continuamente a Deus por ele. 6 Naquela mesma noite, quando Herodes estava para apresentá-lo, Pedro dormia entre dois soldados, acorrentado com duas cadeias. Guardas em frente à porta vigiavam a prisão. 7 E eis que um anjo do Senhor apareceu ao lado dele, e uma luz brilhou na cela. Ele tocou no lado de Pedro e o acordou, dizendo: “Levante-se depressa!” E as cadeias caíram de suas mãos. 8 O anjo lhe disse: “Vista-se e calce as suas sandálias.” Ele assim o fez. Disse-lhe mais: “Ponha a sua capa e siga-me.” 9 Ele saiu e o seguiu. Não sabia que o que o anjo fazia era real, mas pensava que via uma visão. 10 Quando passaram pelo primeiro e pelo segundo posto de guarda, chegaram ao portão de ferro que dá para a cidade, o qual se abriu por si mesmo para eles. Saíram e desceram por uma rua, e imediatamente o anjo o deixou.

Vulgata Clementina: 3 Videns autem quia placeret Judæis, apposuit ut apprehenderet et Petrum. Erant autem dies Azymorum. 4 Quem cum apprehendisset, misit in carcerem, tradens quatuor quaternionibus militum custodiendum, volens post Pascha producere eum populo. 5 Et Petrus quidem servabatur in carcere. Oratio autem fiebant sine intermissione ab ecclesia ad Deum pro eo. 6 Cum autem producturus eum esset Herodes, in ipsa nocte erat Petrus dormiens inter duos milites, vinctus catenis duabus: et custodes ante ostium custodiebant carcerem. 7 Et ecce angelus Domini astitit, et lumen refulsit in habitaculo: percussoque latere Petri, excitavit eum, dicens: Surge velociter. Et ceciderunt catenæ de manibus ejus. 8 Dixit autem angelus ad eum: Præcingere, et calcea te caligas tuas. Et fecit sic. Et dixit illi: Circumda tibi vestimentum tuum, et sequere me. 9 Et exiens sequebatur eum, et nesciebat quia verum est, quod fiebat per angelum: existimabat autem se visum videre. 10 Transeuntes autem primam et secundam custodiam, venerunt ad portam ferream, quæ ducit ad civitatem: quæ ultro aperta est eis. Et exeuntes processerunt vicum unum: et continuo discessit angelus ab eo.

ao

Filipenses 4, 7

Matos Soares: 7 E a paz de Deus, que está acima de todo o entendimento, guarde os vossos corações e os vossos espíritos em Jesus Cristo.

Bíblia Portuguesa Mundial: 7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e os seus pensamentos em Cristo Jesus.

Vulgata Clementina: 7 Et pax Dei, quæ exuperat omnem sensum, custodiat corda vestra, et intelligentias vestras in Christo Jesu.

39. Não se julgue, porém, que o seu governo se limita a uma ação invisível,18 ou extraordinária. Ao contrário, o divino Redentor governa o seu corpo místico de modo visível e ordinário por meio do seu vigário na terra. Vós bem sabeis, veneráveis irmãos, que Cristo nosso Senhor, depois de ter, durante a sua carreira mortal, governado pessoalmente e de modo visível o seu “pequeno rebanho” (Lc 12,32), quando estava para deixar este mundo e voltar ao Pai, confiou ao príncipe dos apóstolos o governo visível de toda a sociedade que fundara. E realmente, sapientíssimo como era, não podia deixar sem cabeça visível o corpo social da Igreja que instituíra. Nem se objete que com o primado de jurisdição instituído na Igreja ficava o corpo místico com duas cabeças. Porque Pedro, em força do primado, não é senão vigário de Cristo, e por isso a cabeça principal deste corpo é uma só: Cristo; o qual, sem deixar de governar a Igreja misteriosamente por si mesmo, rege-a também de modo visível por meio daquele que faz as suas vezes na terra; e assim a Igreja, depois da gloriosa ascensão de Cristo ao céu não está educada só sobre ele, senão também sobre Pedro, como fundamento visível. Que Cristo e o seu vigário formam uma só cabeça ensinou-o solenemente nosso predecessor de imortal memória Bonifácio VIII, na carta apostólica “Unam Sanctam”19 e seus sucessores não cessaram nunca de o repetir.

ap

Lucas 12, 32

Matos Soares: 32 Não temas, ó pequenino rebanho, porque foi do agrado do vosso Pai dar-vos o reino.

Bíblia Portuguesa Mundial: 32 “Não tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai de vocês dar-lhes o Reino.

Vulgata Clementina: 32 Nolite timere pusillus grex, quia complacuit Patri vestro dare vobis regnum.

40. Em erro perigoso estão, pois, aqueles que julgam poder unir-se a Cristo, cabeça da Igreja, sem aderirem fielmente ao seu vigário na terra. Suprimida a cabeça visível e rompidos os vínculos visíveis da unidade, obscurecem e deformam de tal maneira o corpo místico do Redentor, que não pode ser visto nem encontrado de quantos demandam o porto da eterna salvação.

41. Tudo o que dissemos da Igreja universal deve afirmar-se igualmente das comunidades cristãs particulares, assim orientais como latinas, das quais consta e se compõe uma só Igreja católica; por isso que também a elas governa Jesus Cristo por meio da voz e autoridade dos respectivos prelados. Os bispos não só devem ser considerados como membros mais eminentes da Igreja universal, pois que se unem com nexo singularíssimo à cabeça de todo o corpo, e com razão se chamam “os primeiros dos membros do Senhor”,20 mas nas próprias dioceses, como verdadeiros pastores, apascentam e governam em nome de Cristo os rebanhos que lhes foram confiados;21 ainda que nisto mesmo não sejam plenamente independentes, mas estão sujeitos à autoridade do romano pontífice, de quem receberam imediatamente o poder ordinário de jurisdição que possuem. Devem pois ser venerados, pelo povo cristão, como sucessores dos apóstolos por instituição divina;22 a eles, como sagrados com a unção do Espírito Santo, muito melhor que às autoridades deste mundo, ainda que elevadas, se pode aplicar aquela sentença: “Não toqueis nos meus ungidos” (1Cr 16, 22; Sl 104,15).

aq

1 Crônicas 16, 22

Matos Soares: 22 Não toqueis (disse) os meus ungidos, não façais mal aos meus profetas.

Bíblia Portuguesa Mundial: 22 “Não toquem nos meus ungidos! Não façam mal aos meus profetas!”

Vulgata Clementina: 22 Nolite tangere christos meos, et in prophetis meis nolite malignari.

Salmos 104, 15

Matos Soares: 15 “Não toqueis os meus ungidos, não façais nenhum mal aos seus profetas.”

Bíblia Portuguesa Mundial (Salmos 105, 15): 15 dizendo: “Não toquem nos meus ungidos! Não façam mal aos meus profetas!”

Vulgata Clementina: 15 Nolite tangere christos meos, et in prophetis meis nolite malignari.

42. É, por isso, imensa a nossa dor quando somos informados de que não poucos de nossos irmãos no episcopado, porque de todo o coração se fizeram modelos do seu rebanho (cf. 1Pd 5,3) e defendem estrênua e fielmente, como devem, “o depósito da fé” a eles confiado (cf. 1Tm 6,20); porque zelam o cumprimento das leis santíssimas, impressas pela mão de Deus nos corações dos homens, e a exemplo do supremo Pastor defendem o próprio rebanho contra a rapacidade dos lobos, não só se vêem eles próprios perseguidos e vexados, mas - o que para eles é bem cruel e penoso - vêem tratadas igualmente as suas ovelhas, os colaboradores do seu apostolado, e as próprias virgens consagradas a Deus. Essas injustiças, consideramo-las como feitas a nós mesmos e repetimos a eloqüente frase do nosso predecessor de imortal memória, Gregório Magno: A nossa honra é a honra de nossos irmãos; e, então, verdadeiramente somos honrados, quando a nenhum deles se nega a honra que lhes é devida.23

ar

1 Pedro 5, 3

Matos Soares: 3 não como para dominar aqueles que vos couberam em sorte, mas fazendo-vos exemplares do rebanho.

Bíblia Portuguesa Mundial: 3 não ajam como dominadores sobre os que lhes foram confiados, mas sejam exemplos para o rebanho.

Vulgata Clementina: 3 neque ut dominantes in cleris, sed forma facti gregis ex animo.

as

1 Timóteo 6, 20

Matos Soares: 20 Ó Timóteo, guarda o depósito (da fé), evitando as disputas vãs e ímpias e as contradições de uma ciência de falso nome,

Bíblia Portuguesa Mundial: 20 Timóteo, guarde o que lhe foi confiado, afastando-se das conversas vazias e das contradições daquilo que falsamente se chama conhecimento,

Vulgata Clementina: 20 O Timothee, depositum custodi, devitans profanas vocum novitates, et oppositiones falsi nominis scientiæ,

43. Todavia não se julgue que Cristo, cabeça da Igreja, por estar posto tão alto, dispensa a cooperação do corpo; pois que deve armar-se do corpo místico o que Paulo afirma do corpo humano: “Não pode a cabeça dizer aos pés: não preciso de vós” (lCor 12,21). É mais que evidente que os fiéis precisam do auxílio do divino Redentor, pois que ele disse: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5), e segundo o Apóstolo, todo o aumento deste corpo místico na sua edificação vem-lhe de Cristo, sua cabeça (Cf. Ef 4,16; Cl 2,19). Contudo é igualmente verdade, por mais admirável que pareça, que Cristo também precisa dos seus membros. E isso, em primeiro lugar, porque a pessoa de Jesus Cristo é representada pelo sumo pontífice, e este, para não ficar esmagado sob o peso do múnus pastoral, precisa confiar a outros parte não pequena da sua solicitude, e todos os dias deve ser ajudado pelas orações de toda a Igreja. Além disso nosso Salvador, enquanto rege por si mesmo de modo invisível a Igreja, quer ser ajudado pelos membros deste corpo místico na realização da obra da redenção; não por indigência ou fraqueza da sua parte, mas ao contrário porque ele assim o dispôs para maior honra da sua esposa intemerata. Com efeito, morrendo na cruz, deu à Igreja, sem nenhuma cooperação dela, o imenso tesouro da redenção; ao tratar-se porém de distribuir este tesouro, não só faz participante a sua incontaminada esposa desta obra de santificação, mas quer que em certo modo nasça da sua atividade. Tremendo mistério, e nunca assaz meditado: Que a salvação de muitos depende das orações e dos sacrifícios voluntários, feitos com esta intenção, pelos membros do corpo místico de Jesus Cristo, e da colaboração que pastores e féis, sobretudo os pais e mães de família, devem prestar ao divino Salvador.

at

João 15, 5

Matos Soares: 5 Eu sou a videira, vós as varas. O que permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto, porque, sem mim, nada podeis fazer.

Bíblia Portuguesa Mundial: 5 Eu sou a videira. Vocês são os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto, pois sem mim vocês não podem fazer nada.

Vulgata Clementina: 5 Ego sum vitis, vos palmites: qui manet in me, et ego in eo, hic fert fructum multum, quia sine me nihil potestis facere.

au

Efésios 4, 16

Matos Soares: 16 É por ele que o corpo inteiro, coordenado e unido por meio de todos os ligamentos que o servem, segundo uma operação proporcionada a cada membro, opera o próprio crescimento, em ordem à sua edificação na caridade (que é a alma deste corpo ou edifício espiritual).

Bíblia Portuguesa Mundial: 16 Dele, todo o corpo, bem ajustado e unido por meio de todas as juntas que lhe dão suporte, cresce e edifica a si mesmo em amor, conforme cada parte desempenha a sua função.

Vulgata Clementina: 16 ex quo totum corpus compactum et connexum per omnem juncturam subministrationis, secundum operationem in mensuram uniuscujusque membri, augmentum corporis facit in ædificationem sui in caritate.

Colossenses 2, 19

Matos Soares: 19 sem estar unido com a cabeça (que é Cristo), da qual todo o corpo, organizado e servido por ligamentos e junturas, cresce com aumento dado por Deus.

Bíblia Portuguesa Mundial: 19 e não se apegando firmemente à Cabeça, da qual todo o corpo, suprido e unido pelas juntas e ligamentos, cresce conforme Deus o faz crescer.

Vulgata Clementina: 19 et non tenens caput, ex quo totum corpus per nexus, et conjunctiones subministratum, et constructum crescit in augmentum Dei.

44. Agora aos motivos expostos para demonstrar que Cristo Senhor nosso deve dizer-se cabeça do seu corpo social, acrescentemos outros três entre si intimamente conexos.

45. Começamos pela mútua relação que existe entre a cabeça e o corpo, pelo fato de serem da mesma natureza. Neste ponto note-se que a nossa natureza, bem que inferior à angélica, a vence por bondade de Deus: “De fato Cristo, como diz o Doutor de Aquino, é cabeça dos Anjos; pois que preside aos Anjos também segundo a humanidade… e enquanto homem ilumina os Anjos e influi sobre eles. Mas quanto à conformidade de natureza Cristo não é cabeça dos Anjos, porque não assumiu os Anjos, mas, segundo o Apóstolo, a descendência de Abraão”. E não só assumiu Cristo a nossa natureza, mas fez-se nosso consangüíneo num corpo passível e mortal. Ora se o Verbo “se aniquilou a si mesmo tomando a forma de servo” (Fl 2,7) fê-lo também para tornar os seus irmãos segundo a carne consortes da natureza divina (cf. 2Pd 1,4) tanto no exílio terreno pela graça santificante, como na pátria celeste pela eterna bem-aventurança. De fato se o Unigênito do Eterno Pai quis ser falho do homem, foi para que nós nos conformássemos à imagem do Filho de Deus (cf: Rm 8,29) e nos renovássemos segundo a imagem daquele que nos criou (cf. Cl 3,10). Por conseguinte todos os que se gloriam do nome de cristãos, não só olhem para o divino Salvador como para um altíssimo e perfeitíssimo exemplar de todas as virtudes, mas evitando cuidadosamente o pecado e praticando diligentemente a virtude, procurem reproduzir em seus costumes a sua doutrina e vida, de modo que, quando o Senhor aparecer, sejam semelhantes a ele na glória, vendo-o tal qual é (cf. 1Jo 3,2).

24

Comm. in Ep. ad Eph., cap. l, lect 8; Hb. 2,16-17.

Hebreus 2, 16-17

Matos Soares: 16 Realmente em nenhum lugar (da Escritura se lê que) ele vem em auxílio dos anjos (rebeldes), mas vem em auxílio da descendência de Abraão. 17 Daí vem que ele deveu em tudo ser semelhante a seus irmãos, a fim de ser diante de Deus um pontífice misericordioso e fiel (no seu ministério), para expiar os pecados do povo.

Bíblia Portuguesa Mundial: 16 Pois, com toda a certeza, ele não presta auxílio aos anjos, mas presta auxílio à descendência de Abraão. 17 Portanto, ele devia tornar-se semelhante aos seus irmãos em todas as coisas, para que se tornasse um sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas referentes a Deus, para fazer propiciação pelos pecados do povo.

Vulgata Clementina: 16 Nusquam enim angelos apprehendit, sed semen Abrahæ apprehendit. 17 Unde debuit per omnia fratribus similari, ut misericors fieret, et fidelis pontifex ad Deum, ut repropitiaret delicta populi.

av

Filipenses 2, 7

Matos Soares: 7 mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens e sendo reconhecido, por condição, como homem.

Bíblia Portuguesa Mundial: 7 mas esvaziou a si mesmo, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens.

Vulgata Clementina: 7 sed semetipsum exinanivit, formam servi accipiens, in similitudinem hominum factus, et habitu inventus ut homo.

aw

2 Pedro 1, 4

Matos Soares: 4 Por elas nos deu estas preciosas e magnificas promessas, a fim de que assim vos torneis participantes da natureza divina, fugindo da corrupção que há no mundo pela concupiscência.

Bíblia Portuguesa Mundial: 4 pelas quais ele nos concedeu as suas preciosas e grandíssimas promessas; para que por meio destas vocês se tornem coparticipantes da natureza divina, tendo escapado da corrupção que há no mundo pela cobiça.

Vulgata Clementina: 4 per quem maxima, et pretiosa nobis promissa donavit: ut per hæc efficiamini divinæ consortes naturæ: fugientes ejus, quæ in mundo est, concupiscentiæ corruptionem.

ax

Romanos 8, 29

Matos Soares: 29 Porque os que ele conheceu na sua presciência, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, para que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

Bíblia Portuguesa Mundial: 29 Pois os que ele conheceu de antemão, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.

Vulgata Clementina: 29 Nam quos præscivit, et prædestinavit conformes fieri imaginis Filii sui, ut sit ipse primogenitus in multis fratribus.

ay

Colossenses 3, 10

Matos Soares: 10 e vos revestistes do homem novo, daquele que se renova (continuamente, avançando sempre na perfeição) para o conhecimento mais perfeito (de Deus) segundo a imagem daquele que o criou,

Bíblia Portuguesa Mundial: 10 e se revestiram do novo homem, que está sendo renovado em conhecimento, segundo a imagem do seu Criador,

Vulgata Clementina: 10 et induentes novum eum, qui renovatur in agnitionem secundum imaginem ejus qui creavit illum:

az

1 João 3, 2

Matos Soares: 2 Caríssimos, agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que seremos (um dia). Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele (na glória), porque o veremos como ele é.

Bíblia Portuguesa Mundial: 2 Amados, agora somos filhos de Deus. Ainda não se manifestou o que seremos; mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é.

Vulgata Clementina: 2 Carissimi, nunc filii Dei sumus: et nondum apparuit quid erimus. Scimus quoniam cum apparuerit, similes ei erimus: quoniam videbimus eum sicuti est.

46. Deseja Cristo que cada um de seus membros se lhe assemelhe; mas deseja igualmente que se lhe assemelhe todo o corpo da Igreja. O que sucede quando ela, seguindo as pistas de seu fundador, ensina, governa, e imola o divino sacrifício; quando abraça os conselhos evangélicos, e reproduz em si mesma a pobreza, a obediência e a virgindade do Redentor; quando, nos muitos e variados institutos que como jóias a adornam, nos faz em certo modo ver Cristo, ora no monte contemplando, ora pregando às turbas, ora sarando os enfermos e feridos e convertendo os pecadores, ora, enfim, fazendo bem a todos. Não é, pois, para admirar se ela, enquanto vive nesta terra, se vê também, como Cristo, exposta a perseguições, vexações e sofrimentos.

47. Depois Cristo é cabeça da Igreja, porque avantajando-se na plenitude e perfeição dos dons sobrenaturais, desta plenitude haure o seu corpo místico. Com efeito, notam muitos Padres, assim como no corpo humano a cabeça possui todos os cinco sentidos, ao passo que o resto do corpo possui unicamente o tato, assim todas as virtudes, dons e carismas que há na sociedade cristã, resplandecem de modo singularíssimo na cabeça, Cristo. “Aprouve que nele habitasse toda a plenitude” (Cl 1,19); a ele exornam todos os dons que acompanham a união hipostática; porquanto nele habita o Espírito Santo com tal plenitude de graças, que não se pode conceber maior. A ele foi dado poder sobre a carne (cf. Jo 17,2); nele se encerram “todos os riquíssimos tesouros de sabedoria e ciência” (Cl 2,3). A própria ciência de visão é nele tal que supera absolutamente em compreensão e clareza a ciência correspondente de todos os bem-aventurados. Enfim, é ele tão cheio de graça e verdade, que todos nós recebemos da sua inexaurível plenitude (cf. Jo 1,14-16).

ba

Colossenses 1, 19

Matos Soares: 19 porque foi do agrado do Pai que residisse nele toda a plenitude

Bíblia Portuguesa Mundial: 19 Pois toda a plenitude teve prazer em habitar nele,

Vulgata Clementina: 19 quia in ipso complacuit, omnem plenitudinem inhabitare:

bb

João 17, 2

Matos Soares: 2 e, pelo poder que lhe deste sobre toda a criatura, dê a vida eterna a todos os que lhe deste.

Bíblia Portuguesa Mundial: 2 assim como lhe deste autoridade sobre toda a carne, para que ele dê a vida eterna a todos os que lhe deste.

Vulgata Clementina: 2 sicut dedisti ei potestatem omnis carnis, ut omne, quod dedisti ei, det eis vitam æternam.

bc

Colossenses 2, 3

Matos Soares: 3 no qual estão encerrados todos os tesouros da sabedoria e da ciência.

Bíblia Portuguesa Mundial: 3 em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos.

Vulgata Clementina: 3 in quo sunt omnes thesauri sapientiæ et scientiæ absconditi.

bd

João 1, 14-16

Matos Soares: 14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, glória como de Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade. 15 João dá testemunho dele e clama: Este era aquele de quem eu disse: O que há-de vir depois de mim, é mais do que eu, porque existia antes de mim. 16 Todos nós participamos da sua plenitude, e recebemos graça sobre graça;

Bíblia Portuguesa Mundial: 14 O Verbo se fez carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Filho unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. 15 João deu testemunho a respeito dele. Ele clamou, dizendo: “Este era aquele de quem eu disse: ‘Aquele que vem depois de mim me superou, pois já existia antes de mim.’” 16 Da sua plenitude todos nós recebemos graça sobre graça.

Vulgata Clementina: 14 Et Verbum caro factum est, et habitavit in nobis: et vidimus gloriam ejus, gloriam quasi unigeniti a Patre plenum gratiæ et veritatis. 15 Joannes testimonium perhibet de ipso, et clamat dicens: Hic erat quem dixi: Qui post me venturus est, ante me factus est: quia prior me erat. 16 Et de plenitudine ejus nos omnes accepimus, et gratiam pro gratia:

48. Essas palavras do discípulo, a quem Jesus amava com singular caridade, levam-nos a expor a última razão que de modo particular demonstra ser Cristo Senhor Nosso cabeça de seu corpo místico. E é que assim como da cabeça partem os nervos, que; difundindo-se por todos os membros do corpo, lhes comunicam sensibilidade e movimento, assim também o divino Salvador infunde na sua Igreja força e vigor, com que os fiéis conhecem mais claramente e mais avidamente apetecem as coisas de Deus. Dele provém ao corpo da Igreja toda a luz que ilumina divinamente os féis, e toda a graça com que se fazem santos como ele é santo.

49. Cristo ilumina toda a sua Igreja: prova-o um sem número de passos da Sagrada Escritura e dos santos Padres. “A Deus nunca ninguém o viu; foi o Filho Unigênito, que está no seio do Pai, que no-lo deu a conhecer” (cf. Jo 1,18). Vindo da parte de Deus como Mestre (cf. Jo 3,2), para dar testemunho a verdade (cf. Jo 18,37) iluminou com tanta luz a primitiva Igreja dos apóstolos, que o príncipe deles exclamava: “Senhor, para quem iremos? Vós tendes palavras de vida eterna” (cf. Jo 6,68). Assistiu do céu os evangelistas, que como membros de Cristo, escreveram o que ele, como cabeça, lhes ditou e ensinou.25 E hoje a nós que moramos neste exílio terrestre é autor da fé, como na pátria é o seu consumador (cf. Hb 12,2). Ë ele que infunde nos féis a luz da fé; ele que aos pastores e doutores e sobre todos ao seu vigário na terra enriquece divinamente com os dons sobrenaturais de ciência, entendimento e sabedoria, para que conservem fielmente o tesouro da fé, o defendam corajosamente, piedosa e diligentemente o expliquem e valorizem; Ele é enfim o que invisível preside e dirige os concílios da Igreja.26

be

João 1, 18

Matos Soares: 18 Ninguém jamais viu Deus; o Filho Unigénito, que está no seio do Pai, ele mesmo é que o deu a conhecer.

Bíblia Portuguesa Mundial: 18 Ninguém jamais viu a Deus. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, o revelou.

Vulgata Clementina: 18 Deum nemo vidit umquam: unigenitus Filius, qui est in sinu Patris, ipse enarravit.

bf

João 3, 2

Matos Soares: 2 Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: “Mestre, sabemos que foste enviado por Deus como mestre, porque ninguém pode fazer estes milagres que tu fazes, se Deus não estiver com ele.”

Bíblia Portuguesa Mundial: 2 Ele foi a Jesus de noite e lhe disse: “Rabi, sabemos que és mestre vindo da parte de Deus, pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.”

Vulgata Clementina: 2 Hic venit ad Jesum nocte, et dixit ei: Rabbi, scimus quia a Deo venisti magister, nemo enim potest hæc signa facere, quæ tu facis, nisi fuerit Deus cum eo.

bg

João 18, 37

Matos Soares: 37 Pilatos disse-lhe então: “Logo, tu és rei?” Jesus respondeu: “Tu o dizes, sou rei. Nasci, vim ao mundo para dar testemunho da verdade; todo o que está pela verdade, ouve a minha voz.”

Bíblia Portuguesa Mundial: 37 Pilatos, pois, lhe disse: “Então você é rei?” Jesus respondeu: “Você diz que eu sou rei. Para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.”

Vulgata Clementina: 37 Dixit itaque ei Pilatus: Ergo rex es tu? Respondit Jesus: Tu dicis quia rex sum ego. Ego in hoc natus sum, et ad hoc veni in mundum, ut testimonium perhibeam veritati: omnis qui est ex veritate, audit vocem meam.

bh

João 6, 68

Matos Soares: 68 Simão Pedro respondeu-lhe: “Senhor, para quem havemos nós de ir? Tu tens palavras de vida eterna.

Bíblia Portuguesa Mundial: 68 Simão Pedro lhe respondeu: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras de vida eterna.

Vulgata Clementina: 68 Dixit ergo Jesus ad duodecim: Numquid et vos vultis abire?

bi

Hebreus 12, 2

Matos Soares: 2 pondo os olhos no autor e consumador da fé, Jesus, o qual, tendo-lhe sido proposto gozo, sofreu a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está sentado à direita do trono de Deus.

Bíblia Portuguesa Mundial: 2 olhando para Jesus, o autor e consumador da fé, o qual, por causa da alegria que estava diante dele, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus.

Vulgata Clementina: 2 aspicientes in auctorem fidei, et consummatorem Jesum, qui proposito sibi gaudio sustinuit crucem, confusione contempta, atque in dextera sedis Dei sedet.

50. Cristo é autor e operador de santidade. Já que nenhum ato salutar pode haver que dele não derive como fonte soberana: “Sem mim, diz ele, nada podeis fazer” (cf. Jo 15,5). Se nos sentimos movidos à dor e contrição dos pecados cometidos, se com temor e esperança filial nos convertemos a Deus, é sempre a sua graça que nos comove. A graça e a glória brotam da sua inexaurível plenitude. Sobretudo aos membros mais eminentes de seu corpo místico enriquece o Salvador continuamente com os dons de conselho, fortaleza, temor, piedade, para que todo o corpo cresça cada dia mais em santidade e perfeição. E quando com rito externo se ministram os sacramentos da Igreja, é ele que opera o efeito deles nas almas.27 É ele também que, nutrindo os fiéis com a própria carne e sangue, serena os movimentos desordenados das paixões; é ele que aumenta as graças e prepara a futura glória das almas e dos corpos. Todos esses tesouros da divina bondade reparte ele aos membros do seu corpo místico não só enquanto os obtém do Eterno Pai como vítima eucarística na terra e como vítima glorificada no céu, mostrando as suas chagas e apresentando as suas súplicas, mas também porque “segundo a medida do dom de Cristo” (Ef 4,7) escolhe, determina, distribui a cada um as suas graças. Donde se segue que do divino Redentor, como de fonte manancial, “todo o corpo bem organizado e unido recebe por todas as articulações, segundo a medida de cada membro, o influxo e energia que o faz crescer e aperfeiçoar na caridade” (Ef 4,16; cf. Cl 2,19).

bj

João 15, 5

Matos Soares: 5 Eu sou a videira, vós as varas. O que permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto, porque, sem mim, nada podeis fazer.

Bíblia Portuguesa Mundial: 5 Eu sou a videira. Vocês são os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto, pois sem mim vocês não podem fazer nada.

Vulgata Clementina: 5 Ego sum vitis, vos palmites: qui manet in me, et ego in eo, hic fert fructum multum, quia sine me nihil potestis facere.

bk

Efésios 4, 7

Matos Soares: 7 Mas a cada um de nós foi repartida a graça segundo a medida do dom de Cristo.

Bíblia Portuguesa Mundial: 7 Mas a cada um de nós a graça foi dada conforme a medida do dom de Cristo.

Vulgata Clementina: 7 Unicuique autem nostrum data est gratia secundum mensuram donationis Christi.

bl

Efésios 4, 16

Matos Soares: 16 É por ele que o corpo inteiro, coordenado e unido por meio de todos os ligamentos que o servem, segundo uma operação proporcionada a cada membro, opera o próprio crescimento, em ordem à sua edificação na caridade (que é a alma deste corpo ou edifício espiritual).

Bíblia Portuguesa Mundial: 16 Dele, todo o corpo, bem ajustado e unido por meio de todas as juntas que lhe dão suporte, cresce e edifica a si mesmo em amor, conforme cada parte desempenha a sua função.

Vulgata Clementina: 16 ex quo totum corpus compactum et connexum per omnem juncturam subministrationis, secundum operationem in mensuram uniuscujusque membri, augmentum corporis facit in ædificationem sui in caritate.

Colossenses 2, 19

Matos Soares: 19 sem estar unido com a cabeça (que é Cristo), da qual todo o corpo, organizado e servido por ligamentos e junturas, cresce com aumento dado por Deus.

Bíblia Portuguesa Mundial: 19 e não se apegando firmemente à Cabeça, da qual todo o corpo, suprido e unido pelas juntas e ligamentos, cresce conforme Deus o faz crescer.

Vulgata Clementina: 19 et non tenens caput, ex quo totum corpus per nexus, et conjunctiones subministratum, et constructum crescit in augmentum Dei.

c) Cristo é o “sustentador” deste corpo

51. O que até aqui expusemos, veneráveis irmãos, explicando resumidamente o modo como Cristo Senhor Nosso quer que da sua divina plenitude desça sobre a Igreja a abundância de seus dons, para que ela se lhe assemelhe o mais possível, serve para explicar a terceira razão que demonstra como o corpo social da Igreja é corpo de Cristo, isto é, por ser nosso Salvador quem divinamente sustenta a sociedade que fundou.

52. Observa Belarmino, com muita sutileza, 28 que com esta denominação de corpo Cristo não quer dizer somente que ele é a cabeça do seu corpo místico, senão também que sustenta a Igreja, de tal maneira que a Igreja é como uma segunda personificação de Cristo. Afirma-o também o Doutor das gentes, quando, na epístola aos Coríntios, chama, sem mais, Cristo a Igreja (l Cor 12,12), imitando de certo o divino Mestre que, quando ele perseguia a Igreja, lhe bradou do céu: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (cf. At 9,4; 22, 7; 26,14). Antes são Gregório Nisseno diz-nos que o Apóstolo repetidamente chama Cristo à Igreja; 29 nem vós, veneráveis irmãos, ignorais aquela sentença de Agostinho: “Cristo prega a Cristo”.30

bm

1 Coríntios 12, 12

Matos Soares: 12 Do mesmo modo que o corpo é um e tem muitos membros, mas todos os membros do corpo, embora sejam muitos, são contudo um só corpo, assim é também Cristo. (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 12 Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, são um só corpo, assim também é Cristo.

Vulgata Clementina: 12 Sicut enim corpus unum est, et membra habet multa, omnia autem membra corporis cum sint multa, unum tamen corpus sunt: ita et Christus.

bn

Atos dos Apóstolos 9, 4

Matos Soares: 4 Caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 4 Ele caiu por terra e ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que você me persegue?”

Vulgata Clementina: 4 Et cadens in terram audivit vocem dicentem sibi: Saule, Saule, quid me persequeris?

Atos dos Apóstolos 22, 7

Matos Soares: 7 Caindo por terra, ouvi uma voz que dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?

Bíblia Portuguesa Mundial: 7 Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, por que você me persegue?’

Vulgata Clementina: 7 et decidens in terram, audivi vocem dicentem mihi: Saule, Saule, quid me persequeris?

Atos dos Apóstolos 26, 14

Matos Soares: 14 Tendo todos nós caído por terra, ouvi uma voz que me dizia em língua hebraica: Saulo, Saulo, por que me persegües? Dura coisa te é recaleitrar contra o aguilhão.

Bíblia Portuguesa Mundial: 14 Quando todos nós caímos por terra, ouvi uma voz me dizendo no idioma hebraico: ‘Saulo, Saulo, por que você me persegue? É duro para você dar coices contra os aguilhões.’

Vulgata Clementina: 14 Omnesque nos cum decidissemus in terram, audivi vocem loquentem mihi hebraica lingua: Saule, Saule, quid me persequeris? durum est tibi contra stimulum calcitrare.

53. Todavia essa nobilíssima denominação não deve entender-se como se aquela inefável união, com que o Filho de Deus assumiu uma natureza humana determinada, se estende a toda a Igreja; mas quer dizer que o Salvador comunica à sua Igreja os seus próprios bens de tal forma que ela, em toda a sua vida visível e invisível, é um perfeitíssimo retrato de Cristo. De fato em força da missão jurídica com que o divino Redentor enviou os apóstolos ao mundo, como o Pai o enviara a ele (cf. Jo 17,18 e 20,21), é ele que pela sua Igreja batiza, ensina, governa, ata, desata, oferece e sacrifica. E com aquela mais elevada comunicação, interior e sublimíssima, de que falamos acima, descrevendo o modo como a cabeça influi nos membros, Cristo faz que a Igreja viva da sua vida sobrenatural, penetra com a sua divina virtude todo o corpo, e a cada um dos membros, segundo o lugar que ocupa no corpo, nutre-o e sustenta-o do mesmo modo que a videira sustenta e torna frutíferas as vides aderentes à cepa.31

bo

João 17, 18

Matos Soares: 18 Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.

Bíblia Portuguesa Mundial: 18 Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo.

Vulgata Clementina: 18 Sicut tu me misisti in mundum, et ego misi eos in mundum:

54. Se bem considerarmos esse divino princípio de vida e atividade, dado por Cristo, enquanto constitui a própria fonte de todos os dons e graças criadas, compreenderemos facilmente que não é outra coisa senão o Espírito Paráclito que procede do Pai e do Filho e de modo peculiar se diz “Espírito de Cristo” ou “Espírito do Filho” (Rm 8, 9; 2 Cor 3,17; Gl 4,6). Com esse Espírito de graça e de verdade ornou o Filho de Deus a sua alma logo no imaculado seio da Virgem; esse Espírito deleita-se em habitar na alma do Redentor, como no seu templo predileto; esse Espírito mereceu-no-lo Cristo derramando o próprio sangue; e, soprando sobre os apóstolos, comunicou-o à Igreja para perdoar os pecados (cf. Jo 20,22); e ao passo que só Cristo o recebeu sem medida (cf. Jo 3,34), aos membros do corpo místico dá-se da plenitude de Cristo e só na medida que ele o quer dar (cf. Ef 1,8; 4,7). Depois que Cristo foi glorificado na cruz, o seu Espírito é comunicado à Igreja em copiosíssima efusão para que ela e cada um dos seus membros se pareçam cada vez mais com o Salvador. É o Espírito de Cristo que nos faz filhos adotivos de Deus (cf. Rm 8,14-17; Gl 4,6-7), para que um dia “todos, contemplando a face descoberta, a glória do Senhor, nos transformemos na sua própria imagem cada vez mais resplandecente” (cf. 2Cor 3,18).

bp

Romanos 8, 9

Matos Soares: 9 Vós, porém, não estais na carne, mas no espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Se algum não tem o Espírito de Cristo, não é dele.

Bíblia Portuguesa Mundial: 9 Vocês, porém, não estão na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vocês. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.

Vulgata Clementina: 9 Vos autem in carne non estis, sed in spiritu: si tamen Spiritus Dei habitat in vobis. Si quis autem Spiritum Christi non habet, hic non est ejus.

2 Coríntios 3, 17

Matos Soares: 17 Ora o Senhor é o Espírito, e, onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade.

Bíblia Portuguesa Mundial: 17 Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.

Vulgata Clementina: 17 Dominus autem Spiritus est: ubi autem Spiritus Domini, ibi libertas.

Gálatas 4, 6

Matos Soares: 6 E, porque vós sois filhos, Deus mandou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Abba, Pai! (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 6 E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho aos seus corações, clamando: “Aba, Pai!”

Vulgata Clementina: 6 Quoniam autem estis filii, misit Deus Spiritum Filii sui in corda vestra, clamantem: Abba, Pater.

bq

João 20, 22

Matos Soares: 22 Tendo proferido estas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 22 Depois de dizer isso, soprou sobre eles e lhes disse: “Recebam o Espírito Santo!

Vulgata Clementina: 22 Hæc cum dixisset, insufflavit, et dixit eis: Accipite Spiritum Sanctum:

br

João 3, 34

Matos Soares: 34 Aquele a quem Deus enviou, fala palavras de Deus, porque Deus não lhe dá o Espírito por medida.

Bíblia Portuguesa Mundial: 34 Pois aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; porque Deus dá o Espírito sem medida.

Vulgata Clementina: 34 Quem enim misit Deus, verba Dei loquitur: non enim ad mensuram dat Deus spiritum.

bs

Efésios 1, 8

Matos Soares: 8 a qual derramou abundantemente sobre nós, em toda a sabedoria e prudência,

Bíblia Portuguesa Mundial: 8 que ele fez abundar sobre nós, com toda sabedoria e prudência,

Vulgata Clementina: 8 quæ superabundavit in nobis in omni sapientia et prudentia:

Efésios 4, 7

Matos Soares: 7 Mas a cada um de nós foi repartida a graça segundo a medida do dom de Cristo.

Bíblia Portuguesa Mundial: 7 Mas a cada um de nós a graça foi dada conforme a medida do dom de Cristo.

Vulgata Clementina: 7 Unicuique autem nostrum data est gratia secundum mensuram donationis Christi.

bt

Romanos 8, 14-17

Matos Soares: 14 Porque todos aqueles que são conduzidos pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus. 15 Com efeito, não recebestes o espírito de escravidão para estardes novamente com temor, mas recebestes o espírito de adopção (de filhos), mercê do qual clamamos: “Abba, Pai.” (ver nota) 16 O mesmo Espírito dá testemunho ao nosso espírito, de que somos filhos de Deus. 17 Se (somos) filhos, também (somos) herdeiros: herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; mas isto, se sofrermos com ele, para ser com ele glorificados.

Bíblia Portuguesa Mundial: 14 Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. 15 Porque vocês não receberam um espírito de escravidão que os leve novamente ao medo, mas receberam o Espírito de adoção, por meio do qual clamamos: “Aba! Pai!” 16 O próprio Espírito testemunha com o nosso espírito que somos filhos de Deus; 17 e, se filhos, então herdeiros — herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo, se de fato sofremos com ele, para que também sejamos glorificados com ele.

Vulgata Clementina: 14 Quicumque enim Spiritu Dei aguntur, ii sunt filii Dei. 15 Non enim accepistis spiritum servitutis iterum in timore, sed accepistis spiritum adoptionis filiorum, in quo clamamus: Abba (Pater). 16 Ipse enim Spiritus testimonium reddit spiritui nostro quod sumus filii Dei. 17 Si autem filii, et hæredes: hæredes, quidem Dei, cohæredes autem Christi: si tamen compatimur ut et conglorificemur.

Gálatas 4, 6-7

Matos Soares: 6 E, porque vós sois filhos, Deus mandou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Abba, Pai! (ver nota) 7 Portanto já não és servo, mas filho; e, se és filho, também és herdeiro de Deus.

Bíblia Portuguesa Mundial: 6 E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho aos seus corações, clamando: “Aba, Pai!” 7 Portanto, você já não é escravo, mas filho; e, se é filho, então é herdeiro de Deus por meio de Cristo.

Vulgata Clementina: 6 Quoniam autem estis filii, misit Deus Spiritum Filii sui in corda vestra, clamantem: Abba, Pater. 7 Itaque jam non est servus, sed filius: quod si filius, et hæres per Deum.

bu

2 Coríntios 3, 18

Matos Soares: 18 Todos nós, pois, vendo de cara descoberta como num espelho a glória do Senhor, somos transformados na mesma imagem, de glória em glória, pela ação do Senhor que é Espírito.

Bíblia Portuguesa Mundial: 18 Mas todos nós, com o rosto descoberto, contemplando a glória do Senhor como em um espelho, somos transformados na mesma imagem, de glória em glória; e essa transformação vem do Senhor, o Espírito.

Vulgata Clementina: 18 Nos vero omnes, revelata facie gloriam Domini speculantes, in eamdem imaginem transformamur a claritate in claritatem, tamquam a Domini Spiritu.

55. A esse Espírito de Cristo, como a princípio invisível, deve atribuir-se também a união de todas as partes do corpo tanto entre si como com sua cabeça, pois que ele está todo na cabeça, todo no corpo e todo em cada um dos membros; conforme as suas funções e deveres, e segundo a maior ou menor saúde espiritual de que gozam, está presente e assiste de diversos modos. É ele que com o hálito de vida celeste em todas as partes do corpo é o princípio de toda a ação vital e verdadeiramente salutar. É ele que, embora resida e opere divinamente em todos os membros, contudo também age nos inferiores por meio dos superiores; ele enfim que cada dia produz na Igreja com sua graça novos incrementos, mas não habita com a graça santificante nos membros totalmente cortados do corpo. Essa presença e ação do Espírito de Jesus Cristo exprimiu-a sucinta e energicamente nosso sapientíssimo predecessor, de imortal memória, Leão XIII, na encíclica “Divinum Illud” por estas palavras: “Baste afirmar que, sendo Cristo cabeça da Igreja, o Espírito Santo é a sua alma”.32

56. Se, porém, considerarmos aquela força e energia vital com que o divino Fundador sustenta toda a família cristã, não já em si mesma, mas nos efeitos criados que produz, então veremos que consiste nos dons celestes que nosso Redentor juntamente com seu Espírito dá a Igreja e juntamente com o mesmo Espírito, opera, como doador da luz sobrenatural e causa eficiente da santidade. E é por isso que a Igreja não menos que todos os santos, membros seus, pode fazer sua aquela grande sentença do Apóstolo: “Vivo; já não eu; mas vive Cristo em mim” (Gl 2,20).

bv

Gálatas 2, 20

Matos Soares: 20 vivo, mas já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. A vida (sobrenatural) com que vivo agora na carne, vivo-a da fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.

Bíblia Portuguesa Mundial: 20 Fui crucificado com Cristo; e já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.

Vulgata Clementina: 20 Vivo autem, jam non ego: vivit vero in me Christus. Quod autem nunc vivo in carne: in fide vivo Filii Dei, qui dilexit me, et tradidit semetipsum pro me.

d) Cristo é o “conservador” deste corpo

57. O que temos dito da “cabeça mística” 33 ficaria incompleto, se não tocássemos, ao menos brevemente, aquela outra sentença do mesmo Apóstolo: “Cristo é a cabeça da Igreja; ele é o Salvador do seu corpo” (Ef 5,23). Nestas palavras temos a última razão pela qual a Igreja é dita corpo de Cristo: Cristo é o Salvador divino desse corpo. Com razão foi pelos samaritanos proclamado “Salvador do mundo” (Jo 4,42); antes deve sem dúvida alguma dizer-se “Salvador de todos”, embora com são Paulo devamos acrescentar: “sobretudo dos fiéis” (cf. 1Tm 4,10). De fato com seu sangue, mais que todos os outros, comprou ele os seus membros que constituem a Igreja (At 20,28). Tendo, porém, já exposto detalhadamente esse ponto quando acima tratamos da Igreja nascida da cruz, de Cristo iluminador, santificador e sustentador do seu corpo místico, não há por que demorarmo-nos em maiores explanações; meditemo-lo antes com humildade e atenção, dando contínuas graças a Deus. O que nosso divino Salvador começou outrora, pendente da cruz, não cessa de o perfazer continuamente na celeste bem-aventurança: “A nossa cabeça, diz santo Agostinho, ora por nós; acolhe uns membros, castiga outros, a outros purifica, a outros consola, a outros cria, a outros chama, a outros torna a chamar, a outros corrige, a outros reintegra”.34 A nós é dado cooperar com Cristo nesta obra, “de um e por um somos salvos e salvamos”.35

bw

Efésios 5, 23

Matos Soares: 23 porque o marido é cabeça da mulher, como Cristo é cabeça da Igreja, seu corpo, do qual ele é o Salvador.

Bíblia Portuguesa Mundial: 23 Pois o marido é o cabeça da esposa, assim como Cristo também é o cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.

Vulgata Clementina: 23 quoniam vir caput est mulieris, sicut Christus caput est Ecclesiæ: ipse, salvator corporis ejus.

bx

João 4, 42

Matos Soares: 42 E diziam à mulher: “Não é já pela tua palavra que cremos nele, mas é porque nós próprios o ouvimos, e sabemos que ele é verdadeiramente o Salvador do mundo.”

Bíblia Portuguesa Mundial: 42 E diziam à mulher: “Agora cremos, não por causa do que você falou; pois nós mesmos o ouvimos, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo.”

Vulgata Clementina: 42 Et mulieri dicebant: Quia jam non propter tuam loquelam credimus: ipsi enim audivimus, et scimus quia hic est vere Salvator mundi.

by

1 Timóteo 4, 10

Matos Soares: 10 Se padecemos trabalhos e combatemos, é porque esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis.

Bíblia Portuguesa Mundial: 10 É por isso que trabalhamos e sofremos afrontas: porque colocamos a nossa confiança no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que creem.

Vulgata Clementina: 10 In hoc enim laboramus, et maledicimur, quia speramus in Deum vivum, qui est Salvator omnium hominum, maxime fidelium.

bz

Atos dos Apóstolos 20, 28

Matos Soares: 28 Atendei a vós mesmos e a todo o rebanho, sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para governardes a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue.

Bíblia Portuguesa Mundial: 28 Cuidem, portanto, de vocês mesmos e de todo o rebanho, no qual o Espírito Santo os constituiu bispos, para pastorear a igreja do Senhor e Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue.

Vulgata Clementina: 28 Attendite vobis, et universo gregi, in quo vos Spiritus Sanctus posuit episcopos regere ecclesiam Dei, quam acquisivit sanguine suo.

3. A Igreja é o corpo “místico” de Cristo

58. Passamos já, veneráveis irmãos, a expor as razões com que desejamos mostrar que o corpo de Cristo, que é a Igreja, se deve denominar místico. Essa denominação, usada já por vários escritores antigos, comprovam-na não poucos documentos pontifícios. E há muitas razões para se dever adotar: pois que por ela o corpo social da Igreja, cuja cabeça e supremo regedor é Cristo, pode distinguir-se do seu corpo físico, nascido da Virgem Maria e que agora está sentado à destra do Pai ou oculto sob os véus eucarísticos; pode também distinguir-se, e isto é importante por causa dos erros atuais, de qualquer corpo natural, quer físico, quer moral.

59. De fato, enquanto no corpo natural o princípio de unidade junta de tal maneira as partes que cada uma fica sem própria subsistência, ao contrário no corpo místico a força de mútua coesão, por mais íntima que seja, une os membros de modo que conservam perfeita e própria personalidade. Além disso, se considerarmos a relação entre o todo e os diversos membros em todo e qualquer corpo físico dotado de vida, os membros particulares destinam-se, em última análise, unicamente ao bem de todo o composto, ao passo que toda a sociedade de homens, considerado o fim último da sua unidade, é finalmente ordenada ao proveito de todos e cada um dos membros, como pessoas que são. Portanto, para voltarmos ao nosso ponto, como o Filho do Eterno Pai desceu do céu por amor da nossa eterna salvação, assim fundou o corpo da Igreja e o enriqueceu do seu divino Espírito para procurar e conseguir a bem-aventurança das almas imortais, conforme aquela sentença do Apóstolo; “Todas as coisas são vossas; vós, porém, sois de Cristo; e Cristo de Deus” (l Cor 3,23);36 A Igreja como é ordenada ao bem dos fiéis, assim é destinada a glória de Deus e à daquele que ele mandou, Jesus Cristo.

ca

1 Coríntios 3, 23

Matos Soares: 23 mas vós (sois) de Cristo, e Cristo de Deus.

Bíblia Portuguesa Mundial: 23 e vocês são de Cristo, e Cristo é de Deus.

Vulgata Clementina: 23 vos autem Christi: Christus autem Dei.

60. Se compararmos o corpo místico com o moral, veremos que a diferença não é leve, mas importantíssima e gravíssima. No corpo moral não há outro princípio de unidade senão o fim comum e a comum cooperação sob a autoridade social para o mesmo fim; ao passo que no corpo místico de que falamos, a essa tendência comum do mesmo fim junta-se outro princípio interno, realmente existente e ativo, tanto de todo o composto, como em cada uma das partes, e tão excelente, que supera imensamente todos os vínculos de unidade que unem o corpo, quer físico, quer moral. Esse princípio é, como acima dissemos, de ordem não natural mas sobrenatural, antes em si mesmo absolutamente infinito e incriado: o Espírito divino, que, como diz o Angélico, “sendo um só e o mesmo enche e une toda a Igreja”.37

61. Por conseguinte esse termo bem entendido lembra-nos que a Igreja, sociedade perfeita no seu gênero, não consta só de elementos sociais e jurídicos. Ela é muito mais excelente que quaisquer outras sociedades humanas 38 às quais excede quanto a graça supera a natureza, quanto as coisas imortais se avantajam as mortais e caducas.39 As Comunidades humanas, sobretudo a Sociedade civil, não são para desprezar, nem para ser tidas em pouca conta; mas a Igreja não está toda em realidades desta ordem, como o homem todo não é só corpo mortal.40 É verdade que os elementos jurídicos, em que a Igreja se estriba e de que se compõe, nascem da divina constituição que Cristo lhe deu, e servem para conseguir o fim sobrenatural; contudo o que eleva a sociedade cristã a um grau absolutamente superior a toda a ordem natural, é o Espírito do Redentor, que, como fonte de todas as graças, dons e carismas, enche perpétua e intimamente a Igreja e nela opera. O organismo do nosso corpo é por certo obra-prima do Criador, mas fica imensamente aquém da excelsa dignidade da alma; assim a constituição social da república cristã, embora apregoe a sabedoria do seu divino Arquiteto, é, contudo, de ordem muitíssimo inferior, quando se compara aos dons espirituais de que se adorna e vive, e à fonte divina donde eles dimanam.

4. A Igreja jurídica e a Igreja da caridade

62. De quanto até aqui expusemos, veneráveis irmãos, é evidente que estão em grave erro os que arbitrariamente ungem uma Igreja como que escondida e invisível; e não menos aqueles que a consideram como simples instituição humana com determinadas leis e ritos externos, mas sem comunicação de vida sobrenatural. 41 Ao contrário, assim como Cristo, cabeça e exemplar da Igreja, “não é todo se nele se considera só a natureza humana visível… ou só a natureza divina invisível… mas é um de ambas e em ambas as naturezas…: assim o seu corpo místico”;42 pois que o Verbo de Deus assumiu a natureza humana passível, para que, uma vez fundada e consagrada com seu sangue a sociedade visível, “o homem fosse reconduzido pelo governo visível às realidades invisíveis”.43

63. Por isso lamentamos também e reprovamos o erro funesto dos que sonham uma Igreja ideal, uma sociedade formada e alimentada pela caridade, à qual, com certo desprezo, opõem outra que chamam jurídica. Enganam-se grandemente os que introduzem tal distinção; pois que vêem que o divino Redentor pela mesma razão por que ordenou que a sociedade humana por ele fundada fosse perfeita no seu gênero e dotada de todos os elementos jurídicos e sociais, a saber, para perdurar na terra a obra salutífera da Redenção, 44 por essa mesma razão e para conseguir o mesmo fim quis que fosse enriquecida de dons e graças celestes pelo Espírito Paráclito. O Eterno Pai quis que ela fosse “o reino do seu Filho muito amado” (Cl 1,13); mas realmente um reino em que todos os fiéis prestassem homenagem plena de entendimento e de vontade, 45 e com humildade e obediência se conformassem àquele que por nós “se fez obediente até à morte” (Fl 2,8). Portanto nenhuma oposição ou contradição pode haver entre a missão invisível do Espírito Santo e o múnus jurídico dos pastores e doutores recebido de Cristo; pois que as duas coisas, como em nós o corpo e a alma, mutuamente se completam e aperfeiçoam e provêm igualmente do único Salvador nosso, que não só disse ao emitir o sopro divino: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20, 22), mas em voz alta e clara acrescentou: “Como o Pai me enviou a mim, assim eu vos envio a vós” (Jo 20, 21), e também: “Quem vos ouve a mim ouve” (Lc 10,16).

cb

Colossenses 1, 13

Matos Soares: 13 o qual nos livrou do poder das trevas e nos transferiu para o reino do Filho do seu amor,

Bíblia Portuguesa Mundial: 13 que nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o Reino de seu Filho amado,

Vulgata Clementina: 13 qui eripuit nos de potestate tenebrarum, et transtulit in regnum filii dilectionis suæ,

cc

Filipenses 2, 8

Matos Soares: 8 Humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até à morte, e morte da cruz.

Bíblia Portuguesa Mundial: 8 E, sendo encontrado em forma humana, ele humilhou a si mesmo, tornando-se obediente até a morte — e morte de cruz.

Vulgata Clementina: 8 Humiliavit semetipsum factus obediens usque ad mortem, mortem autem crucis.

cd

João 20, 22

Matos Soares: 22 Tendo proferido estas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 22 Depois de dizer isso, soprou sobre eles e lhes disse: “Recebam o Espírito Santo!

Vulgata Clementina: 22 Hæc cum dixisset, insufflavit, et dixit eis: Accipite Spiritum Sanctum:

ce

João 20, 21

Matos Soares: 21 Ele disse-lhes novamente: “A paz seja convosco. Assim como o Pai me enviou, também vos envio a vós.”

Bíblia Portuguesa Mundial: 21 Jesus, pois, lhes disse novamente: “Paz seja com vocês. Assim como o Pai me enviou, eu também os envio.”

Vulgata Clementina: 21 Dixit ergo eis iterum: Pax vobis. Sicut misit me Pater, et ego mitto vos.

cf

Lucas 10, 16

Matos Soares: 16 O que vos ouve, a mim ouve, o que vos rejeita, a mim rejeita, e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.”

Bíblia Portuguesa Mundial: 16 Quem ouve vocês ouve a mim; quem rejeita vocês rejeita a mim. Quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou.”

Vulgata Clementina: 16 Qui vos audit, me audit: et qui vos spernit, me spernit. Qui autem me spernit, spernit eum qui misit me.

64. E se às vezes na Igreja se vê algo em que se manifesta a fraqueza humana, isso não deve atribuir-se a sua constituição jurídica, mas àquela lamentável inclinação do homem para o mal, que seu divino Fundador às vezes permite até nos membros mais altos do seu corpo místico para provar a virtude das ovelhas e dos pastores e para que em todos cresçam os méritos da fé cristã. Cristo, como acima dissemos, não quis excluir da sua Igreja os pecadores; portanto se alguns de seus membros estão espiritualmente enfermos, não é isso razão para diminuirmos nosso amor para com ela, mas antes para aumentarmos a nossa compaixão para com os seus membros.

65. Sem mancha alguma, brilha a santa madre Igreja nos sacramentos com que gera e sustenta os filhos; na fé que sempre conservou e conserva incontaminada; nas leis santíssimas que a todos impõe, nos conselhos evangélicos que dá; nos dons e graças celestes, pelos quais com inexaurível fecundidade 46 produz legiões de mártires, virgens e confessores. Nem é sua culpa se alguns de seus membros sofrem de chagas ou doenças; por eles ora a Deus todos os dias: “Perdoai-nos as nossas dívidas” e incessantemente com fortaleza e ternura materna trabalha pela sua cura espiritual.

66. Quando, por conseguinte, denominamos “místico” o corpo de Jesus Cristo, a força mesmo do termo é para nós uma grave lição; a lição que ressoa nestas palavras de são Leão: “Reconhece, ó cristão, a tua dignidade; e feito consorte da natureza divina, vê que não recaias por um comportamento indigno na tua antiga baixeza. Lembrate de que cabeça e de que corpo és membro”.47

 

SEGUNDA PARTE

UNIÃO DOS FIÉIS COM CRISTO

67. Agrada-nos agora, veneráveis irmãos, tratar da nossa união com Cristo no corpo da Igreja; a qual, como bem diz santo Agostinho, 48 por ser uma coisa grande, misteriosa e divina, acontece muitas vezes ser mal-entendida e explicada. Primeiramente é claro que é uma união estreitíssima: na Sagrada Escritura não só se compara à união do casto matrimônio, e à unidade vital dos sarmentos com a videira e dos membros do nosso corpo (cf. Ef 5, 22-23; Jo 15,1-5; Ef 4, 16), mas descreve-se como tão íntima, que a tradição antiquíssima continuada nos Padres e fundada naquela sentença do Apóstolo: “ele (Cristo) é a cabeça do corpo da Igreja” (Cl 1,18), ensina que o divino Redentor forma com seu corpo social uma única pessoa mística, ou como diz santo Agostinho: o Cristo total. 49 O próprio Salvador na sua oração sacerdotal não duvidou comparar esta união à maravilhosa unidade com que o Pai está no Filho e o Filho no Pai (Jo 17, 21-23).

cg

Efésios 5, 22-23

Matos Soares: 22 As mulheres sejam sujeitas a seus maridos, como ao Senhor, 23 porque o marido é cabeça da mulher, como Cristo é cabeça da Igreja, seu corpo, do qual ele é o Salvador.

Bíblia Portuguesa Mundial: 22 Esposas, sujeitem-se aos seus próprios maridos, como ao Senhor. 23 Pois o marido é o cabeça da esposa, assim como Cristo também é o cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.

Vulgata Clementina: 22 Mulieres viris suis subditæ sint, sicut Domino: 23 quoniam vir caput est mulieris, sicut Christus caput est Ecclesiæ: ipse, salvator corporis ejus.

João 15, 1-5

Matos Soares: 1 Eu sou a verdadeira vide, e meu Pai é o vinhateiro. 2 Toda a vara que não dá fruto em mim, ele a cortará; e toda a que der fruto, podá-la-á, para que dê mais abundante fruto. 3 Vós já estais puros em virtude da palavra que vos anunciei. 4 Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como a vara não pode de si mesma dar fruto, se não permanecer na videira, assim também vós, se não permanecerdes em mim. 5 Eu sou a videira, vós as varas. O que permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto, porque, sem mim, nada podeis fazer.

Bíblia Portuguesa Mundial: 1 “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. 2 Todo ramo em mim que não dá fruto, ele corta. Todo ramo que dá fruto, ele poda, para que dê mais fruto. 3 Vocês já estão limpos por causa da palavra que lhes tenho falado. 4 Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, a menos que permaneça na videira, assim também vocês não podem, a menos que permaneçam em mim. 5 Eu sou a videira. Vocês são os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto, pois sem mim vocês não podem fazer nada.

Vulgata Clementina: 1 Ego sum vitis vera, et Pater meus agricola est. 2 Omnem palmitem in me non ferentem fructum, tollet eum, et omnem qui fert fructum, purgabit eum, ut fructum plus afferat. 3 Jam vos mundi estis propter sermonem quem locutus sum vobis. 4 Manete in me, et ego in vobis. Sicut palmes non potest fere fructum a semetipso, nisi manserit in vite, sic nec vos, nisi in me manseritis. 5 Ego sum vitis, vos palmites: qui manet in me, et ego in eo, hic fert fructum multum, quia sine me nihil potestis facere.

Efésios 4, 16

Matos Soares: 16 É por ele que o corpo inteiro, coordenado e unido por meio de todos os ligamentos que o servem, segundo uma operação proporcionada a cada membro, opera o próprio crescimento, em ordem à sua edificação na caridade (que é a alma deste corpo ou edifício espiritual).

Bíblia Portuguesa Mundial: 16 Dele, todo o corpo, bem ajustado e unido por meio de todas as juntas que lhe dão suporte, cresce e edifica a si mesmo em amor, conforme cada parte desempenha a sua função.

Vulgata Clementina: 16 ex quo totum corpus compactum et connexum per omnem juncturam subministrationis, secundum operationem in mensuram uniuscujusque membri, augmentum corporis facit in ædificationem sui in caritate.

ch

Colossenses 1, 18

Matos Soares: 18 Ele é a cabeça do corpo da Igreja, é o princípio, o primogênito dentre os mortos, de maneira que tem a primazia em todas as coisas,

Bíblia Portuguesa Mundial: 18 Ele é a cabeça do corpo, a igreja. Ele é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em todas as coisas tenha a primazia.

Vulgata Clementina: 18 Et ipse est caput corporis Ecclesiæ, qui est principium, primogenitus ex mortuis: ut sit in omnibus ipse primatum tenens:

ci

João 17, 21-23

Matos Soares: 21 para que sejam todos um, como tu, Pai, o és em mim, e eu em ti, para que também eles sejam um em nós, a fim de que o mundo creia que me enviaste. 22 Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como também nós somos um: 23 Eu neles, e tu em mim, para que a sua seriedade seja perfeita, e para que o mundo conheça que me enviaste e que os amaste, como me amaste.

Bíblia Portuguesa Mundial: 21 para que todos sejam um; assim como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti, que eles também sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. 22 A glória que me deste, eu a dei a eles, para que sejam um, assim como nós somos um, 23 eu neles, e tu em mim, para que sejam aperfeiçoados em unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste e os amaste, assim como me amaste.

Vulgata Clementina: 21 ut omnes unum sint, sicut tu Pater in me, et ego in te, ut et ipsi in nobis unum sint: ut credat mundus, quia tu me misisti. 22 Et ego claritatem, quam dedisti mihi, dedi eis: ut sint unum, sicut et nos unum sumus. 23 Ego in eis, et tu in me: ut sint consummati in unum: et cognoscat mundus quia tu me misisti, et dilexisti eos, sicut et me dilexisti.

1. Vínculos jurídicos e sociais

68. A nossa união em Cristo e com Cristo vê-se em primeiro lugar do fato que, sendo a família cristã por vontade de seu Fundador um corpo social e perfeito, deve necessariamente possuir a união dos membros que resulta da conspiração destes para o mesmo fim. E quanto mais nobre é o fim a que tende esta conspiração, quanto mais é divina a fonte donde ela procede, tanto mais excelente é a união. Ora o fim é altíssimo: a contínua santificação dos membros do mesmo corpo para a glória de Deus e do Cordeiro que foi sacrificado (Ap 5,12-13). A fonte diviníssima: não só o beneplácito do Eterno Pai e a vontade expressa do Salvador, mas também a interna inspiração e moção do Espírito Santo nas nossas inteligências e corações. E realmente se não podemos fazer o mais pequenino ato salutar senão no Espírito Santo, como podem inumeráveis multidões de todas as gentes e estirpes tender de comum acordo para a suprema glória do Deus uno e trino, senão por virtude daquele que procede como único e eterno amor do Pai e do Filho?

cj

Apocalipse 5, 12-13

Matos Soares: 12 os quais diziam em alta voz: “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a fortaleza, a honra, a glória e a bênção.” 13 A toda a criatura que há no céu, sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e a todas as coisas que aí se encontram, ouvi dizer: “Ao que está sentado sobre o trono e ao Cordeiro, bênção, honra, glória e poder, pelos séculos dos séculos.”

Bíblia Portuguesa Mundial: 12 dizendo em alta voz: “Digno é o Cordeiro que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e bênção!” 13 Ouvi toda criatura que está no céu, na terra, debaixo da terra, no mar, e tudo o que neles há, dizendo: “Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a honra, a glória e o domínio para todo o sempre! Amém!”

Vulgata Clementina: 12 dicentium voce magna: Dignus est Agnus, qui occisus est, accipere virtutem, et divinitatem, et sapientiam, et fortitudinem, et honorem, et gloriam, et benedictionem. 13 Et omnem creaturam, quæ in cælo est, et super terram, et sub terra, et quæ sunt in mari, et quæ in eo: omnes audivi dicentes: Sedenti in throno, et Agno, benedictio et honor, et gloria, et potestas in sæcula sæculorum.

69. E porque este corpo social de Cristo, como acima dissemos, por vontade do seu Fundador deve ser visível, é força que aquela conspiração de todos os membros se manifeste também externamente, pela profissão da mesma fé, pela recepção dos mesmos sacramentos, pela participação ao mesmo sacrifício, pela observância prática das mesmas leis. E ainda absolutamente necessário que haja um chefe supremo visível a todos, que coordene e dirija eficazmente para a consecução do fim proposto a atividade comum; e este é o vigário de Cristo na terra. Pois que, como o divino Redentor enviou o Paráclito, Espírito de verdade, para que em sua vez (cf. Jo 14,16 e 26) tomasse o governo invisível da Igreja, assim mandou a Pedro e aos seus sucessores que, representando na terra a sua pessoa, tomassem o governo visível da família cristã.

ck

João 14, 16

Matos Soares: 16 e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Paráclito, para que fique eternamente convosco,

Bíblia Portuguesa Mundial: 16 Eu rogarei ao Pai, e ele lhes dará outro Consolador, para que esteja com vocês para sempre:

Vulgata Clementina: 16 et ego rogabo Patrem, et alium Paraclitum dabit vobis, ut maneat vobiscum in æternum,

2. Virtudes teologais

70. A esses vínculos jurídicos, que já por si excedem grandemente os de qualquer outra sociedade humana, mesmo suprema, junta-se necessariamente outra causa de união naquelas três virtudes que nos unem estreitissimamente com Deus: a fé, a esperança e a caridade cristã. “Um só Senhor, uma só fé”, como diz o Apóstolo (Ef  4,5): aquela fé com que aderimos a um só Deus e àquele que ele mandou, Jesus Cristo (cf. Jo 17,3). Quão intimamente por meio desta fé nos unimos a Deus, ensinam-no as palavras do discípulo amado: “Quem confessar que Jesus é Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus” (1 Jo 4,15). Nem é menor a união, que por ela se estabelece entre nós e com a divina cabeça; pois que todos os fiéis que “temos o mesmo Espírito de fé” (2Cor 4,13), somos iluminados pela mesma luz de Cristo, sustentados pelo mesmo manjar de Cristo, e governados pela mesma autoridade e magistério de Cristo. E se em todos floresce o mesmo Espírito de fé, todos vivemos também a mesma vida “na fé do Filho de Deus que nos amou e se entregou a si mesmo por nós” (cf. Gl 2, 20); e Cristo, nossa cabeça, recebido em nós pela fé viva e habitando em nossos corações (cf. Ef 3,17), como é autor da nossa fé, será também o seu consumador (cf. Hb 12,2).

cl

Efésios 4, 5

Matos Soares: 5 Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo.

Bíblia Portuguesa Mundial: 5 um só Senhor, uma só fé, um só batismo;

Vulgata Clementina: 5 Unus Dominus, una fides, unum baptisma.

cm

João 17, 3

Matos Soares: 3 Ora a vida eterna é esta: Que te conheçam a ti como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.

Bíblia Portuguesa Mundial: 3 Esta é a vida eterna: que te conheçam, o único Deus verdadeiro, e àquele a quem enviaste, Jesus Cristo.

Vulgata Clementina: 3 Hæc est autem vita æterna: ut cognoscant te, solum Deum verum, et quem misisti Jesum Christum.

cn

1 João 4, 15

Matos Soares: 15 Todo aquele que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus.

Bíblia Portuguesa Mundial: 15 Todo aquele que confessa que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus.

Vulgata Clementina: 15 Quisquis confessus fuerit quoniam Jesus est Filius Dei, Deus in eo manet, et ipse in Deo.

co

2 Coríntios 4, 13

Matos Soares: 13 Mas, tendo o mesmo espírito de fé, segundo está escrito: Eu cri, por isso falei (Ps. 114, 1), também nós cremos, e por isso também é que falamos,

Bíblia Portuguesa Mundial: 13 Mas, tendo o mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: “Eu cri, por isso falei”. Nós também cremos, e por isso também falamos,

Vulgata Clementina: 13 Habentes autem eumdem spiritum fidei, sicut scriptum est: Credidi, propter quod locutus sum: et nos credimus, propter quod et loquimur:

cp

Gálatas 2, 20

Matos Soares: 20 vivo, mas já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. A vida (sobrenatural) com que vivo agora na carne, vivo-a da fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.

Bíblia Portuguesa Mundial: 20 Fui crucificado com Cristo; e já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.

Vulgata Clementina: 20 Vivo autem, jam non ego: vivit vero in me Christus. Quod autem nunc vivo in carne: in fide vivo Filii Dei, qui dilexit me, et tradidit semetipsum pro me.

cq

Efésios 3, 17

Matos Soares: 17 e que Cristo habite pela fé nos vossos corações, de sorte que, arraigados e fundados na caridade,

Bíblia Portuguesa Mundial: 17 para que Cristo habite em seus corações por meio da fé, a fim de que vocês, estando enraizados e alicerçados no amor,

Vulgata Clementina: 17 Christum habitare per fidem in cordibus vestris: in caritate radicati, et fundati,

cr

Hebreus 12, 2

Matos Soares: 2 pondo os olhos no autor e consumador da fé, Jesus, o qual, tendo-lhe sido proposto gozo, sofreu a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está sentado à direita do trono de Deus.

Bíblia Portuguesa Mundial: 2 olhando para Jesus, o autor e consumador da fé, o qual, por causa da alegria que estava diante dele, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus.

Vulgata Clementina: 2 aspicientes in auctorem fidei, et consummatorem Jesum, qui proposito sibi gaudio sustinuit crucem, confusione contempta, atque in dextera sedis Dei sedet.

71. Se, nesta vida, pela fé aderimos a Deus qual fonte da verdade, pela virtude da esperança cristã desejamo-lo qual fonte da bem-aventurança, “esperando a bem-aventurada esperança e o advento da glória do grande Deus” (Tt 2,13). Por causa daquele comum desejo do reino dos céus pelo qual renunciamos a ter pátria permanente aqui na terra, mas demandamos a celeste (cf. Hb 13,14), e anelamos a glória eterna, não duvidou dizer o Apóstolo das gentes: “Um corpo só e um só Espírito, como é uma a esperança da vocação com que fostes chamados” (Ef  4,4); mais ainda, Cristo reside em nós como esperança da glória (cf. Cl 1,27).

cs

Tito 2, 13

Matos Soares: 13 aguardando a esperança bem-aventurada e a vinda gloriosa do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo,

Bíblia Portuguesa Mundial: 13 aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo,

Vulgata Clementina: 13 exspectantes beatam spem, et adventum gloriæ magni Dei, et Salvatoris nostri Jesu Christi:

ct

Hebreus 13, 14

Matos Soares: 14 porque não temos aqui cidade permanente, mas vamos buscando a futura.

Bíblia Portuguesa Mundial: 14 Pois não temos aqui uma cidade permanente, mas buscamos a que está por vir.

Vulgata Clementina: 14 Non enim habemus hic manentem civitatem, sed futuram inquirimus.

cu

Efésios 4, 4

Matos Soares: 4 Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados a uma só esperança pela vossa vocação. (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 4 Há um só corpo e um só Espírito, assim como vocês também foram chamados em uma só esperança da sua vocação;

Vulgata Clementina: 4 Unum corpus, et unus Spiritus, sicut vocati estis in una spe vocationis vestræ.

cv

Colossenses 1, 27

Matos Soares: 27 aos quais Deus quis fazer conhecer as riquezas da glória deste mistério entre os gentios : Cristo, em vós, esperança da vossa glória.

Bíblia Portuguesa Mundial: 27 a quem Deus quis dar a conhecer quão grandes são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vocês, a esperança da glória.

Vulgata Clementina: 27 quibus voluit Deus notas facere divitias gloriæ sacramenti hujus in gentibus, quod est Christus, in vobis spes gloriæ,

72. Mas se os vínculos da fé e da esperança, que nos unem com o Redentor divino no seu corpo místico, são fortes e importantes, não são menos importantes e eficazes os laços da caridade. Se até naturalmente nada há mais excelente do que o amor, fonte da verdadeira amizade, que dizer daquele amor soberano, que o próprio Deus infunde nas nossas almas? “Deus é caridade, e quem permanece na caridade permanece em Deus e Deus nele” (1 Jo 4,16). A caridade, como por força de uma lei estabelecida por Deus, faz com que ele desça a morar nas almas que o amam, dando-lhes amor por amor, segundo aquela sentença: “Se alguém me ama, também meu Pai o amará e viremos a ele e estabeleceremos nele a nossa morada” (Jo 14,23): Portanto a caridade une-nos com Cristo mais intimamente que qualquer outra virtude; em cujo amor inflamados tantos filhos da Igreja jubilam de por ele sofrer afrontas e tolerar e suportar tudo; por árduo que fosse, até ao último alento e à efusão do próprio sangue. Por isso nos exorta vivamente o Salvador com estas palavras: “Permanecei no meu amor”. E porque a caridade é vã e aparente se não se demonstra e torna efetiva com boas obras, por isso acrescenta logo: “Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; como eu observei os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor” (Jo 15,9-10).

cw

1 João 4, 16

Matos Soares: 16 Reconhecemos a caridade que Deus tem por nós e cremos nela. Deus é caridade; quem permanece na caridade, permanece em Deus, e Deus nele.

Bíblia Portuguesa Mundial: 16 E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele.

Vulgata Clementina: 16 Et nos cognovimus, et credidimus caritati, quam habet Deus in nobis. Deus caritas est: et qui manet in caritate, in Deo manet, et Deus in eo.

cx

João 14, 23

Matos Soares: 23 Jesus respondeu-lhe: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e nós viremos a ele, e faremos nele a nossa morada.

Bíblia Portuguesa Mundial: 23 Jesus lhe respondeu: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra. Meu Pai o amará, e nós viremos para ele e faremos nele a nossa morada.

Vulgata Clementina: 23 Respondit Jesus, et dixit ei: Si quis diligit me, sermonem meum servabit, et Pater meus diliget eum, et ad eum veniemus, et mansionem apud eum faciemus;

cy

João 15, 9-10

Matos Soares: 9 Como o Pai me amou, assim eu vos amei. Permanecei no meu amor, 10 Se observardes os meus preceitos, permanecereis no meu amor, como eu observei os preceitos de meu Pai, e permaneço no seu amor.

Bíblia Portuguesa Mundial: 9 Assim como o Pai me amou, eu também amei vocês. Permaneçam no meu amor. 10 Se vocês guardarem os meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor.

Vulgata Clementina: 9 Sicut dilexit me Pater, et ego dilexi vos. Manete in dilectione mea. 10 Si præcepta mea servaveritis, manebitis in dilectione mea, sicut et ego Patris mei præcepta servavi, et maneo in ejus dilectione.

73. Mas a esse amor de Deus e de Cristo é preciso que corresponda a caridade para com o próximo. E realmente como podemos nós afirmar que amamos o Redentor divino, se odiamos aqueles que ele, para os fazer membros do seu corpo místico, remiu com seu precioso sangue? Por isso o Apóstolo, entre todos predileto de Cristo, nos adverte: “Se alguém disser que ama a Deus, e odiar a seu irmão, mente. Pois quem não ama a seu irmão, a quem vê, como pode amar a Deus, a quem não vê? E nós recebemos este mandamento, que quem ama a Deus ame também a seu Irmão” (1Jo 4,20-21). Antes devemos afirmar que tanto mais unidos estaremos com Deus, e com Cristo, quanto mais “formos membros uns dos outros” (Rm 12,25), solícitos uns pelos outros (lCor 12,25); e por outra parte, tanto mais viveremos entre nós unidos e estreitados pela caridade, quanto mais ardente for o amor que nos unir a Deus e à nossa divina cabeça.

cz

1 João 4, 20-21

Matos Soares: 20 Se alguém disser: — eu amo a Deus — e odiar o seu irmão, é um mentiroso. Aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, como pode amar a Deus, a quem não vê ? 21 Temos de Deus este mandamento: que aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão.

Bíblia Portuguesa Mundial: 20 Se alguém disser: “Eu amo a Deus”, e odiar o seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama o seu irmão a quem viu, como pode amar a Deus a quem não viu? 21 E este mandamento temos dele: que aquele que ama a Deus, ame também o seu irmão.

Vulgata Clementina: 20 Si quis dixerit: Quoniam diligo Deum, et fratrem suum oderit, mendax est. Qui enim non diligit fratrem suum quem vidit, Deum, quem non vidit, quomodo potest diligere? 21 Et hoc mandatum habemus a Deo: ut qui diligit Deum, diligat et fratrem suum.

da

Romanos 12, 5

Matos Soares: 5 assim, ainda que muitos, somos um só corpo em Cristo, e todos, membros uns dos outros.

Bíblia Portuguesa Mundial: 5 assim também nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo em Cristo, e, individualmente, membros uns dos outros,

Vulgata Clementina: 5 ita multi unum corpus sumus in Christo, singuli autem alter alterius membra.

74. O Filho unigênito de Deus já antes do princípio do mundo nos abraçou no seu infinito conhecimento e eterno amor. Amor que ele demonstrou palpavelmente e de modo verdadeiramente assombroso assumindo a nossa natureza em unidade hipostática; donde segue, como ingenuamente nota Máximo de Turim, que “em Cristo nos ama a nossa carne”.50

75. Esse amorosíssimo conhecimento que o divino Redentor de nós teve desde o primeiro instante da sua encarnação, excede tudo quanto a razão humana pode alcançar; pois que ele pela visão beatífica de que gozou apenas concebido no seio da Mãe Santíssima, tem continuamente presente todos os membros do seu corpo místico e a todos abraça com amor salvífico. Ó admirável dignação da divina bondade para conosco! Ó inconcebível ordem da imensa caridade! No presépio, na cruz, na glória sempiterna do Pai, Cristo vê e abraça todos os membros da Igreja muito mais claramente, com muito maior amor do que a mãe o filho que tem no regaço, do que cada um de nós se conhece e ama a si mesmo.

76. Do dito até aqui vê-se facilmente, veneráveis irmãos, por que é que o Apóstolo Paulo repete tantas vezes que Cristo está em nós e nós em Cristo. O que se demonstra também com uma razão mais sutil. Cristo está em nós como acima demoradamente expusemos, pelo seu Espírito que ele nos comunica, e pelo qual opera em nós de modo que tudo o que o Espírito Santo opera em nós de divino, deve dizer-se que é Cristo também que o opera.51 “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, diz o Apóstolo, esse não pertence a ele; mas se Cristo está em vós… o Espírito é vida pela justiça” (Rm 8, 9-10).

db

Romanos 8, 9-10

Matos Soares: 9 Vós, porém, não estais na carne, mas no espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Se algum não tem o Espírito de Cristo, não é dele. 10 Se, pois, Cristo está em vós, o corpo verdadeiramente está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, graças à justiça. (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 9 Vocês, porém, não estão na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vocês. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele. 10 Se Cristo está em vocês, o corpo está morto por causa do pecado, mas o espírito está vivo por causa da justiça.

Vulgata Clementina: 9 Vos autem in carne non estis, sed in spiritu: si tamen Spiritus Dei habitat in vobis. Si quis autem Spiritum Christi non habet, hic non est ejus. 10 Si autem Christus in vobis est, corpus quidem mortuum est propter peccatum, spiritus vero vivit propter justificationem.

77. Dessa mesma comunicação do Espírito de Cristo segue que a Igreja vem a ser como o complemento e plenitude do Redentor; por isso que todos os dons, virtudes e carismas que se encontram na cabeça de modo eminente, superabundante e eficiente, dela derivam a todos os membros da Igreja e neles, conforme o lugar que ocupam no corpo místico de Cristo, dia a dia se aperfeiçoam, e Cristo como que se completa na Igreja. 52 Nessas palavras acenamos a razão por que, segundo a doutrina de Agostinho, já antes brevemente indicada, a cabeça mística que é Cristo, e a Igreja, que é na terra como outro Cristo e faz as suas vezes, constituem um só homem novo, em quem se juntam o céu e a terra para perpetuar a obra salvífica da cruz; este homem novo é Cristo cabeça e corpo, o Cristo total.

3. A inabitação do Espírito Santo

78. Certamente não desconhecemos quão difícil de entender e de explicar é esta doutrina da nossa união com o divino Redentor, e especialmente da habitação do Espírito Santo nas almas, pelos véus do mistério que a recatam e tornam obscura à investigação da fraca inteligência humana. Mas sabemos também que da investigação bem feita e persistente e do conflito e concurso das várias opiniões, se a investigação for orientada pelo amor da verdade e pela devida submissão à Igreja, brotam faíscas e se acendem luzes com que, mesmo neste gênero de ciências sagradas, se pode obter verdadeiro progresso. Por isso não censuramos os que, por diversos caminhos, se esforçam por atingir e quanto possível declarar este tão sublime mistério da nossa admirável união com Cristo. Uma coisa, porém, devem todos ter por certa e indubitável, se não querem desviar-se da verdadeira doutrina e do reto magistério da Igreja: rejeitar toda a explicação desta mística união que pretenda elevar os fiéis tanto acima da ordem criada, que cheguem a invadir a divina, a ponto de se atribuir em sentido próprio um só que seja dos atributos de Deus. Retenham também firmemente aquele outro princípio certíssimo, que nestas matérias é comum à SS. Trindade tudo o que se refere e enquanto se refere a Deus como suprema causa eficiente.

79. Note-se também que se trata de um mistério recôndito, que neste exílio terrestre nunca se poderá completamente desvendar ou compreender nem explicar em linguagem humana. Diz-se que as Pessoas divinas habitam na criatura inteligente enquanto presentes nela de modo imperscrutável, dela são atingidas por via de conhecimento e amor, 53 de modo porém absolutamente íntimo e singular, que transcende a natureza humana. Para formarmos disto uma idéia ao menos aproximativa, não devemos descurar o caminho e método que o Concílio Vaticano 54 tanto recomenda nestas matérias, para obter luz com que se possa vislumbrar alguma coisa dos divinos arcanos, isto é, a comparação dos mistérios entre si e com o bem supremo a que se dirigem. E é assim que Nosso sapientíssimo Predecessor de feliz memória Leão XIII, tratando desta nossa união com Cristo e da habitação do Espírito Paráclito em nós, muito oportunamente fixa os olhos na visão beatífica, que um dia no céu completará e consumará esta união mística. “Esta admirável união, diz ele, que com termo próprio se chama”inabitação”, difere apenas daquela com que Deus no céu abraça e beatifica os bem-aventurados, só pela nossa condição (de viajores na terra)“.55 Naquela visão poderemos com os olhos do Espírito, elevados pelo lume da glória, contemplar de modo inefável o Pai, o Filho e o Divino Espírito, assistir de perto por toda a eternidade às processões das divinas Pessoas e gozar de uma bem-aventurança semelhantíssima àquela que faz bem-aventurada a santíssima e indivisível Trindade.

4. A Eucaristia sinal de unidade

80. A precedente exposição da doutrina da íntima união do corpo místico de Cristo com a sua cabeça afigura-se-nos incompleta sem uma breve referência neste lugar a santíssima Eucaristia, pela qual a união nesta vida mortal é levada ao seu auge.

81. Ordenou Cristo Senhor nosso que esta admirável e nunca assaz louvada união que nos une entre nós e com a nossa cabeça divina, fosse manifestada aos féis de modo especial pelo sacrifício eucarístico; no qual o celebrante faz às vezes não só do divino Salvador, mas também de todo o corpo místico e de cada um dos féis; e, por sua parte, os fiéis unidos nas orações e votos comuns, pelas mãos do celebrante, apresentam ao eterno Pai o Cordeiro imaculado - presente no altar à voz unicamente do sacerdote -, como vítima agradável de louvor e propiciação pelas necessidades de toda a Igreja. E do mesmo modo que, morrendo na cruz, o divino Redentor se ofereceu a si mesmo ao Pai como cabeça de todo o gênero humano, assim nesta “oblação pura” (Ml 1,11) não só se oferece a si mesmo ao Pai celeste, como cabeça da Igreja, mas em si oferece os seus membros místicos; pois que a todos, até os fracos e enfermos, tem amorosissimamente encerrados no Coração.

dc

Malaquias 1, 11

Matos Soares: 11 Desde o nascente ao poente, o meu nome é grande entre as nações, e em todo o lugar se oferece ao meu nome um sacrifício fumegante e uma oblação pura, porque o meu nome é grande entre as nações, diz o Senhor dos exércitos. (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 11 Pois desde o nascer do sol até o seu poente, o meu nome é grande entre as nações, e em todo lugar incenso será oferecido ao meu nome, e uma oferta pura; pois o meu nome é grande entre as nações”, diz o SENHOR dos Exércitos.

Vulgata Clementina: 11 Ab ortu enim solis usque ad occasum, magnum est nomen meum in gentibus, et in omni loco sacrificatur: et offertur nomini meo oblatio munda, quia magnum est nomen meum in gentibus, dicit Dominus exercituum.

82. O sacramento da eucaristia ao mesmo tempo que é viva e admirável imagem da unidade da Igreja - pois que o pão da hóstia é um, resultante de muitos grãos 56 dá-nos o próprio autor da graça sobrenatural, para dele haurirmos o Espírito da caridade que nos fará viver não a nossa, mas a vida de Cristo e amar o próprio Redentor em todos os membros do seu corpo social.

83. Se, portanto, nas angustiosas circunstâncias atuais houver muitíssimos que se abracem com Jesus escondido sob os véus eucarísticos de tal maneira que nem a tribulação, nem a angústia, nem a fome, nem a nudez, nem os perigos, nem a perseguição, nem a espada os possa separar da sua caridade (cf. Rm 8,35), então sem dúvida a sagrada comunhão, providencialmente restituída em nossos dias a um uso mais freqüente desde a infância, poderá ser fonte daquela fortaleza que não raro produz e sustenta o heroísmo entre os cristãos.

dd

Romanos 8, 35

Matos Soares: 35 Quem nos separará, pois, do amor de Cristo? (Será) a tribulação? a angústia? a perseguição? a fome? a nudez? o perigo? a espada?

Bíblia Portuguesa Mundial: 35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

Vulgata Clementina: 35 Quis ergo nos separabit a caritate Christi? tribulatio? an angustia? an fames? an nuditas? an periculum? an persecutio? an gladius?

 

TERCEIRA PARTE

EXORTAÇÃO PASTORAL

 

1. Erros relativos à vida ascética

a) Falso misticismo

84. Estas verdades, veneráveis irmãos, se os fiéis as compreenderem e recordarem bem diligentemente, ajudá-los-ão a acautelar-se dos erros a que expõe a investigação deste difícil assunto, quando feita a capricho, como alguns a fazem, não sem grande perigo para a fé católica e perturbação das almas. Com efeito, não faltam alguns que, por não considerarem bastante que S. Paulo falava nesta matéria só por metáforas, nem distinguirem, como é absolutamente necessário, os sentidos particulares e próprios dos termos corpo físico, moral, místico, introduzem uma falsa noção de unidade, afirmando que o Redentor e os membros da Igreja formam uma pessoa física, e ao passo que atribuem aos homens propriedades divinas, fazem Cristo Senhor nosso sujeito a erros e à humana inclinação para o mal. A tais falsidades opõem-se a fé católica e os sentimentos dos santos Padres; mas opõem-se igualmente o pensamento e a doutrina do apóstolo das gentes, que se bem une Cristo e o seu corpo místico com uma união admirável, contudo contrapôs-nos um ao outro como Esposo à esposa (cf. Ef 5,22-23).

de

Efésios 5, 22-23

Matos Soares: 22 As mulheres sejam sujeitas a seus maridos, como ao Senhor, 23 porque o marido é cabeça da mulher, como Cristo é cabeça da Igreja, seu corpo, do qual ele é o Salvador.

Bíblia Portuguesa Mundial: 22 Esposas, sujeitem-se aos seus próprios maridos, como ao Senhor. 23 Pois o marido é o cabeça da esposa, assim como Cristo também é o cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.

Vulgata Clementina: 22 Mulieres viris suis subditæ sint, sicut Domino: 23 quoniam vir caput est mulieris, sicut Christus caput est Ecclesiæ: ipse, salvator corporis ejus.

b) Falso “quietismo”

85. Não menos contrário à verdade e perigoso é o erro daqueles que da misteriosa união de todos nós com Cristo pretendem deduzir um mal-entendido “quietismo”, que atribui toda a vida espiritual dos féis e todo o progresso na virtude unicamente à ação do Espírito Santo, excluindo ou menosprezando a correspondência e colaboração que devemos prestar-lhe. Ninguém pode negar que o divino Espírito de Cristo é a única fonte donde deriva toda a energia sobrenatural na Igreja e nos membros, pois que, como diz o salmista, “o Senhor concede a graça e a glória” (Sl 83,12). Contudo o perseverar constantemente nas obras de santidade, o progredir fervorosamente na graça e na virtude, o esforçar-se generosamente por atingir o vértice da perfeição cristã, enfim o excitar, na medida do possível, os próximos a consegui-la, tudo isso não quer o celeste Espírito realizá-lo, se o homem não faz, dia a dia, com energia e diligência, o que está ao seu alcance. “Os benefícios divinos, diz santo Ambrósio, não se fazem aos que dormem, mas aos que velam”.57 Se neste nosso corpo mortal os membros se desenvolvem e robustecem com o exercício cotidiano, muito mais, sem dúvida, sucede no corpo social de Cristo, cujos membros gozam de liberdade, consciência e modo próprio de agir. Por isso o que disse: “Vivo, não já eu; mas Cristo vive em mim” (Gl 2,20), esse mesmo não duvidou afirmar: “A sua graça (de Deus) não foi em mim estéril, mas trabalhei mais que todos eles; se bem que não eu, mas a graça de Deus comigo” (lCor 15,10). E, pois, evidente que, com essas falsas doutrinas, o mistério de que tratamos não se utiliza para proveito espiritual dos fiéis, mas converte-se em triste causa de sua ruína.

df

Salmos 83, 12

Matos Soares: 12 Porque sol e escudo é o Senhor Deus: graça e glória dá o Senhor, não nega bens aos que andam na inocência.

Bíblia Portuguesa Mundial (Salmos 84, 11): 11 Pois o SENHOR Deus é sol e escudo. O SENHOR dará graça e glória. Ele não retém nenhum bem daqueles que andam em integridade.

Vulgata Clementina: 12 Quia misericordiam et veritatem diligit Deus: gratiam et gloriam dabit Dominus.

dg

Gálatas 2, 20

Matos Soares: 20 vivo, mas já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. A vida (sobrenatural) com que vivo agora na carne, vivo-a da fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.

Bíblia Portuguesa Mundial: 20 Fui crucificado com Cristo; e já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.

Vulgata Clementina: 20 Vivo autem, jam non ego: vivit vero in me Christus. Quod autem nunc vivo in carne: in fide vivo Filii Dei, qui dilexit me, et tradidit semetipsum pro me.

c) Erros relativos à confissão sacramental e à oração

86. O mesmo sucede com a falsa opinião dos que pretendem que não se deve ter em conta a confissão freqüente das faltas veniais; pois que mais importante é a confissão geral, que a esposa de Cristo, com seus filhos a ela unidos no Senhor, faz todos os dias, por meio dos sacerdotes antes de subirem ao altar de Deus. É verdade, e vós bem sabeis, veneráveis irmãos, que há muitos modos e todos muito louváveis, de obter o perdão dessas faltas; mas para progredir mais rapidamente no caminho da virtude, recomendamos vivamente o pio uso, introduzido pela Igreja sob a inspiração do Espírito Santo, da confissão freqüente, que aumenta o conhecimento próprio, desenvolve a humildade cristã, desarraiga os maus costumes, combate a negligência e tibieza espiritual, purifïca a consciência, fortifica a vontade, presta-se à direção espiritual, e, por virtude do mesmo sacramento, aumenta a graça. Portanto os que menosprezam e fazem perder a estima da confissão freqüente à juventude eclesiástica, saibam que fazem uma coisa contrária ao Espírito de Cristo e funestíssima ao corpo místico do Salvador.

87. Há ainda alguns que afirmam não terem as nossas orações verdadeira eficácia impetrativa e trabalham por espalhar a opinião de que a oração feita em particular pouco vale e que é a oração pública, feita em nome da Igreja, que tem verdadeiro valor, por partir do corpo místico de Jesus Cristo. Não é exato; o divino Redentor não só uniu estreitamente a si a Igreja como esposa queridíssima, senão também nela as almas de todos e cada um dos fiéis, com quem deseja ardentemente conversar na intimidade, sobretudo depois da comunhão. E embora a oração pública, feita por toda a Igreja, seja mais excelente que qualquer outra, graças a dignidade da esposa de Cristo, contudo todas as orações, ainda as mais particulares, têm o seu valor e eficácia, e aproveitam também grandemente a todo o corpo místico; no qual não pode nenhum membro fazer nada de bom e justo, que em razão da comunhão dos santos não contribua também para a salvação de todos. Nem aos indivíduos por serem membros desse corpo se lhes veda que peçam para si graças particulares, mesmo temporais, com a devida sujeição à divina vontade; pois que continuam sendo pessoas independentes com suas indigências próprias. 58 Quanto à meditação das coisas celestes, os documentos eclesiásticos, a prática e exemplos de todos os Santos provam bem em quão grande estima deve ser tida por todos.

88. Por último não falta quem diga que as nossas súplicas não devem dirigir-se a pessoa de Jesus Cristo, mas a Deus ou ao Eterno Pai por Cristo; pois que o Salvador, como cabeça do seu corpo místico, deve considerar-se apenas qual “medianeiro entre Deus e os homens” (1Tm 2,5). Também isso é contrário ao modo de pensar da Igreja, contrário ao costume dos fiéis e é falso. Cristo, para falar com propriedade e precisão, é cabeça de toda a Igreja segundo ambas as naturezas conjuntamente; 59 e ele próprio afirmou aliás solenemente: “Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, fá-la-ei” (Jo 14,14). E bem que no sacrifício eucarístico principalmente - onde Cristo é, ao mesmo tempo, sacerdote e vítima e por isso de modo especial, exerce as funções de conciliador - as orações se dirijam ordinariamente ao Eterno Pai pelo seu Unigênito, contudo não raro, e até no santo sacrifício, dirigem-se também ao divino Redentor; pois que todos os cristãos devem saber claramente que Jesus Cristo homem é também Filho de Deus. Por isso quando a Igreja militante adora e invoca o Cordeiro imaculado e vítima sagrada, parece responder à voz da Igreja triunfante, que perpetuamente canta: “Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, bênção e honra e glória e poder nos séculos dos séculos” (Ap 5,13).

dh

1 Timóteo 2, 5

Matos Soares: 5 Com efeito, há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, que é Jesus Cristo homem, (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 5 Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus,

Vulgata Clementina: 5 Unus enim Deus, unus et mediator Dei et hominum homo Christus Jesus:

di

João 14, 14

Matos Soares: 14 Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei.

Bíblia Portuguesa Mundial: 14 Se vocês pedirem qualquer coisa em meu nome, eu o farei.

Vulgata Clementina: 14 Si quid petieritis me in nomine meo, hoc faciam.

dj

Apocalipse 5, 13

Matos Soares: 13 A toda a criatura que há no céu, sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e a todas as coisas que aí se encontram, ouvi dizer: “Ao que está sentado sobre o trono e ao Cordeiro, bênção, honra, glória e poder, pelos séculos dos séculos.”

Bíblia Portuguesa Mundial: 13 Ouvi toda criatura que está no céu, na terra, debaixo da terra, no mar, e tudo o que neles há, dizendo: “Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a honra, a glória e o domínio para todo o sempre! Amém!”

Vulgata Clementina: 13 Et omnem creaturam, quæ in cælo est, et super terram, et sub terra, et quæ sunt in mari, et quæ in eo: omnes audivi dicentes: Sedenti in throno, et Agno, benedictio et honor, et gloria, et potestas in sæcula sæculorum.

2. Exortação a amar a Igreja

89. Até aqui, veneráveis irmãos, meditando o mistério da nossa arcana união com Cristo, procuramos, como doutor da Igreja universal, iluminar as inteligências com a luz da verdade; agora julgamos conforme ao nosso múnus pastoral excitar os corações a amar o corpo místico, com ardente caridade, que não se fique em pensamentos e palavras, mas se traduza em obras. Se os fiéis da antiga lei cantaram da cidade terrena: “Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, paralise-se a minha mão direita; fique presa a minha língua ao meu paladar, se eu não me lembrar de ti, se não tiver Jerusalém como a primeira das minhas alegrias” (Sl 136,5-6); com quanto maior ufania e júbilo não devemos nos regozijar por habitarmos a cidade edificada sobre o monte santo, com pedras vivas e escolhidas, “tendo por pedra angular Cristo Jesus” (Ef 2,20;1Pd 2,45). Realmente não há coisa mais gloriosa, mais honrosa, mais nobre, que fazer parte da Igreja, santa, católica, apostólica, romana, na qual nos tornamos membros de tão venerando corpo; nos governa uma tão excelsa cabeça; nos inunda o mesmo Espírito divino; a mesma doutrina, enfim, e o mesmo Pão dos Anjos nos alimenta neste exílio terreno, até que, finalmente, vamos gozar no céu da mesma bem-aventurança sempiterna.

dk

Salmos 136, 5-6

Matos Soares: 5 Se me esquecer de ti, Jerusalém, ao esquecimento seja entregue a minha direita 6 Fique pegada a minha língua às minhas fauces, se eu me não lembrar de ti, se não puder Jerusalém acima de toda a minha alegria!

Bíblia Portuguesa Mundial (Salmos 137, 5-6): 5 Se eu me esquecer de você, ó Jerusalém, que a minha mão direita se esqueça da sua habilidade. 6 Que a minha língua se apegue ao céu da boca se eu não me lembrar de você, se eu não preferir Jerusalém acima da minha maior alegria.

Vulgata Clementina: 5 Si oblitus fuero tui, Jerusalem, oblivioni detur dextera mea. 6 Adhæreat lingua mea faucibus meis, si non meminero tui; si non proposuero Jerusalem in principio lætitiæ meæ.

dl

Efésios 2, 20

Matos Soares: 20 edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o mesmo Jesus Cristo a principal pedra angular,

Bíblia Portuguesa Mundial: 20 sendo edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra angular;

Vulgata Clementina: 20 superædificati super fundamentum apostolorum, et prophetarum, ipso summo angulari lapide Christo Jesu:

1 Pedro 2, 4-5

Matos Soares: 4 Aproximai-vos dele, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e honrada por Deus, 5 e vós também, como pedras vivas, prestai-vos a entrar na edificação de uma casa espiritual, para formar assim o sacerdócio santo para oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo.

Bíblia Portuguesa Mundial: 4 Aproximem-se dele, que é uma pedra viva, rejeitada, de fato, pelos homens, mas escolhida por Deus e preciosa. 5 Vocês também, como pedras vivas, estão sendo edificados para formar uma casa espiritual e ser um sacerdócio santo, a fim de oferecerem sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por meio de Jesus Cristo.

Vulgata Clementina: 4 Ad quem accedentes lapidem vivum, ab hominibus quidem reprobatum, a Deo autem electum, et honorificatum: 5 et ipsi tamquam lapides vivi superædificamini, domus spiritualis, sacerdotium sanctum, offerre spirituales hostias, acceptabiles Deo per Jesum Christum.

a) Com amor sólido

90. Mas para que não nos deixemos enganar pelo anjo das trevas, transfigurado em anjo de luz (cf. 2Cor 11,14), seja esta a suprema lei do nosso amor: amar a esposa de Cristo tal como Cristo a quis e a adquiriu com seu sangue. Portanto não só devemos amar sinceramente os sacramentos, com que a Igreja, mãe extremosa; nos sustenta, e as solenidades com que nos consola e alegra, os cantos sagrados e a liturgia, com que eleva as nossas almas à, coisas do céu, mas também os sacramentais e os vários exercícios de piedade com que suavemente impregna de Espírito de Cristo e conforta as almas. E não só é nosso dever pagar com amor, como bons filhos, o seu materno amor para conosco, senão também venerar a sua autoridade que ela recebeu de Cristo e com que cativa as nossas inteligências em homenagem a Cristo (cf. 2Cor 10,5); e não menos obedecer às suas leis e preceitos morais, às vezes molestos à nossa natureza decaída; refrear a rebeldia deste nosso corpo com penitência voluntária, e até mortificar-nos, privando-nos de quando em quando de coisas agradáveis, embora não perigosas. Nem basta amar o corpo místico no esplendor da cabeça divina e dos dons celestes que o exornam; devemos com amor efetivo amá-lo tal qual se nos apresenta na nossa carne mortal, composto de elementos humanos e enfermiços, embora por vezes desdigam um pouco do lugar que ocupam em tão venerando corpo.

dm

2 Coríntios 11, 14

Matos Soares: 14 E não é de admirar, visto que o próprio Satanás se transforma em anjo de luz.

Bíblia Portuguesa Mundial: 14 E não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz.

Vulgata Clementina: 14 Et non mirum: ipse enim Satanas transfigurat se in angelum lucis.

dn

2 Coríntios 10, 5

Matos Soares: 5 derribamos todos os projetos (que se opõem à pregação do Evangelho) e todo o poder altivo que se levanta contra o conhecimento de Deus, reduzimos à sujeição todo o pensamento para o tornar obediente a Cristo.

Bíblia Portuguesa Mundial: 5 derrubando raciocínios e toda altivez que se exalta contra o conhecimento de Deus e levando todo pensamento cativo à obediência de Cristo,

Vulgata Clementina: 5 et omnem altitudinem extollentem se adversus scientiam Dei, et in captivitatem redigentes omnem intellectum in obsequium Christi,

b) Que nos faça ver Cristo na Igreja

91. Ora para que esse amor sólido e perfeito more nas nossas almas e cresça de dia para dia, é preciso que nos acostumemos a ver na Igreja o próprio Cristo. Pois que é Cristo que vive na sua Igreja, por ela ensina, governa e santifica; é Cristo que de vários modos se manifesta nos vários membros da sua sociedade. Se todos os fiéis se esforçarem por viver realmente com esse vivo espírito de fé, não só prestarão a devida honra e reverência aos membros mais altos deste corpo místico, sobretudo aos que um dia têm de dar conta das nossas almas (cf. Hb 13,17), mas amarão de modo particular aqueles que o Salvador amou com singularíssima ternura, quais são os enfermos, chagados, fracos, todos os que precisam de remédio natural ou sobrenatural; a infância, cuja inocência está hoje exposta a tantos perigos, e cuja alma se pode modelar como branda cera; os pobres nos quais com sua compaixão se deve reconhecer e socorrer a pessoa de Jesus Cristo.

do

Hebreus 13, 17

Matos Soares: 17 Obedecei aos vossos superiores e sede-lhes sujeitos, porque velam pelas vossas almas, como quem há-de dar conta delas, para que façam isto com alegria, e não gemendo, o que não vos seria vantajoso.

Bíblia Portuguesa Mundial: 17 Obedeçam aos seus líderes e submetam-se a eles, pois eles velam por suas almas, como aqueles que prestarão contas, para que façam isso com alegria e não com gemidos, pois isso seria inútil para vocês.

Vulgata Clementina: 17 Obedite præpositis vestris, et subjacete eis. Ipsi enim pervigilant quasi rationem pro animabus vestris reddituri, ut cum gaudio hoc faciant, et non gementes: hoc enim non expedit vobis.

c) Imitemos o amor de Cristo para com a Igreja

92. Como com razão adverte o Apóstolo: “Os membros do corpo que parecem mais fracos são os mais necessários; e os que temos por mais vis, cercamo-los de maior honra” (lCor 12,22-23). Gravíssima sentença que nós, cônscios da obrigação que nos incumbe pelo nosso altíssimo oficio, devemos repetir, ao vermos com profunda mágoa que às vezes são privados da vida os deformes, dementes e afetos por doenças hereditárias, por inúteis e de peso à sociedade; e que alguns celebram isso como uma conquista do progresso, sumamente vantajoso ao bem comum. Ora, que homem sensato há que não veja isso não só como uma violação flagrante da lei natural e divina,60 impressa em todos os corações, mas também que não lhe repugne atrozmente aos sentimentos de humanidade? O sangue desses infelizes, tanto mais amados do Redentor quanto mais dignos de compaixão, “brada a Deus da terra” (cf. Gn 4,10).

dp

Gênesis 4, 10

Matos Soares: 10 E o Senhor disse-lhe: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão ergue o seu clamor da terra até mim.

Bíblia Portuguesa Mundial: 10 O SENHOR disse: “O que você fez? A voz do sangue do seu irmão clama a mim desde a terra.

Vulgata Clementina: 10 Dixitque ad eum: Quid fecisti? vox sanguinis fratris tui clamat ad me de terra.

93. Mas para que esta genuína caridade, com que devemos ver o Salvador na Igreja e nos seus membros, não venha pouco a pouco a arrefecer, é bom contemplemos ao mesmo Cristo como supremo modelo de amor para com a Igreja.

94. E primeiramente imitemos a vastidão daquele amor, esposa de Cristo é só a Igreja; contudo o amor do divino Esposo é tão vasto, que a ninguém exclui, e na sua esposa abraça a todo o gênero humano; pois que o Salvador derramou o seu sangue na cruz para conciliar com Deus a todos os homens de todas as nações e estirpes, e para os reunir num só corpo. Por conseguinte o verdadeiro amor da Igreja exige não só que sejamos todos no mesmo corpo membros uns dos outros, cheios de mútua solicitude (cf. Rm 12,5;1Cor 12,25), que se alegrem com os que se alegram e sofram com os que sofrem (cf. lCor 12,26), mas que também nos outros homens ainda não incorporados conosco na Igreja, reconheçamos outros tantos irmãos de Jesus Cristo segundo a carne, chamados como nós para a mesma salvação eterna. É verdade que hoje não faltam - é um grande mal - os que vão exaltando a rivalidade, o ódio, o rancor, como coisas que elevam e nobilitam a dignidade e o valor do homem. Nós, porém, que magoados vemos os funestos frutos de tal doutrina, sigamos o nosso Rei pacífico, que nos ensinou a amar os que não são da mesma nação ou mesma estirpe (cf. Lc 10,33-37) até os próprios inimigos (cf. Lc 6,27-35; Mt 5,44-48). Nós, compenetrados dos suavíssimos sentimentos do Apóstolo das gentes, com ele cantemos o comprimento, a largura, a sublimidade, a profundeza da caridade de Cristo (cf. Ef 3,18), que nem a diversidade de nacionalidade, ou de costumes pode quebrar, nem a vastidão imensa do oceano diminuir, nem as guerras, justas ou injustas, arrefecer.

dq

Romanos 12, 5

Matos Soares: 5 assim, ainda que muitos, somos um só corpo em Cristo, e todos, membros uns dos outros.

Bíblia Portuguesa Mundial: 5 assim também nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo em Cristo, e, individualmente, membros uns dos outros,

Vulgata Clementina: 5 ita multi unum corpus sumus in Christo, singuli autem alter alterius membra.

1 Coríntios 12, 25

Matos Soares: 25 para que não haja desacordo no corpo, mas os membros tenham o mesmo cuidado uns pelos outros.

Bíblia Portuguesa Mundial: 25 para que não houvesse divisão no corpo, mas para que os membros tivessem o mesmo cuidado uns para com os outros.

Vulgata Clementina: 25 ut non sit schisma in corpore, sed idipsum pro invicem sollicita sint membra.

dr

Lucas 10, 33-37

Matos Soares: 33 Um samaritano, porém, que ia de viagem, chegou perto dele, e, quando o viu, moveu-se de compaixão. 34 Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, lançando nelas azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu jumento, levou-o a uma estalagem, e teve cuidado dele. 35 No dia seguinte tirou dois dinheiros, deu-os ao estalajadeiro, e disse-lhe: Tem cuidado dele; quanto gastares a mais, eu to satisferei quando voltar. 36 Qual destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?” 37 Ele respondeu: “O que usou com ele de misericórdia.” Então Jesus disse-lhe: “Vai, e faz tu o mesmo.”

Bíblia Portuguesa Mundial: 33 Mas um certo samaritano, estando de viagem, chegou onde ele estava. Quando o viu, moveu-se de compaixão, 34 aproximou-se dele e atou-lhe as feridas, derramando nelas óleo e vinho. Ele o colocou sobre o seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. 35 No dia seguinte, ao partir, ele tirou dois denários, deu-os ao hospedeiro e lhe disse: ‘Cuide dele. O que gastar além disso, eu lhe pagarei quando voltar.’ 36 Qual destes três, pois, lhe parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?” 37 Ele disse: “Aquele que teve misericórdia dele.” Então Jesus lhe disse: “Vai, e faze tu o mesmo.”

Vulgata Clementina: 33 Samaritanus autem quidam iter faciens, venit secus eum: et videns eum, misericordia motus est. 34 Et appropians alligavit vulnera ejus, infundens oleum et vinum: et imponens illum in jumentum suum, duxit in stabulum, et curam ejus egit. 35 Et altera die protulit duos denarios, et dedit stabulario, et ait: Curam illius habe: et quodcumque supererogaveris, ego cum rediero reddam tibi. 36 Quis horum trium videtur tibi proximus fuisse illi, qui incidit in latrones? 37 At ille dixit: Qui fecit misericordiam in illum. Et ait illi Jesus: Vade, et tu fac similiter.

ds

Lucas 6, 27-35

Matos Soares: 27 Mas digo-vos a vós, que me ouvis: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam 28 abençoai os que vos amaldiçoam, orai pelos que vos caluniam. 29 Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra. Ao que te tirar o manto, não o impeças de levar também a túnica. (ver nota) 30 Dá a todo aquele que te pede: e ao que leva o que é teu, não lho tornes a pedir. 31 O que quereis que vos façam os homens, fazei-o vós também a eles. 32 Se vós amais os que vos amam, que mérito tendes? Porque os pecadores também amam quem os ama. 33 Se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que mérito tendes? Os pecadores também fazem isto. 34 Se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito tendes? Os pecadores também emprestam aos pecadores, para que se lhes faça outro tanto. 35 Vós, porém, amai os vossos inimigos; fazei bem e emprestai, sem daí esperardes nada; e será grande a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo, que é bom para os ingratos e para os maus.

Bíblia Portuguesa Mundial: 27 “Mas eu digo a vocês que estão ouvindo: amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, 28 abençoem os que os amaldiçoam, e orem por aqueles que os maltratam. 29 Àquele que bater em um lado do seu rosto, ofereça também o outro; e àquele que tirar a sua capa, não o impeça de levar também a túnica. 30 Dê a todo o que lhe pedir, e àquele que levar os seus bens, não os peça de volta. 31 “Façam às pessoas exatamente o que vocês gostariam que elas fizessem a vocês. 32 “Se vocês amam aos que os amam, que mérito há nisso? Pois até os pecadores amam aos que os amam. 33 Se fizerem o bem aos que lhes fazem o bem, que mérito há nisso? Pois até os pecadores fazem o mesmo. 34 Se emprestarem àqueles de quem esperam receber, que mérito há nisso? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem de volta a mesma quantia. 35 Mas amem os seus inimigos, e façam o bem, e emprestem, sem esperar nada em troca; e a recompensa de vocês será grande, e vocês serão filhos do Altíssimo; pois ele é bondoso para com os ingratos e maus.

Vulgata Clementina: 27 Sed vobis dico, qui auditis: diligite inimicos vestros, benefacite his qui oderunt vos. 28 Benedicite maledicentibus vobis, et orate pro calumniantibus vos. 29 Et qui te percutit in maxillam, præbe et alteram. Et ab eo qui aufert tibi vestimentum, etiam tunicam noli prohibere. 30 Omni autem petenti te, tribue: et qui aufert quæ tua sunt, ne repetas. 31 Et prout vultis ut faciant vobis homines, et vos facite illis similiter. 32 Et si diligitis eos qui vos diligunt, quæ vobis est gratia? nam et peccatores diligentes se diligunt. 33 Et si benefeceritis his qui vobis benefaciunt, quæ vobis est gratia? siquidem et peccatores hoc faciunt. 34 Et si mutuum dederitis his a quibus speratis recipere, quæ gratia est vobis? nam et peccatores peccatoribus fœnerantur, ut recipiant æqualia. 35 Verumtamen diligite inimicos vestros: benefacite, et mutuum date, nihil inde sperantes: et erit merces vestra multa, et eritis filii Altissimi, quia ipse benignus est super ingratos et malos.

Mateus 5, 44-48

Matos Soares: 44 Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem. 45 Deste modo sereis filhos do vosso Pai que está nos céus, o qual faz nascer o sol sobre maus e bons, e manda a chuva sobre os justos e injustos. 46 Porque, se amais (sòmente) os que vos amara, que recompensa haveis de ter? Não fazem os publicanos também o mesmo? 47 E se saudardes sòmente os vossos irmãos, que fazeis (nisso) de especial? Não fazem também assim os próprios gentios? 48 Sede pois perfeitos, como vosso Pai celestial é perfeito.

Bíblia Portuguesa Mundial: 44 Mas eu lhes digo: amem os seus inimigos, abençoem os que os amaldiçoam, façam o bem aos que os odeiam e orem pelos que os maltratam e os perseguem, 45 para que vocês sejam filhos do seu Pai que está nos céus. Pois ele faz o seu sol nascer sobre maus e bons, e envia chuva sobre justos e injustos. 46 Pois se vocês amarem os que os amam, que recompensa vocês têm? Não fazem os cobradores de impostos a mesma coisa? 47 E se vocês saudarem apenas os seus amigos, o que fazem de mais? Não fazem os cobradores de impostos a mesma coisa? 48 Portanto, sejam perfeitos, assim como o Pai de vocês que está nos céus é perfeito.

Vulgata Clementina: 44 Ego autem dico vobis: diligite inimicos vestros, benefacite his qui oderunt vos, et orate pro persequentibus et calumniantibus vos: 45 ut sitis filii Patris vestri, qui in cælis est: qui solem suum oriri facit super bonos et malos: et pluit super justos et injustos. 46 Si enim diligitis eos qui vos diligunt, quam mercedem habebitis? nonne et publicani hoc faciunt? 47 Et si salutaveritis fratres vestros tantum, quid amplius facitis? nonne et ethnici hoc faciunt? 48 Estote ergo vos perfecti, sicut et Pater vester cælestis perfectus est.

dt

Efésios 3, 18

Matos Soares: 18 possais compreender, com todos os santos, qual a largura, o comprimento, a altura e a profundidade (do amor de Cristo para com os homens),

Bíblia Portuguesa Mundial: 18 sejam capacitados a compreender, com todos os santos, qual é a largura, o comprimento, a altura e a profundidade,

Vulgata Clementina: 18 ut possitis comprehendere cum omnibus sanctis, quæ sit latitudo, et longitudo, et sublimitas, et profundum:

95. Nesta hora tremenda, veneráveis irmãos, em que tantas dores torturam os corpos e tantas angústias lancinam as almas, é preciso acender em todos esta caridade sobrenatural, para que os bons - lembramos principalmente os que pertencem a associações de beneficência e mútuo socorro - combinando os seus esforços, como em admirável porfia de compaixão e misericórdia, acudam a tão imensas necessidades das almas e dos corpos, e assim por toda parte resplandeça a generosidade inesgotável do corpo místico de Jesus Cristo.

96. Mas porque à vastidão da caridade com que Cristo amou a Igreja corresponde a constância ativa da mesma caridade, nós também amemos o corpo místico de Cristo com o mesmo amor perseverante e industrioso. Nosso divino Redentor, desde a encarnação, quando lançou os primeiros fundamentos da Igreja, até ao fim da sua vida mortal, nem um só instante passou em que com exemplos fulgentíssimos de virtude, pregando, ensinando, legislando, não trabalhasse até cair de fadiga - ele o Filho de Deus! -em formar ou consolidar a Igreja. Desejamos pois que todos os que reconhecem por mãe a Igreja, ponderem seriamente que não só ao clero e aos que se consagram ao serviço do corpo místico de Jesus Cristo, mas a cada um na sua esfera, incumbe a obrigação de incremento do mesmo corpo. Notem-no de modo particular - como aliás já o fazem tão louvavelmente - os que militam nas fileiras da Ação católica e colaboram com os bispos e sacerdotes no apostolado e os que em pias associações prestam o seu auxílio para o mesmo fim. Não há quem não veja que a ação de todos esses é, nas presentes circunstâncias, de grande peso e de suma importância.

97. Também não podemos aqui silenciar a respeito dos pais e mães de família, a quem nosso divino Salvador confiou os membros mais tenros de seu corpo místico; mas com todo o ardor os exortamos, por amor de Cristo e da Igreja, a que olhem com o máximo cuidado pelos filhos que o Senhor lhes deu, e procurem precavê-los contra as inúmeras ciladas em que hoje tão facilmente se encontram enredados.

98. De modo peculiar manifestou o Redentor o seu ardentíssimo amor à Igreja nas súplicas que por ela dirigiu ao Pai celeste. Todos sabem - para lembrar isto apenas - que pouco antes de subir ao patíbulo da cruz, orou ardentissimamente por Pedro (cf. Lc 22,32), pelos outros apóstolos (cf. Jo 17,9-19) e por todos aqueles que pela pregação da divina palavra haviam de crer nele (cf. Jo 17,20-23). À imitação deste exemplo de Cristo roguemos todos os dias ao Senhor da messe que mande obreiros para a sua messe (cf. Mt 9,38; Lc 10,2) e todos os dias suba a nossa oração encomendando a Deus todos os membros do corpo místico: primeiro os bispos, a quem está confiado o cuidado das suas dioceses, depois os sacerdotes, os religiosos e religiosas, que por especial vocação chamados ao serviço de Deus; na pátria ou em terras pagãs defendem, aumentam, dilatam o reino do divino Redentor. Nenhum membro do corpo místico fique fora desta comum oração; mas lembrem-se especialmente os que vivem acabrunhados das dores e angústias deste desterro e os defuntos que se purificam no Purgatório. Nem se esqueçam os catecúmenos, que se instruem na doutrina cristã, para que quanto antes possam receber o batismo.

du

Lucas 22, 32

Matos Soares: 32 mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, uma vez convertido, conforta os teus irmãos.”

Bíblia Portuguesa Mundial: 32 mas eu orei por você, para que a sua fé não desfaleça. E você, quando tiver voltado, fortaleça os seus irmãos.”

Vulgata Clementina: 32 ego autem rogavi pro te ut non deficiat fides tua: et tu aliquando conversus, confirma fratres tuos.

dv

João 17, 9-19

Matos Soares: 9 É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10 Todas as minhas coisas são tuas, e todas as tuas coisas são minhas; e sou glorificado neles. 11 Já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai Santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. (ver nota) 12 Quando eu estava com eles, os guardava em teu nome. Conservei os que me deste; nenhum deles se perdeu, excepto o filho da perdição, cumprindo-se a Escritura. 13 Mas agora vou para ti e digo estas coisas, estando ainda no mundo, para que eles tenham em si mesmos a plenitude do meu gozo. 14 Dei-lhes a tua palavra, o mundo os odiou, porque não são do mundo, como também eu não sou do mundo. 15 Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do mal. (ver nota) 16 Eles não são do mundo, como também não sou do mundo. 17 Santifica-os pela verdade. A tua palavra é a verdade. (ver nota) 18 Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. 19 Por eles eu me consagro a mim mesmo, para que também sejam verdadeiramente santificados. (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 9 Eu oro por eles. Não oro pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois eles são teus. 10 Todas as coisas que são minhas são tuas, e as tuas são minhas, e eu sou glorificado neles. 11 Eu não estou mais no mundo, mas estes estão no mundo, e eu vou para ti. Pai Santo, guarda-os em teu nome, o qual me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos. 12 Enquanto eu estava com eles no mundo, eu os guardava em teu nome. Eu guardei aqueles que me deste. Nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse. 13 Mas agora eu vou para ti, e digo estas coisas no mundo, para que tenham em si mesmos a plenitude da minha alegria. 14 Eu lhes dei a tua palavra. O mundo os odiou porque eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. 15 Não oro para que os tires do mundo, mas para que os guardes do maligno. 16 Eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. 17 Santifica-os na tua verdade. A tua palavra é a verdade. 18 Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo. 19 Por amor a eles eu me santifico, para que eles mesmos também sejam santificados na verdade.

Vulgata Clementina: 9 Ego pro eis rogo; non pro mundo rogo, sed pro his quos dedisti mihi: quia tui sunt: 10 et mea omnia tua sunt, et tua mea sunt: et clarificatus sum in eis. 11 Et jam non sum in mundo, et hi in mundo sunt, et ego ad te venio. Pater sancte, serva eos in nomine tuo, quos dedisti mihi: ut sint unum, sicut et nos. 12 Cum essem cum eis, ego servabam eos in nomine tuo. Quos dedisti mihi, custodivi: et nemo ex eis periit, nisi filius perditionis, ut Scriptura impleatur. 13 Nunc autem ad te venio: et hæc loquor in mundo, ut habeant gaudium meum impletum in semetipsis. 14 Ego dedi eis sermonem tuum, et mundus eos odio habuit, quia non sunt de mundo, sicut et ego non sum de mundo. 15 Non rogo ut tollas eos de mundo, sed ut serves eos a malo. 16 De mundo non sunt, sicut et ego non sum de mundo. 17 Sanctifica eos in veritate. Sermo tuus veritas est. 18 Sicut tu me misisti in mundum, et ego misi eos in mundum: 19 et pro eis ego sanctifico meipsum: ut sint et ipsi sanctificati in veritate.

dw

João 17, 20-23

Matos Soares: 20 Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que hão-de crer em mim por meio da sua palavra, 21 para que sejam todos um, como tu, Pai, o és em mim, e eu em ti, para que também eles sejam um em nós, a fim de que o mundo creia que me enviaste. 22 Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como também nós somos um: 23 Eu neles, e tu em mim, para que a sua seriedade seja perfeita, e para que o mundo conheça que me enviaste e que os amaste, como me amaste.

Bíblia Portuguesa Mundial: 20 “Não oro apenas por estes, mas também por aqueles que crerão em mim por meio da palavra deles, 21 para que todos sejam um; assim como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti, que eles também sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. 22 A glória que me deste, eu a dei a eles, para que sejam um, assim como nós somos um, 23 eu neles, e tu em mim, para que sejam aperfeiçoados em unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste e os amaste, assim como me amaste.

Vulgata Clementina: 20 Non pro eis autem rogo tantum, sed et pro eis qui credituri sunt per verbum eorum in me: 21 ut omnes unum sint, sicut tu Pater in me, et ego in te, ut et ipsi in nobis unum sint: ut credat mundus, quia tu me misisti. 22 Et ego claritatem, quam dedisti mihi, dedi eis: ut sint unum, sicut et nos unum sumus. 23 Ego in eis, et tu in me: ut sint consummati in unum: et cognoscat mundus quia tu me misisti, et dilexisti eos, sicut et me dilexisti.

dx

Mateus 9, 38

Matos Soares: 38 Rogai pois ao Senhor da messe, que mande operários para a sua messe.”

Bíblia Portuguesa Mundial: 38 Portanto, orem ao Senhor da seara para que envie trabalhadores para a sua seara.”

Vulgata Clementina: 38 Rogate ergo Dominum messis, ut mittat operarios in messem suam.

Lucas 10, 2

Matos Soares: 2 Disse-lhes: “Grande é na verdade a messe, mas os operários poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a sua messe.

Bíblia Portuguesa Mundial: 2 Então ele lhes disse: “A seara é realmente grande, mas os trabalhadores são poucos. Portanto, peçam ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara.

Vulgata Clementina: 2 Et dicebat illis: Messis quidem multa, operarii autem pauci. Rogate ergo dominum messis ut mittat operarios in messem suam.

99. Desejamos também vivamente que essas orações abracem com ardente caridade tanto aqueles a quem não raiou ainda a luz do Evangelho, nem entraram no redil seguro da Igreja, como os que um triste dissídio na fé ou na unidade separa de nós, que embora indignos; representamos a pessoa de Jesus Cristo na terra. Repitamos aquela oração divina do Salvador ao Pai celeste: “Que todos sejam um, como tu, ó Pai, em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós: para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21).

dy

João 17, 21

Matos Soares: 21 para que sejam todos um, como tu, Pai, o és em mim, e eu em ti, para que também eles sejam um em nós, a fim de que o mundo creia que me enviaste.

Bíblia Portuguesa Mundial: 21 para que todos sejam um; assim como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti, que eles também sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.

Vulgata Clementina: 21 ut omnes unum sint, sicut tu Pater in me, et ego in te, ut et ipsi in nobis unum sint: ut credat mundus, quia tu me misisti.

100. Os que não pertencem ao organismo visível da Igreja católica, como sabeis, veneráveis irmãos, confiamo-los também, desde o princípio do nosso pontificado, à proteção e governo do alto, protestando solenemente que a exemplo do bom pastor tínhamos um só desejo: “que eles tenham vida e a tenham em abundância”. 61 Esta nossa solene declaração queremos reiterar, depois de pedirmos as orações de toda a Igreja nesta encíclica em que celebramos os louvores “do grande e glorioso corpo de Cristo”, 62 convidando a todos e cada um com todo o amor da nossa alma, a que espontaneamente e de boa vontade cedam às íntimas inspirações da graça divina e procurem sair de um estado em que não podem estar seguros de sua eterna salvação, 63 pois, embora por desejo e voto inconsciente, estejam ordenados ao corpo místico do Redentor, carecem de tantas e tão grandes graças e auxílios que só na Igreja católica podem encontrar. Entrem, pois, na unidade católica e unidos conosco no corpo de Jesus Cristo, conosco venham a fazer parte, sob uma só cabeça, da sociedade da gloriosíssima caridade.64 Nós, jamais cessaremos as nossas súplicas ao Espírito de amor e verdade, e esperamo-los de braços abertos não como a estranhos, mas como a filhos que vêm para a sua casa paterna.

101. Mas se desejamos que sem interrupção subam até Deus as orações de todo o corpo místico implorando que os errantes entrem quanto antes no único redil de Jesus Cristo, declaramos contudo ser absolutamente necessário que eles o façam espontânea e livremente, pois que ninguém crê, senão por vontade. 65 Por conseguinte se alguns que não crêem são realmente forçados a entrar nos templos, a aproximar-se do altar e a receber os sacramentos, não se fazem verdadeiros cristãos: 66 a fé, sem a qual “é impossível agradar a Deus” (Hb 1,6), deve ser libérrima “homenagem da inteligência e da vontade”.67 Se, portanto, acontecesse que, contra a doutrina constante da Sé Apostólica, 68 alguém fosse obrigado a abraçar contra sua vontade a fé católica, nós, conscientes do nosso dever, não podemos deixar de o reprovar. Mas porque os homens são livres e podem, sob o impulso de más paixões e apetites desordenados, abusar da própria liberdade, então é necessário que o Pai das luzes, pelo Espírito de seu amado Filho, os mova e atraia eficazmente à verdade. Ora, se muitos ainda - infelizes - estão longe da verdade católica e não querem ceder às inspirações da graça divina, é porque não só eles, 69 mas também os fiéis não oram mais fervorosamente por essa intenção. Por isso nós uma e outra vez exortamos a todos a que, por amor da Igreja e seguindo o exemplo do divino Redentor, o façam continuamente.

dz

Hebreus 1, 6

Matos Soares: 6 E, novamente, quando introduz o seu Primogênito no mundo, diz : Todos os anjos de Deus o adorem (Ps. 96, 7).

Bíblia Portuguesa Mundial: 6 Quando ele introduz novamente o primogênito no mundo, ele diz: “Que todos os anjos de Deus o adorem.”

Vulgata Clementina: 6 Et cum iterum introducit primogenitum in orbem terræ, dicit: Et adorent eum omnes angeli Dei.

102. Nas atuais circunstâncias, mais que oportuno, é necessário orar fervorosamente pelos reis e príncipes e por todos os que governam e que podem com a proteção externa auxiliar a Igreja, para que, restabelecida a ordem, por impulso da divina caridade, do meio das ondas tenebrosas desta tormenta surja “a paz, fruto da justiça” (Is 32,17), o atribulado gênero humano e a santa Igreja possam viver uma vida sossegada e tranqüila em toda a piedade e honestidade (cf.1Tm 2,2). Peçamos a Deus que amem a sabedoria os que regem os povos (cf. Sb 6,23), de modo que nunca lhes quadre esta formidável sentença do Espírito Santo: “O Altíssimo examinará as vossas obras e perscrutará os vossos pensamentos, porque sendo ministros do seu reino, não governastes retamente, nem observastes a lei da justiça, nem caminhastes segundo a vontade de Deus. Horrendo e de improviso vos aparecerá, porque será rigorosíssimo o juízo dos que governam. Ao humilde concede-se misericórdia; mas os poderosos serão poderosamente atormentados. Deus não recuará diante de ninguém, nem se inclinará diante de nenhuma grandeza; porque o pequeno e o grande criou-os ele, e de todos cuida igualmente; aos mais fortes, porém, ameaça-os mais forte suplício. Para vós, ó reis, são estas minhas palavras, a fim de que aprendais a sabedoria e não venhais a cair” (Sb 6,4-10).

ea

Isaías 32, 17

Matos Soares: 17 A paz será a obra da justiça, o fruto da justiça será o sossego e a segurança para sempre.

Bíblia Portuguesa Mundial: 17 A obra da justiça será a paz, e o efeito da justiça, tranquilidade e confiança para sempre.

Vulgata Clementina: 17 Et erit opus justitiæ pax, et cultus justitiæ silentium, et securitas usque in sempiternum.

eb

1 Timóteo 2, 2

Matos Soares: 2 pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que levemos uma vida sossegada e tranquila, em toda a piedade e dignidade. (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 2 pelos reis e por todos os que estão em posições elevadas, para que possamos levar uma vida tranquila e pacífica, em toda piedade e reverência.

Vulgata Clementina: 2 pro regibus, et omnibus qui in sublimitate sunt, ut quietam et tranquillam vitam agamus in omni pietate, et castitate:

ec

Sabedoria 6, 23

Matos Soares: 23 Não acompanharei com a inveja devoradora: ela nada tem de comum com a sabedoria.

Bíblia Portuguesa Mundial: 23 Não seguirei o caminho da inveja destruidora, porque a inveja não tem comunhão com a sabedoria.

Vulgata Clementina: 23 diligite lumen sapientiæ, omnes qui præestis populis.

ed

Sabedoria 6, 4-10

Matos Soares: 4 De facto, sendo ministros do reino, não julgastes com rectidão, nem guardastes a lei nem andastes conforme a vontade de Deus. 5 Ele vos aparecerá de um modo temeroso, e repentinamente, porque aqueles que governam serão julgados com extremo rigor. 6 Aos pequenos se perdoa por compaixão, mas os poderosos serão poderosamente atormentados. 7 O Senhor de todos não teme ninguém, nem respeita a grandeza, seja de quem for, porque ele fez tanto o pequeno como o grande, e tem igualmente cuidado de todos. 8 Mas os mais fortes serão submetidos a um rigoroso julgamento. 9 A vós, pois, ó reis, é que são dirigidos estes meus discursos, para que aprendais a sabedoria e não caiais. 10 Porque aqueles que tiverem guardado santamente as coisas santas, serão santificados, e os que as tiverem aprendido, acharão com que responder.

Bíblia Portuguesa Mundial: 4 porque, sendo administradores de seu reino, vocês não julgaram corretamente, nem guardaram a lei, nem andaram segundo a vontade de Deus. 5 Ele virá contra vocês de modo terrível e repentino, porque um julgamento severo cai sobre os que ocupam posições elevadas. 6 Pois o humilde pode ser perdoado por misericórdia, mas os poderosos serão examinados com rigor. 7 O Senhor soberano de todos não se deixará impressionar por ninguém nem demonstrará deferência diante da grandeza, porque foi ele quem fez tanto o pequeno como o grande e cuida igualmente de todos; 8 mas sobre os poderosos virá uma investigação rigorosa. 9 Portanto, minhas palavras se dirigem a vocês, ó príncipes, para que aprendam sabedoria e não caiam. 10 Pois os que guardaram santamente as coisas santas serão santificados, e os que foram instruídos nelas saberão o que responder em sua defesa.

Vulgata Clementina: 4 Quoniam data est a Domino potestas vobis, et virtus ab Altissimo: qui interrogabit opera vestra, et cogitationes scrutabitur. 5 Quoniam cum essetis ministri regni illius, non recte judicastis, nec custodistis legem justitiæ, neque secundum voluntatem Dei ambulastis. 6 Horrende et cito apparebit vobis, quoniam judicium durissimum his qui præsunt fiet. 7 Exiguo enim conceditur misericordia; potentes autem potenter tormenta patientur. 8 Non enim subtrahet personam cujusquam Deus, nec verebitur magnitudinem ejus cujusquam, quoniam pusillum et magnum ipse fecit, et æqualiter cura est illi de omnibus. 9 Fortioribus autem fortior instat cruciatio. 10 Ad vos ergo, reges, sunt hi sermones mei: ut discatis sapientiam, et non excidatis.

103. Mas Cristo Senhor nosso mostrou seu amor à esposa imaculada não só trabalhando incansavelmente e orando constantemente, senão também com as dores e ignomínias que, por ela, espontânea e amorosamente tolerou. “Tendo amado aos seus… amou-os até ao fim” (Jo 13,1) e foi com seu sangue que ele adquiriu a Igreja (cf. At 20,28). Sigamos de boa vontade as sangüinolentas pisadas de nosso Rei, como exige a necessidade de assegurarmos a nossa salvação: “Se fomos enxertados nele pela semelhança da sua morte, sê-lo-emos também pela ressurreição” (Rm 6,5) e “se morrermos com ele, com ele viveremos” (2Tm 2,11). Exige-o igualmente a caridade verdadeira e efetiva para com a Igreja e para com as almas, que ela continuamente gera a Cristo. Com efeito, ainda que o Salvador, pelos seus cruéis tormentos e morte dolorosíssima, mereceu à Igreja um tesouro infinito de graças, contudo essas graças, por disposição da providência divina, são-nos comunicadas por partes; e a sua maior ou menor abundância depende não pouco também das nossas boas obras, com que impetramos da bondade divina e atraímos sobre os próximos a chuva dos dons celestes. Será esta chuva abundantíssima, se não nos contentarmos em oferecer a Deus fervorosas preces, sobretudo participando devotamente e, quanto possível, todos os dias, ao sacrifício eucarístico, mas também procuramos, com obras de misericórdia cristã, aliviar os sofrimentos de tantos indigentes; se preferirmos os bens eternos às coisas caducas deste mundo; se refrearmos este corpo mortal com voluntária mortificação, negando-lhe todo o ilícito, e impondo-lhe fadigas e austeridades; se recebermos com humildade, como da mão de Deus, os trabalhos e dores desta vida presente. E assim que, segundo o Apóstolo, “completaremos o que falta à paixão de Cristo na nossa carne, por amor do seu corpo que é a Igreja” (cf. Cl 1,24). Enquanto isto escrevemos, depara-se-nos à vista uma quase infinita multidão de infelizes, cuja sorte nos arranca lágrimas da maior compaixão: doentes, pobres, mutilados, caídos na viuvez ou na orfandade, e muitíssimos que em conseqüência dos sofrimentos próprios ou dos seus se vêem às portas da morte. A todos os que assim, por um motivo ou por outro, jazem imersos na tristeza e na angústia, exortamos com coração paterno a que levantem confiadamente os olhos ao céu e ofereçam os seus trabalhos Àquele que um dia os recompensará divinamente. Lembrem-se todos que a sua dor não é inútil; mas que será proveitosíssima a eles, e também à Igreja, se com esta intenção a sofrerem pacientemente. Para isso ajudá-los-á muitíssimo o oferecimento cotidiano de si mesmos a Deus, como usam fazer os membros do Apostolado da oração, pia associação, que nós aqui encarecidamente recomendamos, como sumamente aceita ao Senhor.

ee

João 13, 1

Matos Soares: 1 Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até ao extremo.

Bíblia Portuguesa Mundial: 1 Ora, antes da festa da Páscoa, Jesus sabia que havia chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai. Ele havia amado os seus que estavam no mundo e os amou até o fim.

Vulgata Clementina: 1 Ante diem festum Paschæ, sciens Jesus quia venit hora ejus ut transeat ex hoc mundo ad Patrem: cum dilexisset suos, qui erant in mundo, in finem dilexit eos.

ef

Atos dos Apóstolos 20, 28

Matos Soares: 28 Atendei a vós mesmos e a todo o rebanho, sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para governardes a Igreja de Deus, que ele adquiriu com o seu próprio sangue.

Bíblia Portuguesa Mundial: 28 Cuidem, portanto, de vocês mesmos e de todo o rebanho, no qual o Espírito Santo os constituiu bispos, para pastorear a igreja do Senhor e Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue.

Vulgata Clementina: 28 Attendite vobis, et universo gregi, in quo vos Spiritus Sanctus posuit episcopos regere ecclesiam Dei, quam acquisivit sanguine suo.

eg

Romanos 6, 5

Matos Soares: 5 Porque, se nos tornamos um mesmo ser com ele, por uma morte semelhante à sua, o mesmo sucederá por uma ressurreição semelhante, (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 5 Pois, se fomos unidos a ele na semelhança da sua morte, também participaremos da sua ressurreição;

Vulgata Clementina: 5 Si enim complantati facti sumus similitudini mortis ejus: simul et resurrectionis erimus.

eh

2 Timóteo 2, 11

Matos Soares: 11 Palavra segura é esta: Se morrermos com ele, também com ele viveremos; (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 11 Esta palavra é digna de confiança: “Pois se morremos com ele, também viveremos com ele.

Vulgata Clementina: 11 Fidelis sermo: nam si commortui sumus, et convivemus:

ei

Colossenses 1, 24

Matos Soares: 24 Eu, agora, me alegro nos sofrimentos por vós e completo na minha carne o que falta aos sofrimentos de Cristo, pelo seu corpo (místico), que é a Igreja, (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 24 Agora me alegro em meus sofrimentos por vocês e completo, da minha parte, em minha carne, o que falta das aflições de Cristo em favor do seu corpo, que é a igreja,

Vulgata Clementina: 24 Qui nunc gaudeo in passionibus pro vobis, et adimpleo ea quæ desunt passionem Christi, in carne mea pro corpore ejus, quod est Ecclesia:

104. Mas se em todo o tempo devemos unir os nossos sofrimentos com os do divino Redentor para a salvação das almas, muito mais hoje em dia, veneráveis irmãos, quando o imenso incêndio da guerra abrasa quase todo o mundo e causa tantas mortes, tantas desgraças, tantos trabalhos; hoje de modo especial é dever de todos fugir dos vícios, das seduções do século, das paixões desenfreadas da carne, e não menos da vaidade e futilidade das coisas terrenas, que nada aproveitam à vida cristã, nada para ganhar o céu. Ao contrário fixemos bem no Espírito aquelas gravíssimas palavras de Nosso imortal predecessor Leão Magno, quando afirmava que pelo batismo nos tornamos carne do Crucificado,70 e a belíssima oração de santo Ambrósio: “Leva-me, ó Cristo, na tua cruz, a qual é a salvação dos errantes, o único descanso dos cansados, única vida dos mortais”.71

105. Antes de terminar, não podemos conter-nos de exortar a todos uma e muitas vezes a que amem a santa madre Igreja com amor industrioso e ativo. Pela sua incolumidade, prosperidade e progresso ofereçamos todos os dias ao Eterno Pai as nossas orações, trabalhos e sofrimentos, se realmente temos a peito a salvação de toda a família humana remida com o sangue divino. E enquanto no céu relampeja a tormenta, e grandes perigos ameaçam a humana sociedade e a própria Igreja, confiemos a nós, e todas as nossas coisas ao Pai das misericórdias, suplicando: “Olhai, Senhor, para esta vossa família, pela qual nosso Senhor Jesus Cristo não duvidou entregar-se em mãos de malfeitores e sofrer o tormento da cruz”.72

 

EPÍLOGO

A VIRGEM SENHORA NOSSA

106. Realize, veneráveis irmãos, estes nossos paternos votos, que sem dúvida são também os vossos, e alcance-nos a todos verdadeiro amor para com a Igreja, a Virgem Mãe de Deus, cuja alma santíssima foi mais repleta do divino Espírito de Jesus Cristo que todas quantas saíram das mãos de Deus, e que “em nome de toda a natureza humana” deu o seu consentimento para que se efetuasse o “matrimônio espiritual entre o Filho de Deus e a natureza humana”.73 Ela foi que com parto admirável, porque fonte de toda a vida celestial, nos deu Cristo Senhor nosso, já no seu seio virginal ornado da dignidade de cabeça da Igreja; e recém-nascido o apresentou aos primeiros dentre os judeus e gentios que o foram adorar qual Profeta, Rei e Sacerdote. Foi ela que com seus rogos maternos “em Caná da Galiléia” moveu o seu Unigênito a operar o admirável prodígio, pelo qual “creram nele os seus discípulos” (Jo 2,11). Foi ela, a Imaculada, isenta de toda a mancha original ou atual, e sempre intimamente unida com seu Filho, que, como outra Eva, juntamente com o holocausto dos seus direitos maternos e do seu materno amor, o ofereceu no Gólgota ao Eterno Pai por todos os filhos de Adão, manchados pela sua queda miseranda; de modo que a que era fisicamente Mãe da nossa divina cabeça foi, com novo título de dor e de glória, feita espiritualmente mãe de todos os seus membros. Foi ela que com suas eficacíssimas orações obteve que o Espírito do divino Redentor, dado já na cruz, fosse depois em dia de Pentecostes conferido com aqueles dons prodigiosos à Igreja recém-nascida. Ela finalmente, suportando com ânimo forte e confiante imensas dores, verdadeira Rainha dos mártires, mais que todos os fiéis, “completou o que falta à paixão de Cristo… pelo seu corpo que é a Igreja” (Cl 1,24), e assistiu o corpo místico de Cristo, nascido do Coração rasgado do Salvador, 74 com o mesmo amor e solicitude materna com que amamentou e acalentou no berço o menino Deus.

ej

João 2, 11

Matos Soares: 11 Tal foi o primeiro milagre de Jesus; fê-lo em Caná da Galileia. Assim manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.

Bíblia Portuguesa Mundial: 11 Jesus fez este primeiro de seus sinais em Caná da Galileia e revelou a sua glória; e os seus discípulos creram nele.

Vulgata Clementina: 11 Hoc fecit initium signorum Jesus in Cana Galilææ; et manifestavit gloriam suam, et crediderunt in eum discipuli ejus.

ek

Colossenses 1, 24

Matos Soares: 24 Eu, agora, me alegro nos sofrimentos por vós e completo na minha carne o que falta aos sofrimentos de Cristo, pelo seu corpo (místico), que é a Igreja, (ver nota)

Bíblia Portuguesa Mundial: 24 Agora me alegro em meus sofrimentos por vocês e completo, da minha parte, em minha carne, o que falta das aflições de Cristo em favor do seu corpo, que é a igreja,

Vulgata Clementina: 24 Qui nunc gaudeo in passionibus pro vobis, et adimpleo ea quæ desunt passionem Christi, in carne mea pro corpore ejus, quod est Ecclesia:

107. Ela pois, Mãe santíssima de todos os membros de Cristo, 75 a cujo Coração Imaculado confiadamente consagramos todos os homens, e que agora em corpo e alma refulge na glória e reina juntamente com seu Filho, nos alcance dele que sem interrupção corram os caudais da graça da excelsa cabeça para todos os membros do corpo místico, e, como nos tempos passados, assim hoje proteja a Igreja com seu poderoso patrocínio e lhe obtenha finalmente a ela e a toda a humana sociedade tempos mais tranqüilos.

108. Confiado nesta celeste esperança, como penhor das graças celestes e atestado da Nossa particular benevolência, a todos e a cada um de vós, veneráveis irmãos, e aos rebanhos a vós confiados, concedemos de todo o coração a bênção apostólica.

Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 29 de junho, festa dos Santos apóstolos Pedro e Paulo, no ano de 1943, V do nosso pontificado.

 

PIO PP. XII

Notas

  1. 1 Sessio III, Const. Dei Filius de fide cath., c. 4.
  2. 2 Cf. Conc.Vat. I, Const. Pastor aeternus de Eccl. Christi; prol.
  3. 3 Cf. ibidem, Const. Dei Filius de fide cath., cap. 1.
  4. 4 Cf . AAS 28 (1895-96), p. 710.
  5. 5 S. Agostinho, Epist.157, 3, 22; Migne, PL, 32, 686.
  6. 6 S. Agostinho, Sermo CXXXII, 1; Migne, PL, 38, 754.
  7. 7 Encíclica Divinum Illud; AAS 29(1896-97), p. 649.
  8. 8 S. Ambrósio, In Luc., II, 87; Migne, PL 15,1585.
  9. 9 S. Tomás, Summa theol. I-II, q.103, a. 3, ad 2.
  10. 10 S. Leão M., Sermo 68, 3; Migne, PL 54, 374.
  11. 11 Cf. s. Jerônimo e s. Agostinho, Epist.112,14 e 116,16; Migne, PL 22, 924 et 943; S. Tomás, Summa theol., I-II, q.103, a. 3 ad 2; a. 4 ad 1; Concil. Flor., pro Iacob.: Mansi, 31,1738.
  12. 12 Cf. S. Tomás, Summa theol., III, q. 42, a. 1.
  13. 13 Cf. De peccato orig., XXV, 29; Migne, PL 44, 400.
  14. 14 Cf. Cirilo Alex., Comm. in Joh. I, 4; Migne PG 73, 69; S. Tomás, Summa theol.; I, q. 20, a. 4 ad 1.
  15. 15 Hexaëm., VI. 55; Migne, PL 14, 265.
  16. 16 Cf. s. Agostinho, De agon. Christ. XX, 22; Migne, PL 40, 301.
  17. 17 Cf. s. Tomás, Summa theol.; l, q. 22, aa. l- 4.
  18. 18 Cf. Leão XIII, enc. Satis Cognitum, AAS 28(1895-9fi), p. 725.
  19. 19 Cf. Corpus luris Canonici, Extr. comm., I, 8,1.
  20. 20 S. Greg. Magno, Moralia, XIV, 35, 43; Migne, PL LXXV,1062.
  21. 21 Cf. Conc. Vat. I, Const. Pastor aeternus de Eccl., cap. 3.
  22. 22 Cf. Cod. Iur. Can., cân. 329, § 1.
  23. 23 Cf. Epist. ad Eulog., 30; Migne, PL 77, 933.
  24. 25 Cf.  S. Agostinho, De cons. evang., I, 35, 54; Migne, PL 34,1070.
  25. 26 Cf . S.Cirilo Alex., Ep. 55 de Symb.; Migne, PG 77, 293.
  26. 27 Cf. S. Tomás, Summa theol., III, q. 64, a: 3.
  27. 28 Cf. De Rom. Pont., I, 9; De Concil., II,19.
  28. 29 Cf. S. Greg. Niss., De vita Moysis; Migne, PG 44, 385.
  29. 30 Cf. Sermo 354, 1; Migne, PL 39,1563.
  30. 31 Cf. Leão XIII, enc. “Sapientiae Christianae’; AAS 22(1889-90), p. 392; enc.”Satis cognitum’; AAS 28(1895-96), p. 710.
  31. 32 AAS 29 (1896-97), p. 650.
  32. 33 Cf. S. Ambrosio, De Elia et ieiun., 10, 36-37, e in Psal. 118, serm. 20, 2; Migne, PL 14, 710 e 15,1483.
  33. 34 Comentário aos Salmos, 85,5.
  34. 35 S. Clem. Alex., Strom., VII, 2; Migne, PG 9, 413.
  35. 36 Pio XI, enc. “Divini Redemptoris”: AAS 29(1937), p. 80.
  36. 37 De veritate, q. 29, a. 4 c.
  37. 38 Cf. Leão XIII, “Sapientiae Christianae”; AAS 22(1889-90), p. 392.
  38. 39 Cf. Leão XIII, enc. “Satis cognitum”; AAS 28 (1895-96), p. 724.
  39. 40 Cf. ibidem, p. 710.
  40. 41 Cf. ibidem, p. 710.
  41. 42 Cf. ibidem, p. 710.
  42. 43 S. Tomás, De Veritate, q. 29, a. 4 ad 3.
  43. 44 Conc. Vat. I, Sess. IV, Const, dogm. Pastor aeternus de Eccl., prol.
  44. 45 Conc. Vat. I, Sess. III, Const. Dei Filius de fide cath., c. 3
  45. 46 Cf. Conc. Vat. I, Sess. III, const. Dei Filius de fide cath., cap 3.
  46. 47 Sermo 21, 3; Migne, PL 54,192-193.
  47. 48 Cf. S. Agostinho, Contra Faust., 21,8; Migne, PL 42, 392.
  48. 49 Cf. Comentário aos Salmos, 17,51 e 90,2,1.
  49. 50 Sermo 29; Migne, PL 57, 594.
  50. 51 Cf. S. Tomás, Comm. in Ep. ad Eph., cap. 2, lect. 5.
  51. 52 Cf. S. Tomás, Comm. in Ep, ad Eph., cap. l, lect. 8.
  52. 53 Cf. S. Tomás, Summa theol., I, q. 43, a. 3.
  53. 54 Sess. III, const. Dei Filius de fide cath., c. 4.
  54. 55 Cf. enc. “Divinum Illud“ ; AAS 29(1896-97), p. 653.
  55. 56 Cf. Didaché IX,4.
  56. 57 Expos. Evan. sec. Luc., IV, 49; Migne, PL 15,1626.
  57. 58 Cf. S.Tomás, Summa theol., II-II, q. 83, aa. 5 e 6.
  58. 59 Cf. S. Tomás, De Veritate, q. 29, a. 4 c.
  59. 60 Cf. Decret. S. Officii, 2.12.1940,  AAS 32(1940, p. 553.
  60. 61 Carta enc. “Summi Pontificatus”, AAS 31(1939), p. 419.
  61. 62 S. Ireneo, Adv. Haer., N, 33, 7; Migne PG 7,1076.
  62. 63 Cf. Pio IX, “Iam vos omnes”, 13.09.1868: Act. Conc. Vat., C. L., VII,10.
  63. 64 Cf. Gelásio I, Epist. XIV Migne, PL 59, 89.
  64. 65 Cf. s. Agostinho, In Ioann. Ev. tract., 26, 2; Migne, PL 30,1607.
  65. 66 Cf. ibidem.
  66. 67 Conc. Vat. I, Const. Dei Filius de fide cath., cap. 3.
  67. 68 Cf. Leão XIII, enc. “Immortale Dei”, AAS 18(1885-86), pp.174-175, Cod. Iur. Can., c.1351.
  68. 69 Cf. S. Agostinho, ibidem.
  69. 70 Cf. Sermo 63, 6; 66, 3; Migne, PL 54, 359 e 366.
  70. 71 In Ps.188, 22,30; Migne, PL 15,1521.
  71. 72 Offic. da Semana santa.
  72. 73 s. Tomás, Summa theol., III, q. 80, a. 1.
  73. 74 Cf. Off. Sacratíssimo Coração, hino das vésp.
  74. 75 Cf. Pio X, enc. “Ad diem illum”, AAS 36 (1903-04), p. 453.